Sangria de médicos
Existe o sério risco de muitos milhares de utentes ficarem sem médico em consequência dos pedidos de reforma antecipada destes profissionais. O assunto esteve em debate na semana transacta sob a forma de interpelação suscitada pelo BE que acusou o Governo de actuar com «negligência e incúria».
Em causa sobretudo a ausência de respostas da tutela para resolver com eficácia o problema da aposentação de médicos, cujo número ronda já as cinco centenas, não obstante a mensagem tranquilizadora de que ninguém ficará sem médico de família, como garantiu o secretário de Estado, Manuel Pizarro.
O que não convenceu o líder da bancada do PCP, Bernardino Soares, que se revelou céptico quanto à eficácia das medidas governamentais para evitar que o SNS fique sem os recursos humanos necessários na sequência das saídas.
«O Governo diz que vai haver um regime especial para poder contratar médicos aposentados. Mas não considera prioritário evitar que eles se aposentem. Qual é o sentido de os deixar sair para depois os contratar?», questionou Bernardino Soares.
Lei dos Partidos
PS e PSD trocaram acusações sobre as alterações disciplinares introduzidas por aquele último no seu recente Congresso de Mafra. Em causa a norma que pune com sanções reforçadas os militantes que critiquem a linha oficial do partido dois meses antes dos actos eleitorais. A questão foi suscitada por uma declaração política de Ricardo Rodrigues (PS), onde este fala em imposição de «lei do silêncio», intervenção que viria a ser classificada de «bacoca» e «hipócrita» pelo secretário geral do PSD.
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, pondo em evidência «as voltas que a história dá», não deixou de lembrar a curiosa circunstância de terem sido aqueles dois partidos os mentores da actual lei dos partidos, diploma que desde a primeira hora mereceu a mais completa rejeição da bancada comunista, por interferir na vida interna das forças políticas e nas suas formas de auto organização em flagrante desrespeito pela Lei Fundamental. «Agora o PSD, um dos autores da lei dos partidos, queixa-se da intromissão do PS nas suas questões internas», referiu Bernardino Soares.
Em causa sobretudo a ausência de respostas da tutela para resolver com eficácia o problema da aposentação de médicos, cujo número ronda já as cinco centenas, não obstante a mensagem tranquilizadora de que ninguém ficará sem médico de família, como garantiu o secretário de Estado, Manuel Pizarro.
O que não convenceu o líder da bancada do PCP, Bernardino Soares, que se revelou céptico quanto à eficácia das medidas governamentais para evitar que o SNS fique sem os recursos humanos necessários na sequência das saídas.
«O Governo diz que vai haver um regime especial para poder contratar médicos aposentados. Mas não considera prioritário evitar que eles se aposentem. Qual é o sentido de os deixar sair para depois os contratar?», questionou Bernardino Soares.
Lei dos Partidos
PS e PSD trocaram acusações sobre as alterações disciplinares introduzidas por aquele último no seu recente Congresso de Mafra. Em causa a norma que pune com sanções reforçadas os militantes que critiquem a linha oficial do partido dois meses antes dos actos eleitorais. A questão foi suscitada por uma declaração política de Ricardo Rodrigues (PS), onde este fala em imposição de «lei do silêncio», intervenção que viria a ser classificada de «bacoca» e «hipócrita» pelo secretário geral do PSD.
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, pondo em evidência «as voltas que a história dá», não deixou de lembrar a curiosa circunstância de terem sido aqueles dois partidos os mentores da actual lei dos partidos, diploma que desde a primeira hora mereceu a mais completa rejeição da bancada comunista, por interferir na vida interna das forças políticas e nas suas formas de auto organização em flagrante desrespeito pela Lei Fundamental. «Agora o PSD, um dos autores da lei dos partidos, queixa-se da intromissão do PS nas suas questões internas», referiu Bernardino Soares.