Massacre da NATO no Afeganistão

Crime de Guerra

Dezenas de civis foram já assassinados pela NATO durante a ofensiva lançada no Sul do Afeganistão. Os crimes de guerra ocorrem numa altura em que o número de soldados dos EUA mortos no conflito supera o milhar.

No bombardeamento morreram 27 civis, entre os quais mulheres e crianças

Só no domingo, um bombardeamento da Aliança Atlântica na província de Oruzgan - vizinha da província de Helmand, onde desde o passado dia 12 os ocupantes levam a cabo a maior ofensiva militar desde a invasão do país, em 2001 -, matou 27 civis, entre os quais mulheres e crianças, e deixou pelo menos outras 15 pessoas gravemente feridas.
O comandante da ISAF, o general norte-americano Stanley McChrystal, justificou o ataque a um autocarro civil com um erro de avaliação e disse que as forças da coligação estão «profundamente sentidas pela trágica perda de vidas inocentes». Mas as palavras do responsável militar soam a falsas e servem apenas para acalmar o repúdio do povo afegão face a mais um massacre.
A verdade é que a ofensiva desencadeada há cerca de duas semanas está a encontrar mais resistência do que inicialmente se previa, sobretudo se considerarmos que, aparentemente, muitos dos chamados grupos talibãs escaparam antes do início do assalto.
Acresce que as palavras compungidas de McChrystal esbarram com a reiterada ocorrência de chacinas praticadas pelas forças sob seu comando. Basta lembrar que dois dias depois do início da operação «Mushtarak» nos distritos de Marjah e Nad Ali, 12 civis foram mortos num ataque com mísseis contra as suas habitações. Através de uma ONG italiana a operar no terreno, a Cruz Vermelha Internacional denunciou, ainda, que as vítimas dos combates na cidade de Marjah perecem por falta de assistência médica em resultado do bloqueio das tropas da NATO ao transporte de feridos.
Para mais, na sexta-feira da semana passada, sete polícias afegãos, alegadamente confundidos com guerrilheiros, foram abatidos na província de Kurduz, região que, em Setembro de 2009, foi palco do massacre de 142 civis afegãos num raide aéreo do comando alemão.
De acordo com o site icasualties.org, o número de soldados norte-americanos mortos no Afeganistão desde 2001 supera o milhar. No total das forças envolvidas, 58 soldados estrangeiros morreram no Afeganistão este ano, 13 deles na operação «Mushtarak», elevando para 1661 o total de mortos entre as tropas ocupantes.


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