LUTANDO, LUTANDO SEMPRE
«A resposta necessária será tanto mais eficaz quanto mais forte for o Partido»
Ano novo, política velha: assim pode sintetizar-se o essencial das recentes mensagens do primeiro-ministro e do Presidente da República, proferidas no Natal e no Ano Novo.
Com efeito, ressalvadas as diferenças decorrentes de interesses ou projectos pessoais e conjunturais de cada um dos mensageiros, as duas mensagens apresentam-se estreitamente ligadas por um traço comum essencial: o desejo e a vontade de que, em 2010, se prossiga a mesma política que desde 1976 tem vindo a flagelar os trabalhadores, o povo e o País.
Isto é: ao fim de trinta e três anos de política de direita que conduziu o País à dramática situação económica e social em que se encontra - aplicada em turnos por governos dos partidos do primeiro-ministro e do Presidente da República - a mensagem que qualquer deles tem para oferecer aos portugueses é… mais do mesmo.
E fazem-no com igual desplante: o primeiro, descartando ostensivamente as responsabilidades directas que ele e o seu Governo têm na situação actual – e propondo-se dar continuidade à política responsável pela situação; o segundo, insistindo na «responsabilidade» dos partidos em se entenderem em nome de supostos «interesses nacionais», de forma a dar continuidade a essa mesma política; ambos assobiando para o ar em relação ao estado a que o País chegou e à situação dramática em que vivem milhões de portugueses.
No que respeita ao PCP, vale a pena relembrar que não apenas não está disponível para «convergências partidárias» em torno de uma política que significa, por um lado, crescentes dificuldades para quem vive do seu salário, da sua reforma ou do seu pequeno negócio e, por outro lado, o acumular dos lucros dos grandes grupos económicos e financeiros, na base de uma crescente exploração do trabalho - como, pelo contrário, afirma inequivocamente a sua determinação de lutar por uma ruptura com essa política e pela implementação de uma política de sentido oposto, que tenha como objectivos a afirmação da produção nacional, com a valorização do trabalho e dos salários, a defesa dos direitos sociais e das funções sociais do Estado e uma justa repartição da riqueza.
Para isso, sim, os trabalhadores, o povo e o País podem contar com o PCP – com a certeza de que, hoje como sempre ao longo da sua longa história, os comunistas portugueses, lutando, lutando sempre, ocuparão o lugar que lhes compete enquanto militantes do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores.
É nessa perspectiva de luta que o colectivo partidário comunista dá andamento à preparação e planificação da actividade do Partido para este ano de 2010 – uma actividade que tem como preocupação primeira o reforço do Partido, condição essencial para o desenvolvimento e intensificação da luta, que é indispensável para dar resposta à política de direita e às suas consequências e para construir a ruptura e a mudança necessárias.
Se o ano que passou foi de grandes exigências, o que está a chegar não o será menos – e se os militantes do Partido responderam com esforço, determinação e confiança a essas exigências, fá-lo-ão de igual forma aos novos desafios.
E essa resposta será tanto mais eficaz quanto mais forte for o Partido nos planos orgânico, ideológico e interventivo; quanto maior for o número dos seus militantes; quanto mais ampla for a militância; quanto melhor estruturada estiver a organização; quanto melhor preparados política e ideologicamente estiverem os militantes; quanto mais intensa e ampla for a intervenção partidária; quanto mais longe chegarem as opiniões e propostas do Partido – enfim, quanto mais forte e estreita for a ligação às massas, fonte de força fundamental do Partido.
Reforço orgânico, ideológico e interventivo que, como afirmou o secretário-geral do Partido, no decorrer da comemoração da memorável fuga de Peniche, «é o reforço construído na complementaridade dessas três vertentes, em que a organização e a ideologia constituem os alimentos essenciais para a correcção e a justeza da acção, da dinâmica e do conteúdo da intervenção do Partido».
É nesse sentido e nessa perspectiva que em todo o Partido se organiza a importante Campanha Nacional contra o Desemprego e a Precariedade, que ocorrerá entre finais de Janeiro e finais de Março – e que constituirá um momento de afirmação do PCP e das suas propostas para os grandes problemas do País, ao mesmo tempo que será um relevante contributo para o desenvolvimento, intensificação e ampliação da luta de massas.
Porque é na luta das massas trabalhadoras que se encontra o caminho certo da resposta à actual situação. Luta difícil, certamente, luta que terá que vencer muitos obstáculos, que terá que enfrentar e superar a ofensiva ideológica do grande capital que, acompanhada de chantagens e ameaças, prega a aceitação passiva da exploração e da opressão. Luta que terá que ter em conta, ainda, a situação no mundo, os projectos dos EUA e da União Europeia de intensificar a guerra no quadro dos seus objectivos expansionistas e de domínio imperialista – o que confere um importância redobrada à luta pela paz que, enquanto componente da luta de classes, é simultaneamente contra a política de direita.
