AINDA O CONGRESSO
«O êxito do Congresso superou, em muitos aspectos, todas as expectativas»
É necessário dizê-lo: afirmando o PCP, de forma inequívoca, como força partidária singular no plano nacional, como partido indispensável e insubstituível na vida política portuguesa, o XVIII Congresso constituiu um notável êxito do colectivo partidário comunista.
Esta é uma realidade incontestável para quem queira analisar com seriedade o que se passou durante todo o longo processo de preparação do Congresso e nos três dias de debate que culminaram esse processo.
Para os militantes comunistas, o êxito do Congresso não apenas confirmou como superou, mesmo, em muitos aspectos, todas as expectativas. Na verdade, se o debate preparatório tinha dado iniludíveis sinais de que vinha aí um Congresso à medida e à dimensão do Partido que o promovia, o fim-de-semana no Espaço Multi-usos do Campo Pequeno revelou novas potencialidades de crescimento do peso e da força do Partido e abriu novos caminhos conducentes ao reforço do PCP e da sua ligação às massas trabalhadoras.
Tudo isso coloca naturais exigências ao colectivo partidário, nomeadamente no que respeita ao desenvolvimento e intensificação da sua diversificada e complementar intervenção, dando continuidade aos avanços verificados na sequência do congresso anterior e agindo na aplicação colectiva das linhas de orientação colectivamente definidas e constantes na Resolução Política – quer no que tem a ver com a acção visando o reforço do Partido, da sua organização, da sua intervenção, da sua influência na sociedade portuguesa, quer em matéria de intensificação da luta por uma ruptura com a política de direita e pela implementação de uma política diferente – uma política de esquerda, que responda aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País; que responda aos anseios e aspirações da imensa maioria dos portugueses.
O êxito do XVIII Congresso do PCP incomodou muita gente. O que não surpreende ninguém e só abona em favor do Congresso… na medida em que, como é sabido, os incomodados são portadores de vasta folha de serviços em matéria de anticomunismo. Trata-se dos habituais escribas de serviço, aos quais está distribuída a dupla tarefa de propagandearem como coisa boa a política de direita que há 32 anos vem devastando o País e, simultaneamente, fazerem do PCP o alvo exclusivo dos seus ataques.
Seguindo métodos de análise recorrentes sempre que desempenham essa dupla tarefa, os citados escribas seguiram, mais uma vez, o percurso que conhecem de cor e salteado: debitaram sobre o Congresso tudo o que lhes veio à cabeça, mentiram, deturparam, manipularam, especularam com o recurso ao torrencial palavreado característico de quem é pago à palavra...
Nos jornais, foi o ritual do mais do mesmo: os funcionários de serviço, sem vergonha nem pudor, portaram-se como quem são. Os que estiveram no Congresso, não quiseram ver o que lá se passou e, porque já antes tinham decretado o que lá se iria passar, bastou-lhes carregar na tecla do costume. Para os que lá não foram, a tarefa foi ainda mais fácil. E todos com as palas da praxe devidamente ajustadas e programadas, repetiram a cassete gasta e re-gasta por uso imoderado durante o processo preparatório: o congresso foi «sensaborão», foi «comício», foi «festa», enfim, foi «o pior das últimas décadas»; ou então, retomando argumentos com barbas, teceram as habituais considerações envenenadas sobre outras questões, tais como o magno problema do número de funcionários do Partido que integra o Comité Central – tema no qual chegaram a roçar a democrática ideia de que os funcionários do PCP não têm direito a ser eleitos para o CC do partido de que são militantes... Certamente, não lhes interessando debruçar-se minimamente sobre a questão de saber o que são os funcionários do PCP; certamente, na base do muito peculiar conceito de funcionário que é o deles próprios: olhando-se ao espelho e horrorizando-se com o que viam: a sua mercenária condição de funcionários dos interesses do grande capital e da política de direita que serve integralmente esses interesses.
Já na televisão, houve diferenças. Com efeito, os directos eram por demais elucidativos do que se estava a passar no Congresso e, em alguns casos – poucos mas louváveis - os comentários tiveram em conta o que, de facto, estava a acontecer.
Percebe-se que os irrite constatarem a força imensa que emergiu do Congresso depois de terem anunciado festivamente que o PCP estava moribundo ou morto e terem encenado divertidíssimas cerimónias fúnebres.
Percebe-se que os incomode a força do PCP, as enormes potencialidades de desenvolvimento dessa força no futuro imediato, e a firme determinação – assumida de punhos erguidos pelo colectivo partidário – de se manter fiel à sua identidade e às suas características de partido comunista que não só não desiste de ser o que é e sempre foi, como afirma alto e bom som que assim continuará a ser no futuro: um partido comunista que o é pela sua prática e não apenas por afirmar sê-lo.
Percebe-se, por tudo isso, a necessidade sentida e de imediato levada à prática de chamarem em seu socorro urgente as reconfortantes sondagens de opinião, as quais, ao mesmo tempo que os ajudam a esquecer o pesadelo do êxito do Congresso, funcionam como instrumentos de despudorada e antidemocrática caça ao voto na política de direita.
