É preciso alertar toda a gente
Cumprindo os seus compromissos com os trabalhadores e o povo, o PCP esteve no dia 25 nas empresas e nas ruas do País a esclarecer e a mobilizar contra o Programa de Estabilidade e Crescimento do Governo e do patronato.
A luta contra o PEC e as suas medidas ainda agora começou
No mesmo dia em que na Assembleia da República se discutia a resolução do Governo sobre o PEC, aprovada com a abstenção cúmplice do PSD, os comunistas traziam o combate político para junto dos trabalhadores e do povo – precisamente aqueles que vão sofrer na pele as consequências das medidas previstas no documento. Em largas centenas de iniciativas, foram distribuídos milhares de folhetos onde se denunciava o conteúdo antipopular do PEC e se apresentava as propostas do Partido. Mas os comunistas não se limitaram a distribuir folhetos e sempre que possível procuravam o contacto e a conversa, desvendando os objectivos do PEC, esclarecendo dúvidas, propondo caminhos alternativos. Em algumas destas acções, foi mesmo possível dizer algumas palavras – necessariamente parcas, mas incisivas – acerca do conteúdo do PEC e da política de ruptura e mudança que o PCP propõe. Foi o que aconteceu em Almada, numa tribuna pública realizada em Cacilhas, à hora de ponta, entre o terminal fluvial, a estação do metropolitano e as paragens dos autocarros. Depois de distribuírem perto de dois mil folhetos – aos trabalhadores dos diversos transportes públicos e aos utentes, trabalhadores, eles próprios, de outros sectores – vários militantes tomaram a palavra para salientar alguns aspectos particulares do PEC. O último deles foi Vasco Cardoso, da Comissão Política, que acusou o Governo de, com o PEC, pretender agravar ainda mais a exploração e garantir mais avultados lucros. O que o País precisa, realçou o dirigente do PCP, é de uma nova política que rompa com o rumo que tem sido seguido por PS e PSD, ao serviço dos grandes grupos económicos. Uma política que garanta uma mais justa repartição da riqueza e promova a industrialização do País. Rejeitando as privatizações previstas no PEC, Vasco Cardoso considerou-as «um roubo», já que as empresas em causa são um valioso património do País. Esta iniciativa ficou ainda marcada pelas pressões da Transtejo no sentido de impedir a sua realização, primeiro através de ameaças e pressões e depois recusando-se a garantir energia para a aparelhagem sonora. Nada que um carro equipado com som não tenha resolvido. No Porto, depois de um breve desfile no decorrer do qual foram distribuídos os folhetos do Partido, Pedro Carvalho, da Direcção da Organização Regional, afirmou que o PEC é a «receita apresentada pelo Governo para que sejam os mesmos de sempre a pagar a crise». Acontece que, lembrou, em 2009 foram os trabalhadores a pagar, «sobretudo com os seus impostos, o programa de salvamento da banca encetado pelo Governo do PS, socializando os prejuízos». Na opinião deste dirigente comunista, o PEC constitui uma «declaração de guerra aos trabalhadores portugueses e marca uma opção clara de classe, ao serviço do grande capital». O seu grande objectivo, garantiu, é «aumentar por todos os meios a taxa de exploração sobre trabalho, para restaurar as taxas de lucro ao grande capital».