Como a realidade mostra, os governos da política de direita – violando a Constituição da República Portuguesa e desprezando a independência e a soberania nacional – têm vindo a envolver Portugal em sucessivas guerras de ocupação causadoras da morte de centenas de milhares de homens, mulheres, jovens e crianças inocentes.
Com efeito, ressalvadas as diferenças decorrentes de interesses ou projectos pessoais e conjunturais de cada um dos mensageiros, as duas mensagens apresentam-se estreitamente ligadas por um traço comum essencial: o desejo e a vontade de que, em 2010, se prossiga a mesma política que desde 1976 tem vindo a flagelar os trabalhadores, o povo e o País.
Isto é: ao fim de trinta e três anos de política de direita que conduziu o País à dramática situação económica e social em que se encontra - aplicada em turnos por governos dos partidos do primeiro-ministro e do Presidente da República - a mensagem que qualquer deles tem para oferecer aos portugueses é… mais do mesmo.
E fazem-no com igual desplante: o primeiro, descartando ostensivamente as responsabilidades directas que ele e o seu Governo têm na situação actual – e propondo-se dar continuidade à política responsável pela situação; o segundo, insistindo na «responsabilidade» dos partidos em se entenderem em nome de supostos «interesses nacionais», de forma a dar continuidade a essa mesma política; ambos assobiando para o ar em relação ao estado a que o País chegou e à situação dramática em que vivem milhões de portugueses.
No que respeita ao PCP, vale a pena relembrar que não apenas não está disponível para «convergências partidárias» em torno de uma política que significa, por um lado, crescentes dificuldades para quem vive do seu salário, da sua reforma ou do seu pequeno negócio e, por outro lado, o acumular dos lucros dos grandes grupos económicos e financeiros, na base de uma crescente exploração do trabalho - como, pelo contrário, afirma inequivocamente a sua determinação de lutar por uma ruptura com essa política e pela implementação de uma política de sentido oposto, que tenha como objectivos a afirmação da produção nacional, com a valorização do trabalho e dos salários, a defesa dos direitos sociais e das funções sociais do Estado e uma justa repartição da riqueza.
Para isso, sim, os trabalhadores, o povo e o País podem contar com o PCP – com a certeza de que, hoje como sempre ao longo da sua longa história, os comunistas portugueses, lutando, lutando sempre, ocuparão o lugar que lhes compete enquanto militantes do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores.
É nessa perspectiva de luta que o colectivo partidário comunista dá andamento à preparação e planificação da actividade do Partido para este ano de 2010 – uma actividade que tem como preocupação primeira o reforço do Partido, condição essencial para o desenvolvimento e intensificação da luta, que é indispensável para dar resposta à política de direita e às suas consequências e para construir a ruptura e a mudança necessárias.
Se o ano que passou foi de grandes exigências, o que está a chegar não o será menos – e se os militantes do Partido responderam com esforço, determinação e confiança a essas exigências, fá-lo-ão de igual forma aos novos desafios.
E essa resposta será tanto mais eficaz quanto mais forte for o Partido nos planos orgânico, ideológico e interventivo; quanto maior for o número dos seus militantes; quanto mais ampla for a militância; quanto melhor estruturada estiver a organização; quanto melhor preparados política e ideologicamente estiverem os militantes; quanto mais intensa e ampla for a intervenção partidária; quanto mais longe chegarem as opiniões e propostas do Partido – enfim, quanto mais forte e estreita for a ligação às massas, fonte de força fundamental do Partido.
Reforço orgânico, ideológico e interventivo que, como afirmou o secretário-geral do Partido, no decorrer da comemoração da memorável fuga de Peniche, «é o reforço construído na complementaridade dessas três vertentes, em que a organização e a ideologia constituem os alimentos essenciais para a correcção e a justeza da acção, da dinâmica e do conteúdo da intervenção do Partido».
É nesse sentido e nessa perspectiva que em todo o Partido se organiza a importante Campanha Nacional contra o Desemprego e a Precariedade, que ocorrerá entre finais de Janeiro e finais de Março – e que constituirá um momento de afirmação do PCP e das suas propostas para os grandes problemas do País, ao mesmo tempo que será um relevante contributo para o desenvolvimento, intensificação e ampliação da luta de massas.
Porque é na luta das massas trabalhadoras que se encontra o caminho certo da resposta à actual situação. Luta difícil, certamente, luta que terá que vencer muitos obstáculos, que terá que enfrentar e superar a ofensiva ideológica do grande capital que, acompanhada de chantagens e ameaças, prega a aceitação passiva da exploração e da opressão. Luta que terá que ter em conta, ainda, a situação no mundo, os projectos dos EUA e da União Europeia de intensificar a guerra no quadro dos seus objectivos expansionistas e de domínio imperialista – o que confere um importância redobrada à luta pela paz que, enquanto componente da luta de classes, é simultaneamente contra a política de direita.
Como a realidade mostra, os governos da política de direita – violando a Constituição da República Portuguesa e desprezando a independência e a soberania nacional – têm vindo a envolver Portugal em sucessivas guerras de ocupação causadoras da morte de centenas de milhares de homens, mulheres, jovens e crianças inocentes.