Mas também nesse aspecto, a vida lhes mostrará que uma coisa são os seus desejos e outra, bem diferente, é a realidade concreta – esta traduzida na consciência de classe e política de um colectivo partidário que encara a complexidade e as dificuldades dos tempos actuais com a serenidade e a confiança de quem sabe que o futuro lhe pertence.
Esta é uma realidade incontestável para quem queira analisar com seriedade o que se passou durante todo o longo processo de preparação do Congresso e nos três dias de debate que culminaram esse processo.
Para os militantes comunistas, o êxito do Congresso não apenas confirmou como superou, mesmo, em muitos aspectos, todas as expectativas. Na verdade, se o debate preparatório tinha dado iniludíveis sinais de que vinha aí um Congresso à medida e à dimensão do Partido que o promovia, o fim-de-semana no Espaço Multi-usos do Campo Pequeno revelou novas potencialidades de crescimento do peso e da força do Partido e abriu novos caminhos conducentes ao reforço do PCP e da sua ligação às massas trabalhadoras.
Tudo isso coloca naturais exigências ao colectivo partidário, nomeadamente no que respeita ao desenvolvimento e intensificação da sua diversificada e complementar intervenção, dando continuidade aos avanços verificados na sequência do congresso anterior e agindo na aplicação colectiva das linhas de orientação colectivamente definidas e constantes na Resolução Política – quer no que tem a ver com a acção visando o reforço do Partido, da sua organização, da sua intervenção, da sua influência na sociedade portuguesa, quer em matéria de intensificação da luta por uma ruptura com a política de direita e pela implementação de uma política diferente – uma política de esquerda, que responda aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País; que responda aos anseios e aspirações da imensa maioria dos portugueses.
O êxito do XVIII Congresso do PCP incomodou muita gente. O que não surpreende ninguém e só abona em favor do Congresso… na medida em que, como é sabido, os incomodados são portadores de vasta folha de serviços em matéria de anticomunismo. Trata-se dos habituais escribas de serviço, aos quais está distribuída a dupla tarefa de propagandearem como coisa boa a política de direita que há 32 anos vem devastando o País e, simultaneamente, fazerem do PCP o alvo exclusivo dos seus ataques.
Seguindo métodos de análise recorrentes sempre que desempenham essa dupla tarefa, os citados escribas seguiram, mais uma vez, o percurso que conhecem de cor e salteado: debitaram sobre o Congresso tudo o que lhes veio à cabeça, mentiram, deturparam, manipularam, especularam com o recurso ao torrencial palavreado característico de quem é pago à palavra...
Nos jornais, foi o ritual do mais do mesmo: os funcionários de serviço, sem vergonha nem pudor, portaram-se como quem são. Os que estiveram no Congresso, não quiseram ver o que lá se passou e, porque já antes tinham decretado o que lá se iria passar, bastou-lhes carregar na tecla do costume. Para os que lá não foram, a tarefa foi ainda mais fácil. E todos com as palas da praxe devidamente ajustadas e programadas, repetiram a cassete gasta e re-gasta por uso imoderado durante o processo preparatório: o congresso foi «sensaborão», foi «comício», foi «festa», enfim, foi «o pior das últimas décadas»; ou então, retomando argumentos com barbas, teceram as habituais considerações envenenadas sobre outras questões, tais como o magno problema do número de funcionários do Partido que integra o Comité Central – tema no qual chegaram a roçar a democrática ideia de que os funcionários do PCP não têm direito a ser eleitos para o CC do partido de que são militantes... Certamente, não lhes interessando debruçar-se minimamente sobre a questão de saber o que são os funcionários do PCP; certamente, na base do muito peculiar conceito de funcionário que é o deles próprios: olhando-se ao espelho e horrorizando-se com o que viam: a sua mercenária condição de funcionários dos interesses do grande capital e da política de direita que serve integralmente esses interesses.
Já na televisão, houve diferenças. Com efeito, os directos eram por demais elucidativos do que se estava a passar no Congresso e, em alguns casos – poucos mas louváveis - os comentários tiveram em conta o que, de facto, estava a acontecer.
Percebe-se que os irrite constatarem a força imensa que emergiu do Congresso depois de terem anunciado festivamente que o PCP estava moribundo ou morto e terem encenado divertidíssimas cerimónias fúnebres.
Percebe-se que os incomode a força do PCP, as enormes potencialidades de desenvolvimento dessa força no futuro imediato, e a firme determinação – assumida de punhos erguidos pelo colectivo partidário – de se manter fiel à sua identidade e às suas características de partido comunista que não só não desiste de ser o que é e sempre foi, como afirma alto e bom som que assim continuará a ser no futuro: um partido comunista que o é pela sua prática e não apenas por afirmar sê-lo.
Percebe-se, por tudo isso, a necessidade sentida e de imediato levada à prática de chamarem em seu socorro urgente as reconfortantes sondagens de opinião, as quais, ao mesmo tempo que os ajudam a esquecer o pesadelo do êxito do Congresso, funcionam como instrumentos de despudorada e antidemocrática caça ao voto na política de direita.
Mas também nesse aspecto, a vida lhes mostrará que uma coisa são os seus desejos e outra, bem diferente, é a realidade concreta – esta traduzida na consciência de classe e política de um colectivo partidário que encara a complexidade e as dificuldades dos tempos actuais com a serenidade e a confiança de quem sabe que o futuro lhe pertence.