GOVERNO: MAIS DO MESMO
«Prosseguir a política de direita é a grande novidade deste novo/velho Governo»
Um dos traços marcantes do momento actual é a acentuação da gravidade da situação económica e social, com o desemprego, os despedimentos e o lay-off a crescerem, a persistência dos salários em atraso, a continuação da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, enfim todas as decorrências de uma política de classe, ao serviço dos interesses da classe do grande capital.
Da parte do Governo recém-empossado – irmão gémeo do que o antecedeu - não há qualquer sinal de resposta a esta situação. Bem pelo contrário: o debate sobre o Programa do Governo confirmou a esperada opção pelo mais do mesmo, que o mesmo é dizer pelo prosseguimento da política de direita, principal responsável pelos problemas existentes. Assim, o Governo vira as costas a questões básicas essenciais como são as relacionadas com a produção nacional e com o aparelho produtivo – ao mesmo tempo que, através do chamado «Pacto pelo Emprego», perspectiva graves medidas antilaborais, como são a flexibilização dos horários, a redução dos salários, os cortes de direitos, para além da promoção de uma falsa divisão entre trabalhadores empregados e trabalhadores desempregados.
Prosseguir a política que o eleitorado penalizou em Setembro – retirando, inequivocamente, a maioria absoluta ao partido em turno-de-serviço a essa política – apresenta-se, então, como grande novidade deste novo/velho executivo José Sócrates/PS – o qual, mesmo quando pensa em convergências «à esquerda e à direita», o que tem em mente é a convergência plena, em questões estruturantes, com os restantes partidos da política de direita, seus parceiros fiéis ao longo de trinta e três anos.
Três décadas no decorrer das quais se foi instalando este regime de política única, todos os dias a dar sinais da sua essência exploradora e das múltiplas decorrências dessa essência, designadamente os processos de corrupção que, com preocupante frequência, vêm a público, comprometendo aqueles que são, afinal, os grandes protagonistas dessa política de direita: os grupos económicos e financeiros e o poder político (neste caso envolvendo destacados membros do PS, do PSD e do CDS/PP) – situação para a qual, como sublinhou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, se exige que a justiça actue, seja célere e acabe com a impunidade.
Os últimos dias ficaram marcados também, no plano mediático, pelo desenvolvimento de uma fortíssima operação anticomunista, a pretexto dos vinte anos da queda do muro de Berlim.
Durante dias sucessivos, os média dominantes – que são, não o esqueçamos, propriedade do grande capital – dedicaram parte grande do seu tempo e do seu espaço a uma intensa campanha de propaganda condenatória do socialismo e laudatória do capitalismo, numa lavagem de cérebros de dimensões planetárias, assente na ilusão de que as mentiras muitas vezes repetidas se transformam em verdades absolutas.
Tal campanha – que, assinale-se, foi maior e mais intensa agora do que há dez anos atrás… - não pode ser desligada da grave crise que o sistema capitalista atravessa, a mais profunda de toda a sua longa história, a confirmar a incapacidade do capitalismo para dar resposta aos problemas dos trabalhadores e dos povos. Nem pode ser desligada do facto de, vinte anos passados, mais de metade da população da zona oriental da Alemanha se manifestar desiludida com o capitalismo e continuar a defender o socialismo; a dizer que vivia melhor antes do que vive agora e que a RDA socialista tinha mais aspectos positivos do que negativos. Na realidade, tal campanha tem tudo a ver com o facto de, a cada dia que passa, ser cada vez mais evidente para cada vez mais gente, em todo o mundo, que o socialismo é a única alternativa ao capitalismo, que a sociedade liberta de todas as formas de opressão e de exploração é a única alternativa à sociedade baseada na exploração do homem pelo homem.
É neste contexto que o PCP define e aponta como prioridades essenciais na acção do colectivo partidário comunista, dinamizar e ampliar a luta de massas; intensificar a iniciativa e a intervenção política partidária; e levar por diante as medidas definidas pelo XVIII Congresso com vista ao reforço orgânico, interventivo e ideológico do Partido.
A luta de massas apresenta-se como o caminho fundamental para fazer frente à política de direita e para conquistar a política de esquerda indispensável à resolução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País. E os processos de luta em curso (Covina/St.Gobain, Califa, Portucel, Inapal, Jado Ibérica, Delphi, etc.) são reveladores das potencialidades existentes – da mesma forma que os êxitos obtidos em várias lutas – designadamente dos trabalhadores da JPSácouto, da Brasileira/Chiado e da CP (onde os trabalhadores acabam de ganhar o processo, longo de dez anos, sobre o direito à greve, com pagamento de retroactivos – e no sector Carga e Revisão conquistaram a integração dos casos em situação de precariedade) - confirmam que a luta não apenas é indispensável mas que vale a pena – e que, como amiúde sublinhamos, «quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre».
Tudo isto a confirmar a necessidade do reforço do Partido e da sua intervenção junto da classe operária, dos trabalhadores, das populações.
