Greve de fome

Uma greve de fome, entre os dias 22 e 25, foi cumprida por um motorista de camiões TIR da Luz & Irmão, em Torres Novas, para exigir o pagamento dos salários em atraso desde Abril e o cumprimento de um acordo obtido no Tribunal de Trabalho. Lembrando que esta «não é a forma de luta que defende», o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, STRUP/CGTP-IN, manifestou, num comunicado de dia 22, solidariedade com «as razões que motivaram tal protesto». O trabalhador recusou, em Dezembro, efectuar descargas de materiais, tarefa que não é da sua competência. Em Janeiro foi enviado para férias e, quando regressou, nunca mais foi solicitado a prestar serviços internacionais, o que provocou um acentuado corte na sua remuneração. O motorista avançou, então, com a providência cautelar, no Tribunal de Santarém que, a 17 de Abril, lhe deu razão. Mas, naquele mês, começaram os salários em atraso e, a meio de Junho, os trabalhadores receberam cheques sem qualquer provimento. O motorista decidiu, então, adoptar a greve de fome. Daí resultou, dia 25, o pagamento do mês de Abril e as indemnizações decretadas pelo Tribunal, e a garantia da administração de que a sua situação seria normalizada. No dia seguinte, apresentou-se ao serviço, mas a empresa aplicou-lhe uma suspensão do contrato, sem direito a vencimento, continuando o trabalhador em situação crítica, informou o STRUP.


Mais artigos de: Trabalhadores

Privatizações repudiadas

Mais de duzentos trabalhadores e utentes dos serviços de acção social do Instituto de Segurança Social entregues a instituições privadas manifestaram-se, dia 26, contra a «mobilidade especial», a degradação e o encarecimento dos cuidados prestados.

A luta continua!

Centenas de activistas do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa assumiram a defesa dos seus direitos e do serviço público que prestam, no plenário nacional de dia 25, deslocando-se, depois, do Mercado da Ribeira, em Lisboa, à Secretaria de...

Crise nos sectores químico e farmacêutico

Numa análise à situação social nas empresas dos sectores químico e farmacêutico, o Sinquifa/CGTP-IN detectou 36 empresas em dificuldades só nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Portalegre.