A CDU E A ALTERNATIVA POLÍTICA
«A intervenção eleitoral da CDU é parte integrante da luta contra a política de direita»
A moção anunciada há dias por José Sócrates, pelo seu conteúdo e pelos objectivos enunciados, é bem o exemplo da forma de fazer política característica de certos partidos, particularmente dos velhos praticantes da política de direita.
Não cumprindo praticamente nenhuma das promessas à custa das quais, nas anteriores eleições, obteve a maioria absoluta – facto que o deveria levar a, num assomo de seriedade democrática, vir dizer qualquer coisa género: não cumprimos, falhámos, vamos embora... – eis que José Sócrates vem tornar pública uma moção com a qual, a troco das mesmas promessas, volta a pedir os mesmos resultados.
Na verdade, os factos mostram que, das promessas feitas solenemente há quatro anos… nem desenvolvimento económico, nem 150 mil novos postos de trabalho, nem melhor Saúde, nem melhor segurança social, nem melhores leis laborais – bem pelo contrário: a política do Governo Sócrates/PS agravou tudo: a situação económica, as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e do povo, as desigualdades sociais, a pobreza, a miséria, a fome.
E o que José Sócrates vem agora propor é o prosseguimento em pleno da política que conduziu à crise actual – crise que, ao contrário do que o primeiro-ministro pretende fazer crer, não decorre exclusivamente da actual crise do capitalismo internacional, mas já existia antes, muito antes, dessa crise global.
Aos sacrifícios então pedidos, em nome da herança do passado, sucederam-se os sacrifícios em nome da crise e a estes suceder-se-ão os sacrifícios em nome das consequências da crise...
Trata-se, agora, com esta moção, de à promessa de mais do mesmo em matéria de política a aplicar, juntar mais do mesmo em matéria de maioria absoluta, isto é, de condições ideais para prosseguir essa política – a política de direita que, como se sabe, conduziu Portugal à dramática situação económica e social a que chegou.
Tudo isto coloca com cada vez maior premência a questão crucial do momento: pôr termo a esta política que há mais de três décadas vem flagelando o povo e o País, servindo os interesses dos grandes e poderosos, ou seja: de uma escassa minoria de portugueses – e substitui-la por uma política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, ou seja: ao serviço dos interesses e direitos da imensa maioria dos portugueses.
E foi tudo isto que esteve presente, há uma semana, no Acto Público de Apresentação da CDU 2009 – com a presença das suas quatro componentes essenciais: o PCP, o PEV, a ID e os cidadãos independentes.
Ali ficou claro o papel que a Coligação Democrática Unitária tem vindo a desempenhar ao longo dos anos, em todas as instituições em que está representada: na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, batendo-se firmemente pelos interesses nacionais, por uma política de rendimentos favorável a quem trabalha, pela promoção da produção nacional e pela defesa do nosso aparelho produtivo, pela defesa do ambiente e da qualidade de vida dos portugueses; nas Autarquias Locais levando por diante o notável trabalho em prol das populações, numa prática que a afirmou, com o reconhecimento mesmo entre adversários, com o que de melhor, mais positivo e mais inovador foi feito em matéria de gestão autárquica – e sublinhe-se: sempre, sempre, quer na AR quer no PE quer no Poder Local, respeitando integralmente os compromissos assumidos com os portugueses em todos os actos eleitorais.
A intervenção da CDU nos três actos eleitorais previstos para este ano – Parlamento Europeu, Assembleia da República e Autarquias Locais – é parte integrante da luta contra a política de direita. Quer isto dizer que votar na CDU em qualquer dessas eleições é votar por uma nova política capaz de deitar mãos à resolução dos grandes e graves problemas existentes. E é, por isso mesmo, votar contra o desemprego, a precariedade, os baixos salários, pensões e reformas, o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos, enfim, a subordinação do poder político ao poder do grande capital com todas as suas decorrências.
Assim, e como afirmou Jerónimo de Sousa no Acto Público CDU 2009, a CDU afirma-se como espaço singular de participação democrática e de opção eleitoral para todos aqueles – trabalhadores, reformados, jovens, mulheres, intelectuais, agricultores, pequenos e médios empresários, democratas – que estão preocupados com o rumo a que o País está a ser conduzido, para todos aqueles que querem acertar as suas aspirações, os seus interesses legítimos e a sua luta, com o seu voto.
Ou seja: é na CDU – espaço democrático, plural, amplo, aberto a todos quantos, não apenas não se conformam com a política de direita, mas querem pôr-lhe definitivo termo – que se situam as forças essenciais da luta pela implementação de uma inequívoca e consistente política de esquerda. Luta que, como o PCP tem vindo a sublinhar, é condição indispensável para a necessária ruptura; luta que é necessário intensificar e ampliar atraindo a ela novos segmentos das massas trabalhadoras e das populações; luta de que são componentes as batalhas eleitorais que aí vêm – e nas quais o reforço da expressão eleitoral da CDU se coloca como objectivo essencial.