Tudo isto a confirmar a importância dos plenários e reuniões que as organizações partidárias, em todo o País, têm vindo a levar a cabo, com o objectivo de analisar os resultados eleitorais e definir linhas de acção no plano local e regional que, integradas nas orientações e na acção geral do Partido, permitirão dar mais força à luta, reforçando o Partido.
Da parte do Governo recém-empossado – irmão gémeo do que o antecedeu - não há qualquer sinal de resposta a esta situação. Bem pelo contrário: o debate sobre o Programa do Governo confirmou a esperada opção pelo mais do mesmo, que o mesmo é dizer pelo prosseguimento da política de direita, principal responsável pelos problemas existentes. Assim, o Governo vira as costas a questões básicas essenciais como são as relacionadas com a produção nacional e com o aparelho produtivo – ao mesmo tempo que, através do chamado «Pacto pelo Emprego», perspectiva graves medidas antilaborais, como são a flexibilização dos horários, a redução dos salários, os cortes de direitos, para além da promoção de uma falsa divisão entre trabalhadores empregados e trabalhadores desempregados.
Prosseguir a política que o eleitorado penalizou em Setembro – retirando, inequivocamente, a maioria absoluta ao partido em turno-de-serviço a essa política – apresenta-se, então, como grande novidade deste novo/velho executivo José Sócrates/PS – o qual, mesmo quando pensa em convergências «à esquerda e à direita», o que tem em mente é a convergência plena, em questões estruturantes, com os restantes partidos da política de direita, seus parceiros fiéis ao longo de trinta e três anos.
Três décadas no decorrer das quais se foi instalando este regime de política única, todos os dias a dar sinais da sua essência exploradora e das múltiplas decorrências dessa essência, designadamente os processos de corrupção que, com preocupante frequência, vêm a público, comprometendo aqueles que são, afinal, os grandes protagonistas dessa política de direita: os grupos económicos e financeiros e o poder político (neste caso envolvendo destacados membros do PS, do PSD e do CDS/PP) – situação para a qual, como sublinhou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, se exige que a justiça actue, seja célere e acabe com a impunidade.
Os últimos dias ficaram marcados também, no plano mediático, pelo desenvolvimento de uma fortíssima operação anticomunista, a pretexto dos vinte anos da queda do muro de Berlim.
Durante dias sucessivos, os média dominantes – que são, não o esqueçamos, propriedade do grande capital – dedicaram parte grande do seu tempo e do seu espaço a uma intensa campanha de propaganda condenatória do socialismo e laudatória do capitalismo, numa lavagem de cérebros de dimensões planetárias, assente na ilusão de que as mentiras muitas vezes repetidas se transformam em verdades absolutas.
Tal campanha – que, assinale-se, foi maior e mais intensa agora do que há dez anos atrás… - não pode ser desligada da grave crise que o sistema capitalista atravessa, a mais profunda de toda a sua longa história, a confirmar a incapacidade do capitalismo para dar resposta aos problemas dos trabalhadores e dos povos. Nem pode ser desligada do facto de, vinte anos passados, mais de metade da população da zona oriental da Alemanha se manifestar desiludida com o capitalismo e continuar a defender o socialismo; a dizer que vivia melhor antes do que vive agora e que a RDA socialista tinha mais aspectos positivos do que negativos. Na realidade, tal campanha tem tudo a ver com o facto de, a cada dia que passa, ser cada vez mais evidente para cada vez mais gente, em todo o mundo, que o socialismo é a única alternativa ao capitalismo, que a sociedade liberta de todas as formas de opressão e de exploração é a única alternativa à sociedade baseada na exploração do homem pelo homem.
É neste contexto que o PCP define e aponta como prioridades essenciais na acção do colectivo partidário comunista, dinamizar e ampliar a luta de massas; intensificar a iniciativa e a intervenção política partidária; e levar por diante as medidas definidas pelo XVIII Congresso com vista ao reforço orgânico, interventivo e ideológico do Partido.
A luta de massas apresenta-se como o caminho fundamental para fazer frente à política de direita e para conquistar a política de esquerda indispensável à resolução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País. E os processos de luta em curso (Covina/St.Gobain, Califa, Portucel, Inapal, Jado Ibérica, Delphi, etc.) são reveladores das potencialidades existentes – da mesma forma que os êxitos obtidos em várias lutas – designadamente dos trabalhadores da JPSácouto, da Brasileira/Chiado e da CP (onde os trabalhadores acabam de ganhar o processo, longo de dez anos, sobre o direito à greve, com pagamento de retroactivos – e no sector Carga e Revisão conquistaram a integração dos casos em situação de precariedade) - confirmam que a luta não apenas é indispensável mas que vale a pena – e que, como amiúde sublinhamos, «quem luta, nem sempre ganha, mas quem não luta, perde sempre».
Tudo isto a confirmar a necessidade do reforço do Partido e da sua intervenção junto da classe operária, dos trabalhadores, das populações.
Tudo isto a confirmar a importância dos plenários e reuniões que as organizações partidárias, em todo o País, têm vindo a levar a cabo, com o objectivo de analisar os resultados eleitorais e definir linhas de acção no plano local e regional que, integradas nas orientações e na acção geral do Partido, permitirão dar mais força à luta, reforçando o Partido.