É imperioso «denunciar e impedir» o encerramento da Rohde, considera o PCP, que esteve anteontem junto às instalações da fábrica, em Santa Maria da Feira, a distribuir um comunicado aos trabalhadores. Os comunistas consideram que, a acontecer, este encerramento constitui um «novo e gravíssimo crime social e económico» num concelho que regista já «um dos mais altos níveis de desemprego do País».
Considerando escandaloso todo o processo por que a empresa tem passado, o PCP realça ser hoje claro que o objectivo da administração e do Governo há muito que é a «liquidação pura e simples da empresa, sem sequer pagar todas as dívidas e indemnizações aos trabalhadores». Tudo isto num quadro de uma «estranha debilidade da resposta sindical», acrescenta ainda a Comissão Concelhia do Partido.
No comunicado distribuído, o PCP apelava aos trabalhadores para que não aceitem este caminho que «só serve as taxas de lucro do grande capital». Para os comunistas, os trabalhadores da Rohde «não podem aceitar o encerramento da empresa nem votar o absurdo de se despedirem a si próprios e de não receberem o que a empresa lhes deve».
Apesar da situação a que a Rohde chegou, o PCP continua a afirmar que a empresa tem todas as condições para ser rentável: tem capacidade para produzir e mão-de-obra qualificada.