Não à privatização da água
A intenção já manifestada pela Câmara Municipal do Fundão de entregar o abastecimento de água à população à empresa privada Aquália merece o repúdio da Comissão Concelhia do Fundão do PCP, para quem a água é «um bem indispensável», cujo abastecimento «não deve sair da esfera pública». Aliás, para o PCP, a criação das empresas municipais de abastecimento público de água – caso da Águas do Zêzere e Côa, onde os municípios detêm 49% do capital e a empresa Águas de Portugal 51 – é «o primeiro passo para a privatização total desse serviço» e o aumento da factura a pagar!
O PCP, que vai continuar a bater-se contra este processo de privatização, põe ainda em causa o argumento da Câmara, de que a Aquália irá realizar investimentos de 8 a 10 milhões nos primeiros sete anos. A verdade, diz, é que a receita líquida obtida actualmente pela Câmara com a cobrança de água é de 1 940 000 euros, o que multiplicado por sete anos totaliza mais de 13 milhões.
O PCP, que vai continuar a bater-se contra este processo de privatização, põe ainda em causa o argumento da Câmara, de que a Aquália irá realizar investimentos de 8 a 10 milhões nos primeiros sete anos. A verdade, diz, é que a receita líquida obtida actualmente pela Câmara com a cobrança de água é de 1 940 000 euros, o que multiplicado por sete anos totaliza mais de 13 milhões.