Resistência e luta por todo o País
Expressão maior da capacidade de realização do PCP, indissociável do ideal comunista de que é portadora, a Festa do Avante! realiza-se num momento em que, dando continuidade a 34 anos de política de direita e a pretexto da crise e do défice, se agravam as injustiças, se aprofundam desigualdades sociais e se acentua a dependência do País.
Problemas que serão abordados nos espaços das organizações regionais do Partido, que prometem ser locais de alegria, fraternidade e convívio, assim como de resistência e luta, contra as medidas da política de direita que atingem a juventude, os trabalhadores e o povo. Ali, os visitantes poderão ainda apreciar o melhor da cultura e da gastronomia portuguesa.
Dando a volta ao Portugal que luta e resiste, nos Açores os milhares de visitantes do maior acontecimento político-cultural do nosso País vão encontrar, para além da singular cultura e beleza natural destas ilhas, a luta dos trabalhadores e do povo por uma vida melhor.
O Alentejo - que reúne as organizações regionais de Beja, Évora, Litoral Alentejano e Portalegre - traz para primeiro plano a questão do desenvolvimento regional e, ligado a esta, a Reforma Agrária, essa realização maior da Revolução de Abril. Desta forma, ao assinalar os seus 35 anos, os comunistas alentejanos vão valorizar um processo que, em menos de um ano, mudou a face Sul do País, com a ocupação e cultivo de mais de um milhão de hectares de terra, que aumentou a área cultivada com o desbravamento das grandes extensões de terras abandonadas e incultas, incrementando a produção e incorporando na sua actividade uma perspectiva de desenvolvimento. Um momento, como poucos houve na história de Portugal, em que milhares de homens e mulheres tomaram nas suas mãos os seus destinos, exactamente porque, como afirmou Álvaro Cunhal, na I Conferência dos Trabalhadores Agrícolas do Sul, que se realizou a 9 de Fevereiro de 1975, em Évora, «a Reforma Agrária surge natural como a própria vida, aparece como necessidade objectiva de resolver o problema do desemprego e da produção, como solução indispensável e única».
As propostas do PCP
«Um novo rumo para a região» é o que propõem, no seu espaço, os comunistas do Algarve, que este ano apresentam uma decoração inspirada numa fábrica de conservas. Na exposição política destaque-se «O Partido, a Situação na Região», que, como alertou, no dia 15 de Agosto, em Monte Gordo, Jerónimo de Sousa, se encontra «fustigada pelo desemprego».
Também em Aveiro a luta dos trabalhadores e das populações estará em destaque, com a intervenção do Partido e as suas propostas para o distrito, expressas no Plano de Emergência apresentado na Assembleia da República e chumbado pelo PS, PSD e CDS-PP, assim como a valorização e requalificação da Linha do Vale do Vouga.
De Braga chegam-nos as principais lutas e acções dinamizadas pelos trabalhadores no distrito durante o ano de 2010, marcado pelo agravamento sem precedentes do desemprego e da exploração, mas também do combate por um novo rumo para o País. No espaço de Bragança o combate ao abandono e à desertificação terá um tratamento especial.
As luta dos trabalhadores
As organizações de Castelo Branco e Guarda, unidas no mesmo espaço, vão chamar a atenção para a actividade do PCP naquelas regiões do interior, pelo emprego com direitos, contra o abandono e a desertificação. De Coimbra vem a «DECRISEMCRISE», um desafio lançado a um grupo de artistas da terra que vai decorar o pavilhão.
De Leiria, para além de uma original peça de vidro com a imagem do revolucionário Ché Guevara, virão as lutas dos trabalhadores do distrito por emprego, salários e direitos e das populações, em defesa dos serviços públicos. A actividade do Partido e o seu reforço terão, evidentemente, um lugar de destaque.
Por seu lado, Lisboa escolheu destacar o tema das nacionalizações, não só as que foram feitas há 35 anos, na sequência da Revolução de Abril, mas daquelas que urge fazer, para que Portugal saia da situação de dependência e atraso em que se encontra. Os comunistas deste distrito vão ainda reafirmar a sua oposição às privatizações e lembrar os cem anos da revolução republicana. No âmbito do lançamento do novo número do «Caderno Vermelho», será debatido o «Desemprego e a precariedade nas profissões intelectuais». Da Madeira virá o alerta sobre a situação que se vive no arquipélago e a luta travada pelos comunistas, em conjunto com os trabalhadores e o povo.
Grave situação do País
A resposta do PCP à grave situação que o País e o distrito do Porto atravessam é o tema central do espaço desta organização regional. A IX Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP, realizada no início do ano, e as suas conclusões, merecem também um lugar de destaque.
Santarém dará expressão ao papel dos militantes do Partido no reforço do Partido aos trabalhadores e às populações e Setúbal dá resposta à questão «Porque lutam os comunistas?». Viana do Castelo, Vila Real e Viseu associam à rica cultura que possuem a reclamação de uma vida melhor, que será alcançada com a luta dos trabalhadores e das populações e, claro, o reforço da força que mais a promove e valoriza – o Partido Comunista Português.
Todos contra as injustiças
No pavilhão da imigração, para além do convívio fraterno, o visitante encontrará uma exposição sobre as injustiças e desigualdades sociais, assim como a importância das propostas do Partido para uma vida melhor. No espaço da emigração, que tem como inovação deliciosos pequenos almoços, é esperada uma presença expressiva de militantes e simpatizantes do PCP, a que se juntam simples visitantes, provenientes de vários países, designadamente da Europa.
«Com o PCP, Lutar contra as injustiças e discriminações. Pela igualdade na lei da vida», é o lema do pavilhão da mulher, que este ano valoriza as comemorações do centenário do Dia Internacional da Mulher, bem como a luta travada pelas mulheres ao longo do ano. Para os mais novos existe o espaço da criança, da responsabilidade da Associação Pioneiros de Portugal, que este ano é dedicado à paz.