LUTAR, LUTAR SEMPRE
«Na luta de massas está a resposta necessária à política de direita, ao seu OE e ao seu PEC»
Ao Orçamento de Estado veio juntar-se o mal chamado Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), ambos fazendo pesar sobre os trabalhadores, o povo e o País mais uma sombria ameaça.
E se no primeiro caso, como era de esperar, PS, PSD e CDS-PP procederam à convergência necessária para lhe dar andamento, é mais do que certo de que o mesmo acontecerá em relação a este PEC que, ao contrário do que o nome indica é, isso sim, um programa de instabilidade e retrocesso – instabilidade para os que menos têm e menos podem, retrocesso nos direitos e conquistas sociais, retrocesso nas condições de vida e de trabalho dos trabalhadores.
Muito provavelmente veremos e ouviremos uma vez mais esses três partidos da política de direita repetindo a rábula do desacordo e da divergência entre si, rábula em que todos eles são mestres com formação obtida em sucessivas representações ao longo dos últimos trinta e quatro anos.
Na verdade, nas circunstâncias actuais, o OE e o PEC – ambos expressando claramente a natureza, o conteúdo e os objectivos da política de direita – funcionam como um todo enquanto instrumentos fundamentais para a prossecução dessa política ao serviço exclusivo dos interesses do grande capital.
O brutal ataque aos salários dos trabalhadores e ao seu poder de compra, ao emprego e ao emprego com direitos – agravando ainda mais a já muito grave situação existente; a redução do investimento público – indiciando a intenção de virar as costas às perspectivas de desenvolvimento económico e social - aparecem complementadas com mais uma vaga de privatizações – tudo tendo como base uma postura de resignação e de aceitação subserviente dos ditames da União Europeia; tudo girando em torno da preocupação primeira do Governo PS/José Sócrates: fazer crescer e crescer os lucros dos grandes grupos económicos e financeiros.
«Basta de injustiças, instabilidade e declínio. Não ao PEC – um outro rumo para Portugal»: eis o lema da acção nacional que o PCP levará a cabo no próximo dia 16.
Toda esta situação confere uma importância crescente à luta de massas e à necessidade do seu desenvolvimento e intensificação, caminho indispensável e fundamental para a resposta à política de direita, ao seu OE e ao seu PEC, e para a construção de uma política alternativa, de esquerda, ao serviço dos interesses da imensa maioria dos portugueses.
Observando a evolução das lutas dos trabalhadores nas últimas semanas surgem inequívocos sinais positivos em relação ao futuro imediato.
A greve dos trabalhadores da Função Pública, na passada semana, constituiu um êxito assinalável e carregado de perspectivas,
quer pela significativa adesão registada – 300 mil trabalhadores, 80% de adesão - quer pela consciência expressa da necessidade de dar continuidade à luta.
As lutas em curso num vasto e diversificado conjunto de empresas e sectores – e designadamente a manifestação nacional dos jovens trabalhadores, convocada pela Interjovem para o próximo dia 26 de Março – são, também elas, passos decisivos para o alargamento e a intensificação da acção organizada dos trabalhadores que terá um momento central na previsivelmente gigantesca manifestação do 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, cujo 120.º aniversário se comemora este ano.
E é de importância crucial que assim seja, na medida em que só através da luta será possível combater com êxito esta política com a qual, há mais de três décadas, PS, PSD e CDS-PP vêm flagelando os trabalhadores e o povo.
É neste contexto que o reforço do PCP se apresenta como questão primordial – reforço orgânico, trazendo ao Partido mais e mais militantes; reforço interventivo, intensificando a sua ligação às massas e a diversificada acção do Partido; reforço ideológico, indispensável para fazer frente à forte ofensiva em curso por parte da ideologia dominante.
No último fim-de-semana, deu-se início, de Norte a Sul do País e nas várias emigrações, às comemorações do 89.º aniversário do PCP – comemorações que se prolongarão até final do mês e que, pelas suas características, se inserem na acção «Avante! por um PCP mais forte» que o colectivo partidário está a levar por diante com empenho e entusiasmo.
Em dezenas de iniciativas do mais diverso tipo, muitos milhares de militantes comunistas e de simpatizantes do Partido – num ambiente de festa, de determinação, de confiança - assinalaram o dia 6 de Março de 1921 e toda a longa e exaltante caminhada até aos dias de hoje – iniciativas que os média dominantes, propriedade do grande capital, envolveram no cada vez mais pesado manto de silêncio que usam quando se trata da actividade do PCP.
Como afirmou o camarada Jerónimo de Sousa no comício da Aula Magna, comemoramos o aniversário do nosso Partido com legítimo orgulho no seu passado e no seu presente, e com a consciência de que vivemos, hoje, «tempos de grande exigência que reclamam muita firmeza ideológica, muita força, muita capacidade de organização e um Partido Comunista forte, determinado e convicto», tempos em que «os comunistas são chamados a redobrar o esforço e o trabalho para cumprir o seu insubstituível papel ao lado dos trabalhadores e do povo, combatendo a exploração, as injustiças, as desigualdades, mas também a resignação, dinamizando a resistência e a luta da classe operária, dos trabalhadores e das populações, contra a política de direita, pela resolução dos problemas do País, pela ruptura e a mudança, por uma alternativa de esquerda».
