- Nº 1889 (2010/02/11)
VII AOC de Sintra

Reforçar o Partido na luta

PCP
A VII Assembleia da Organização Concelhia de Sintra, realizada sábado, em Queluz, importantes medidas de direcção e organização. O objectivo é reforçar o colectivo e a sua influência na luta dos trabalhadores e das populações.

Os 130 delegados eleitos nas duas dezenas de plenários realizados durante o período preparatório (nos quais participaram mais de duas centenas de militantes organizados no concelho) aprovaram, por esmagadora maioria, o projecto de resolução política apresentado à Assembleia.
No documento expressam-se os eixos fundamentais que irão guiar a acção do PCP em Sintra nos próximos anos, bem como o conjunto de medidas organizativas que permitirão dar significativos passos adiante, entre os quais a reestruturação do trabalho de direcção concelhio, com a criação de 5 organismos de direcção intermédios nas cidades de Queluz, Agualva-Cacém, Centro Histórico e Parque Natural de Sintra, Zona do Mármore e Zona Norte, e a constituição de sectores ou células de empresa em cada uma destas áreas; o reforço do sector empresas e a responsabilização de mais quadros que assegurem uma ligação efectiva a células e empresas e avancem na dinamização do trabalho em empresas onde o Partido não se encontra organizado; constituição da Coordenadora Concelhia do Trabalho Autárquico e Intervenção Local e comissões de trabalho para áreas de maior prioridade de acção concelhia.

Objectivos concretos

Feito o balanço da experiência recente, os comunistas sintrenses comprometeram-se a executar um conjunto de objectivos concretos, amplamente discutidos antes da reunião magna da organização concelhia, e, por isso, interiorizados por todos como tarefas a cumprir com generosidade e empenho.
Destas destacam-se a realização de assembleias de organização em todas as organizações de base e a responsabilização de 50 novos quadros durante o ano de 2010, bem como o recrutamento de 50 militantes até ao 90.º aniversário do PCP.
Igualmente centrais são o reforço substancial da capacidade financeira do partido (campanha de actualização e pagamento da quotização, alargamento a pelo menos metade da organização o envolvimento nas campanhas de fundo, cumprimento dos compromissos para com o partido e a AECOD, reforçar os colectivos de fundos e ganhar os militantes para a importância política da quota) garantia da sua independência política e ideológica.
Orientações estruturantes do trabalho são, também, o reforço da organização e acção do Partido nas empresas e locais de trabalho (tarefa de todo o colectivo partidário quer no acompanhamento regular das situações e problemas, quer na definição de prioridades), a formação política e ideológica dos quadros (frequência anual de cursos centrais por pelo menos 10 quadros e dinamização de pelo menos dois cursos locais), e a divulgação das posições políticas do Partido, seja através da edição regular de boletins, folhas informativas e comunicados sectoriais e locais, seja pelo alargamento da difusão do Avante! e de O Militante (crescimento de 25 por cento em todas as organizações), seja ainda pelo reforço do trabalho de propaganda e dinamização dos centros de trabalho como pólos de debate e convívio.
No âmbito do Trabalho Autárquico, foram apontadas pela AOC Sintra um conjunto de prioridades em áreas específicas (mundo do trabalho, saúde, ensino e desporto, mobilidade e acessibilidades, cultura) que permitam afirmar o trabalho, a acção política e o projecto dos comunistas e dos seus aliados no poder local democrático.

A luta é o caminho

Já depois dos delegados terem aprovado, por unanimidade, a composição da nova Comissão Concelhia de Sintra, na qual se assinala a responsabilização novos quadros no total de metade dos membros eleitos, Alexandre Teixeira, membro do executivo da Direcção da Organização Regional de Lisboa e responsável pelo concelho, lembrou que a dinâmica com que chegámos à Assembleia não anula debilidades e dificuldades que temos que ultrapassar, mas, seguramente, saímos mais fortalecidos e empenhados em concretizar as medidas consideradas fundamentais para garantir o reforço do Partido e da sua influência social, política e eleitoral.
Influência que, lembrou depois Armindo Miranda, da Comissão Política do PCP, na intervenção de encerramento, é prioritária entre os trabalhadores e na dinamização da luta de massas, caminho mais sólido para a construção da alternativa política e da política alternativa de que o povo e o país carecem.