Ucrânia

A primeira-ministra ucraniana, Iúlia Timochenko, acusou o presidente do país de ter mentido nas recentes críticas ao governo e garantiu que «não obstante a crise, o Orçamento de Estado foi mais do que cumprido. Timochenko assegurou ainda que «os salários dos funcionários públicos e reformas serão pagos».
No final da semana passada, Victor Iuschenko dirigiu-se aos ucranianos para dizer que o executivo é o principal responsável pela situação económica e social, e exigiu ajustamentos no Orçamento para este ano. «Em nome do país, exijo do Governo e do Parlamento que preparem imediatamente um orçamento honesto, onde as despesas correspondam às possibilidades da economia. É o vosso dever constitucional, estatal e político», disse Iuschenko citado pela Lusa.
Para Iuschenko, a ex-aliada é ainda responsável pela destruição do sistema bancário», mas a primeira-ministra devolve a acusação dizendo que o presidente tudo tem feito para enfraquecer a moeda nacional, a qual perdeu nos últimos meses metade do valor face ao euro. Neste contexto, o parlamento decidiu afastar o presidente do banco central da Ucrânia, mas Iuschenko não cumpriu a decisão.
Acresce ao diferendo entre ambos a questão do gás. Timochenko defende que o preço daquele combustível para a população não aumentou e que a estatal Naftogaz opera como nunca antes na distribuição para a Ucrânia e para a Europa, mas o presidente considera que os novos contratos assinados com a Rússia oneraram em dois mil milhões de euros o erário público. «Os contratos não correspondem às minhas ordens. As decisões da primeira-ministra foram pessoais, sem uma opinião colectiva do Governo», sustentou.


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