Em defesa dos serviços públicos
A Câmara de Arraiolos promoveu, no dia 20 de Maio, uma tribuna «em defesa dos serviços públicos no concelho» onde se apelou, entre outros, ao não encerramento de escolas do 1.º ciclo, à manutenção dos Serviços de Finanças e do Tribunal da Comarca, à construção de um novo centro de saúde e à aprovação de investimentos em creches, centros de dia e lares.
Discriminação positiva para os pequenos municípios
Nesta acção, realizada no Cine-Teatro de Arraiolos, alertou-se para o encerramento e a privatização de serviços de saúde, de educação e da segurança social, «desobrigando o Estado da prestação de serviços públicos, ao mesmo tempo que se aplica políticas de baixos salários, baixas pensões e aumento de impostos, o que leva irremediavelmente à degradação da qualidade de vida e à exclusão social».
Na Tribuna pública, onde estiveram mais de duas centenas de pessoas, autarquias, associações desportivas, culturais e recreativas, instituições particulares de solidariedade social e outras entidades, aprovou-se um documento final, para remeter aos órgãos de soberania, onde se defende «o desenvolvimento integrado e sustentado do concelho, com medidas que tenham em conta os interesses das populações, corrigindo as graves assimetrias regionais e promovendo as potencialidades existentes».
Reclamou-se, neste sentido, um «conjunto de medidas» que passam pela «entrada em funcionamento do Centro para a Promoção e Valorização de Arraiolos», a «construção das barragens da Fargela, de Tera e de Nova sobre a Ribeira do Divor», a «valorização dos montados de sobro e azinho e o apoio às produções agrícolas e pecuárias» e o «funcionamento dos Centros de Exame de Condução com Parque de Manobras, já construído há mais de 10 anos na Zona Industrial de Arraiolos».
A população e as organizações reivindicaram ainda «a construção do novo centro de saúde de Arraiolos e a melhoria do funcionamento da rede de unidades de saúde», a «conservação e beneficiação do Castelo de Arraiolos e do Palácio dos Condes de Vimeiro, potenciais centros de atracção turística», «a manutenção dos serviços de Finanças, do Tribunal da Comarca e dos CTT como serviços públicos», a «manutenção das escolas do 1.º ciclo contempladas na Carta Educativa do concelho, aprovada pela Câmara e Assembleia Municipal e homologada pela Ministra da Educação», o «apoio às instituições de solidariedade social para criação e alargamento da rede de centros de dia, lares e outras valências» e uma «nova Lei de Finanças Locais que reforce a capacidade de financiamento e de investimento das autarquias e que respeite a autonomia do poder local».
No final desta iniciativa, Jerónimo Loios, presidente da Câmara de Arraiolos, referiu que este é um tempo de «respeito pela autonomia administrativa e financeira do poder local, de reforço da sua capacidade de financiamento e de investimento» e de «discriminação positiva para os pequenos municípios do interior».