Enfim, comemoramos o 89.º aniversário assumindo a postura que foi a de todas as gerações de comunistas em todas as circunstâncias: lutando.
E se no primeiro caso, como era de esperar, PS, PSD e CDS-PP procederam à convergência necessária para lhe dar andamento, é mais do que certo de que o mesmo acontecerá em relação a este PEC que, ao contrário do que o nome indica é, isso sim, um programa de instabilidade e retrocesso – instabilidade para os que menos têm e menos podem, retrocesso nos direitos e conquistas sociais, retrocesso nas condições de vida e de trabalho dos trabalhadores.
Muito provavelmente veremos e ouviremos uma vez mais esses três partidos da política de direita repetindo a rábula do desacordo e da divergência entre si, rábula em que todos eles são mestres com formação obtida em sucessivas representações ao longo dos últimos trinta e quatro anos.
Na verdade, nas circunstâncias actuais, o OE e o PEC – ambos expressando claramente a natureza, o conteúdo e os objectivos da política de direita – funcionam como um todo enquanto instrumentos fundamentais para a prossecução dessa política ao serviço exclusivo dos interesses do grande capital.
O brutal ataque aos salários dos trabalhadores e ao seu poder de compra, ao emprego e ao emprego com direitos – agravando ainda mais a já muito grave situação existente; a redução do investimento público – indiciando a intenção de virar as costas às perspectivas de desenvolvimento económico e social - aparecem complementadas com mais uma vaga de privatizações – tudo tendo como base uma postura de resignação e de aceitação subserviente dos ditames da União Europeia; tudo girando em torno da preocupação primeira do Governo PS/José Sócrates: fazer crescer e crescer os lucros dos grandes grupos económicos e financeiros.
«Basta de injustiças, instabilidade e declínio. Não ao PEC – um outro rumo para Portugal»: eis o lema da acção nacional que o PCP levará a cabo no próximo dia 16.
Toda esta situação confere uma importância crescente à luta de massas e à necessidade do seu desenvolvimento e intensificação, caminho indispensável e fundamental para a resposta à política de direita, ao seu OE e ao seu PEC, e para a construção de uma política alternativa, de esquerda, ao serviço dos interesses da imensa maioria dos portugueses.
Observando a evolução das lutas dos trabalhadores nas últimas semanas surgem inequívocos sinais positivos em relação ao futuro imediato.
A greve dos trabalhadores da Função Pública, na passada semana, constituiu um êxito assinalável e carregado de perspectivas,
quer pela significativa adesão registada – 300 mil trabalhadores, 80% de adesão - quer pela consciência expressa da necessidade de dar continuidade à luta.
As lutas em curso num vasto e diversificado conjunto de empresas e sectores – e designadamente a manifestação nacional dos jovens trabalhadores, convocada pela Interjovem para o próximo dia 26 de Março – são, também elas, passos decisivos para o alargamento e a intensificação da acção organizada dos trabalhadores que terá um momento central na previsivelmente gigantesca manifestação do 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, cujo 120.º aniversário se comemora este ano.
E é de importância crucial que assim seja, na medida em que só através da luta será possível combater com êxito esta política com a qual, há mais de três décadas, PS, PSD e CDS-PP vêm flagelando os trabalhadores e o povo.
É neste contexto que o reforço do PCP se apresenta como questão primordial – reforço orgânico, trazendo ao Partido mais e mais militantes; reforço interventivo, intensificando a sua ligação às massas e a diversificada acção do Partido; reforço ideológico, indispensável para fazer frente à forte ofensiva em curso por parte da ideologia dominante.
No último fim-de-semana, deu-se início, de Norte a Sul do País e nas várias emigrações, às comemorações do 89.º aniversário do PCP – comemorações que se prolongarão até final do mês e que, pelas suas características, se inserem na acção «Avante! por um PCP mais forte» que o colectivo partidário está a levar por diante com empenho e entusiasmo.
Em dezenas de iniciativas do mais diverso tipo, muitos milhares de militantes comunistas e de simpatizantes do Partido – num ambiente de festa, de determinação, de confiança - assinalaram o dia 6 de Março de 1921 e toda a longa e exaltante caminhada até aos dias de hoje – iniciativas que os média dominantes, propriedade do grande capital, envolveram no cada vez mais pesado manto de silêncio que usam quando se trata da actividade do PCP.
Como afirmou o camarada Jerónimo de Sousa no comício da Aula Magna, comemoramos o aniversário do nosso Partido com legítimo orgulho no seu passado e no seu presente, e com a consciência de que vivemos, hoje, «tempos de grande exigência que reclamam muita firmeza ideológica, muita força, muita capacidade de organização e um Partido Comunista forte, determinado e convicto», tempos em que «os comunistas são chamados a redobrar o esforço e o trabalho para cumprir o seu insubstituível papel ao lado dos trabalhadores e do povo, combatendo a exploração, as injustiças, as desigualdades, mas também a resignação, dinamizando a resistência e a luta da classe operária, dos trabalhadores e das populações, contra a política de direita, pela resolução dos problemas do País, pela ruptura e a mudança, por uma alternativa de esquerda».
Enfim, comemoramos o 89.º aniversário assumindo a postura que foi a de todas as gerações de comunistas em todas as circunstâncias: lutando.