Voragem privatizadora
O Governo vai escancarar por completo as portas de empresas ou sectores nacionais a privatizar ao capital multinacional estrangeiro. Uma proposta de lei nesse sentido, debatida e aprovada, na generalidade, faz hoje oito dias, veio acabar com os limites, ainda que mínimos, impostos pela legislação à participação de entidades estrangeiras nas empresas a privatizar.
Para a bancada comunista, que votou contra o diploma, esta medida vai acelerar a «transferência dos chamados centros de decisão nacional para as praças estrangeiras», servindo apenas «interesses e lógicas» absolutamente alheias ao País.
Vindo ainda colocar a nu quanto é falsa a preocupação sobre os centros de decisão nacionais invocada por quantos, nas últimas duas décadas e meia, têm levado a cabo a política de direita.
A esta questão se referiu o deputado comunista Lino de Carvalho, pondo em evidência a hipocrisia de tal discurso e lançando o repto a que os seus autores se calem «de uma vez por todas», caso não assumam o compromisso de que não haverá mais privatizações ou enunciem os sectores de interesse público em que não será permitido o seu controlo por mãos nacionais.
Lino de Carvalho não escondeu ainda a sua «imensa curiosidade» sobre a posição que o Presidente da República adoptará no acto da sua promulgação.
Reafirmada pela bancada comunista foi, entretanto, a sua firme oposição às privatizações, que, sem qualquer fundamento de racionalidade económica, o que conseguiram, no fundamental, para além de «meros objectivos de encaixe financeiro do Estado à custa do interesse público», foi favorecer alguns grandes grupos económicos, designadamente multinacionais, levando ao «abandono de uma lógica de serviço público e ao enfraquecimento de sectores produtivos estratégicos e de uma perspectiva de desenvolvimento integrado».
Para a bancada comunista, que votou contra o diploma, esta medida vai acelerar a «transferência dos chamados centros de decisão nacional para as praças estrangeiras», servindo apenas «interesses e lógicas» absolutamente alheias ao País.
Vindo ainda colocar a nu quanto é falsa a preocupação sobre os centros de decisão nacionais invocada por quantos, nas últimas duas décadas e meia, têm levado a cabo a política de direita.
A esta questão se referiu o deputado comunista Lino de Carvalho, pondo em evidência a hipocrisia de tal discurso e lançando o repto a que os seus autores se calem «de uma vez por todas», caso não assumam o compromisso de que não haverá mais privatizações ou enunciem os sectores de interesse público em que não será permitido o seu controlo por mãos nacionais.
Lino de Carvalho não escondeu ainda a sua «imensa curiosidade» sobre a posição que o Presidente da República adoptará no acto da sua promulgação.
Reafirmada pela bancada comunista foi, entretanto, a sua firme oposição às privatizações, que, sem qualquer fundamento de racionalidade económica, o que conseguiram, no fundamental, para além de «meros objectivos de encaixe financeiro do Estado à custa do interesse público», foi favorecer alguns grandes grupos económicos, designadamente multinacionais, levando ao «abandono de uma lógica de serviço público e ao enfraquecimento de sectores produtivos estratégicos e de uma perspectiva de desenvolvimento integrado».