Porque, como incisivamente acentuou o secretário-geral do PCP, «pela coerência do seu projecto e a garantia que o seu percurso unitário e democrático testemunham, a CDU é a única força cujo reforço eleitoral e político pode pôr fim à alternância e abrir portas à construção de uma alternativa política».
Não cumprindo praticamente nenhuma das promessas à custa das quais, nas anteriores eleições, obteve a maioria absoluta – facto que o deveria levar a, num assomo de seriedade democrática, vir dizer qualquer coisa género: não cumprimos, falhámos, vamos embora... – eis que José Sócrates vem tornar pública uma moção com a qual, a troco das mesmas promessas, volta a pedir os mesmos resultados.
Na verdade, os factos mostram que, das promessas feitas solenemente há quatro anos… nem desenvolvimento económico, nem 150 mil novos postos de trabalho, nem melhor Saúde, nem melhor segurança social, nem melhores leis laborais – bem pelo contrário: a política do Governo Sócrates/PS agravou tudo: a situação económica, as condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e do povo, as desigualdades sociais, a pobreza, a miséria, a fome.
E o que José Sócrates vem agora propor é o prosseguimento em pleno da política que conduziu à crise actual – crise que, ao contrário do que o primeiro-ministro pretende fazer crer, não decorre exclusivamente da actual crise do capitalismo internacional, mas já existia antes, muito antes, dessa crise global.
Aos sacrifícios então pedidos, em nome da herança do passado, sucederam-se os sacrifícios em nome da crise e a estes suceder-se-ão os sacrifícios em nome das consequências da crise...
Trata-se, agora, com esta moção, de à promessa de mais do mesmo em matéria de política a aplicar, juntar mais do mesmo em matéria de maioria absoluta, isto é, de condições ideais para prosseguir essa política – a política de direita que, como se sabe, conduziu Portugal à dramática situação económica e social a que chegou.
Tudo isto coloca com cada vez maior premência a questão crucial do momento: pôr termo a esta política que há mais de três décadas vem flagelando o povo e o País, servindo os interesses dos grandes e poderosos, ou seja: de uma escassa minoria de portugueses – e substitui-la por uma política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, ou seja: ao serviço dos interesses e direitos da imensa maioria dos portugueses.
E foi tudo isto que esteve presente, há uma semana, no Acto Público de Apresentação da CDU 2009 – com a presença das suas quatro componentes essenciais: o PCP, o PEV, a ID e os cidadãos independentes.
Ali ficou claro o papel que a Coligação Democrática Unitária tem vindo a desempenhar ao longo dos anos, em todas as instituições em que está representada: na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, batendo-se firmemente pelos interesses nacionais, por uma política de rendimentos favorável a quem trabalha, pela promoção da produção nacional e pela defesa do nosso aparelho produtivo, pela defesa do ambiente e da qualidade de vida dos portugueses; nas Autarquias Locais levando por diante o notável trabalho em prol das populações, numa prática que a afirmou, com o reconhecimento mesmo entre adversários, com o que de melhor, mais positivo e mais inovador foi feito em matéria de gestão autárquica – e sublinhe-se: sempre, sempre, quer na AR quer no PE quer no Poder Local, respeitando integralmente os compromissos assumidos com os portugueses em todos os actos eleitorais.
A intervenção da CDU nos três actos eleitorais previstos para este ano – Parlamento Europeu, Assembleia da República e Autarquias Locais – é parte integrante da luta contra a política de direita. Quer isto dizer que votar na CDU em qualquer dessas eleições é votar por uma nova política capaz de deitar mãos à resolução dos grandes e graves problemas existentes. E é, por isso mesmo, votar contra o desemprego, a precariedade, os baixos salários, pensões e reformas, o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores e dos cidadãos, enfim, a subordinação do poder político ao poder do grande capital com todas as suas decorrências.
Assim, e como afirmou Jerónimo de Sousa no Acto Público CDU 2009, a CDU afirma-se como espaço singular de participação democrática e de opção eleitoral para todos aqueles – trabalhadores, reformados, jovens, mulheres, intelectuais, agricultores, pequenos e médios empresários, democratas – que estão preocupados com o rumo a que o País está a ser conduzido, para todos aqueles que querem acertar as suas aspirações, os seus interesses legítimos e a sua luta, com o seu voto.
Ou seja: é na CDU – espaço democrático, plural, amplo, aberto a todos quantos, não apenas não se conformam com a política de direita, mas querem pôr-lhe definitivo termo – que se situam as forças essenciais da luta pela implementação de uma inequívoca e consistente política de esquerda. Luta que, como o PCP tem vindo a sublinhar, é condição indispensável para a necessária ruptura; luta que é necessário intensificar e ampliar atraindo a ela novos segmentos das massas trabalhadoras e das populações; luta de que são componentes as batalhas eleitorais que aí vêm – e nas quais o reforço da expressão eleitoral da CDU se coloca como objectivo essencial.
Porque, como incisivamente acentuou o secretário-geral do PCP, «pela coerência do seu projecto e a garantia que o seu percurso unitário e democrático testemunham, a CDU é a única força cujo reforço eleitoral e político pode pôr fim à alternância e abrir portas à construção de uma alternativa política».