Abkhásia e Ossétia do Sul

Rússia reconhece independência

O presidente russo Dimitri Medvedev assinou os decretos de reconhecimento da independência da Abkhásia e da Ossétia do Sul, dando cobertura à secessão reclamada pelo povo e pelos governos daqueles territórios face à Geórgia.
Medvedev argumenta que a decisão é a única capaz garantir a vida das populações locais e acusou o homólogo georgiano, Mikhail Saakachvili, de promover o genocídio de ossetas e abkhases com os ataques lançados no início do mês de Agosto e, desta forma, impossibilitar a convivência pacífica entre as comunidades.
No dia anterior, o Kremlin sustentou que persiste o perigo de um novo regresso aos combates, uma vez que, revelou fonte militar citada por agências internacionais, as tropas georgianas mantêm planos para uma outra campanha militar na região. Acresce às preocupações de Moscovo a presença no Mar Negro de um grande número de vasos de guerra da NATO.
Reagindo ao reconhecimento da autodeterminação abkhase e osseta, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, qualificou de «extremamente infeliz» a posição da Rússia argumentando com a inviolabilidade das fronteiras da Geórgia e com o Direito Internacional sobre a matéria.
Posição hipócrita, já que em Março deste ano os EUA foram os primeiros a reconhecer a independência do Kosovo – situação que em muito contribuiu para a retaliação russa -, mas que foi prontamente seguida, com diferentes graus de intensidade, pela Alemanha e pela França, país que preside à UE até ao final deste ano.


Mais artigos de: Internacional

Governo enfrenta reacção

O governo Boliviano decretou, domingo, sanções contra os titulares e funcionários de órgãos de poder local que participem ou promovam bloqueios de estradas e assaltos a instalações petrolíferas e de gás natural. A medida insere-se no combate à sabotagem anunciada pela oposição.