SANTA MARIA DA FEIRA

Tribunal de opinião

Um Tri­bunal de Opi­nião Pú­blica, pro­mo­vido pela Co­missão Con­ce­lhia de Santa Maria da Feira, ave­ri­guou, no dia 25 de Junho, as ra­zões da grave si­tu­ação eco­nó­mica e so­cial do con­celho. O tri­bunal, cons­ti­tuído por um co­lec­tivo e um acu­sador pú­blico, con­denou os ar­guidos – Go­verno PS e par­tidos que o apoiam (PS, PSD e CDS) e os «novos se­nhores feu­dais» do ca­pi­ta­lismo, re­pre­sen­tados no con­celho pelo Grupo Amorim, as mul­ti­na­ci­o­nais, em es­pe­cial na área do cal­çado, como os Grupos Rodhe e Ecco, o exe­cu­tivo ca­ma­rário e a Co­missão Eu­ro­peia –, cuja de­fesa nin­guém quis as­sumir. Em causa estão as po­lí­ticas que têm con­du­zido ao au­mento do de­sem­prego e des­truição do te­cido pro­du­tivo e cuja re­versão foi exigia pelo tri­bunal.

Entre as tes­te­mu­nhas ou­vidas des­taca-se o de­pu­tado do PCP Jorge Ma­chado que, entre os vá­rios factos apre­sen­tados, re­feriu a vaga de des­pe­di­mentos, en­cer­ra­mento de em­presas, pro­cessos frau­du­lentos de lay-off e ou­tros aten­tados aos di­reitos dos tra­ba­lha­dores que se re­gistam no con­celho.



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