E AMANHÃ A LUTA CONTINUARÁ
«Quando se luta nem sempre se ganha, mas quando não se luta perde-se sempre»
Uma análise, ainda que superficial, às notícias sobre a actividade do PCP divulgadas na generalidade da comunicação social, levará qualquer leitor apenas informado por esses média a concluir que os comunistas portugueses estão inactivos, ou quase. Com efeito, tão poucas e tão breves são as referências às múltiplas iniciativas partidárias levadas a cabo que dir-se-ia estarem os militantes comunistas mais a Direcção do seu Partido todos de férias… E, muito provavelmente, é também isso que esses média querem que os seus leitores pensem. O que não querem, de forma alguma, é que se saiba que, face à situação dramática a que a política de direita conduziu o País, há quem não desista de lutar contra essa política com a convicção profunda de que é possível derrotá-la e substituí-la por uma política ao serviço dos interesses dos trabalhadores e do povo.
Mostra a realidade que o PCP tem vindo a desenvolver uma intensa actividade, através da acção das suas organizações locais que se desdobram em iniciativas do mais diverso tipo, erguidas pela militância partidária e com a participação de quadros dirigentes a todos os níveis, designadamente no âmbito da campanha «Basta de Injustiças! Mudar de política para uma vida melhor» - para referir, apenas, uma das linhas de trabalho actuais do colectivo partidário, na qual a denúncia das injustiças sociais e das suas causas é feita conjuntamente com a apresentação de propostas de resolução dos problemas e de caminhos para essa resolução. E sempre com a afirmação inequívoca da disponibilidade de empenhamento dos comunistas na luta para alcançar tal objectivo.
E há que reconhecer que tudo isto configura, para os grandes beneficiários da política de direita – que são, recorde-se, os donos da comunicação social dominante – um perigo grande: o perigo de a intensa e esclarecedora intervenção do PCP, atrair à luta por uma política de esquerda importantes segmentos das massas trabalhadoras e populares – que são, recorde-se, as grandes vítimas da política de direita.
Daí, então, esse silenciamento e (ou) menorização da actividade do PCP por parte de uma comunicação social que, complementarmente, finge fazer do problema das injustiças sociais uma frente de combate, dedicando parte grande do seu espaço e do seu tempo à divulgação de empolgadas declarações sobre a matéria - desde que tais declarações não sejam produzidas por comunistas…
É óbvio que à comunicação social dominante não interessa nada que a abordagem da questão das desigualdades sociais seja feita na perspectiva de as combater e superar – como é o caso da intervenção do PCP; e que lhe interessa muito o habitual blá-blá-blá, sempre sacado de emergência quando o descontentamento popular ameaça a política de direita, por pessoas que, pela sua prática ao longo de décadas, têm as maiores responsabilidades nas desigualdades sociais existentes actualmente – um blá-blá-blá que tem como maior preocupação fazer com que tudo continue como era para que tudo fique como está.
Porque não lhe interessa, por razões óbvias, ver aumentar a influência da força política que mais e mais coerentemente tem combatido a política de direita, geradora dessas injustiças e desigualdades sociais.
Assim se explica o quase total apagamento mediático da deslocação do secretário-geral do PCP à região do Vale do Ave, no passado fim-de-semana: é que, na sua passagem por diversas localidades daquela região – Serzedelo, Oliveira S. Mateus, Pedome, Gondar, Pevidém – e, à tarde, em Guimarães, no comício com cerca de mil pessoas, Jerónimo de Sousa abordou as questões essenciais que estão na origem do desemprego, do trabalho precário, dos baixos salários existentes, das desigualdades sociais; denunciou que «as grandes fortunas, os banqueiros, os grandes grupos económicos, nunca ganharam tanto dinheiro como agora»; caracterizou o conteúdo de classe da política do Governo – e apresentou a luta dos trabalhadores e das populações como único caminho para alterar esta situação e provocar uma ruptura de esquerda com a política do Governo.
Ou seja: o prosseguimento e a intensificação da luta dos trabalhadores e das populações que, por todo o País, em todas áreas de actividade do sector público e do privado e em centenas de localidades, tem vindo a expressar o amplo e profundo descontentamento provocado pela política de direita na maioria dos portugueses.
Luta que, hoje mesmo, prosseguirá em Lisboa com muitos e muitos milhares de trabalhadores vindos de todo o País ao apelo da sua Central Sindical – a CGTP-IN – a desfilar pela Avenida da Liberdade – e a garantir que, amanhã, a luta continuará.
Todos conscientes da gravidade dos perigos que pesam sobre os seus direitos, designadamente o direito ao trabalho com direitos, alvo essencial do Código do Capital.
Todos conscientes da possibilidade real de, através da luta, defenderem esses direitos – tal como, através da luta, os conquistaram.
Todos conscientes das enormes dificuldades colocadas à sua luta pelo poder do grande capital, de que o Governo PS/José Sócrates é o mais fiel representante.
Todos conscientes da importância determinante da luta e de a prosseguir sempre, sejam quais forem as circunstâncias, sejam quais forem os obstáculos que se lhes deparem.
Todos com a sólida consciência, feita das mil experiências da luta de classes, de que, como afirmou Jerónimo de Sousa no Vale do Ave, «quando se luta nem sempre se ganha, mas quando não se luta perde-se sempre».
Mostra a realidade que o PCP tem vindo a desenvolver uma intensa actividade, através da acção das suas organizações locais que se desdobram em iniciativas do mais diverso tipo, erguidas pela militância partidária e com a participação de quadros dirigentes a todos os níveis, designadamente no âmbito da campanha «Basta de Injustiças! Mudar de política para uma vida melhor» - para referir, apenas, uma das linhas de trabalho actuais do colectivo partidário, na qual a denúncia das injustiças sociais e das suas causas é feita conjuntamente com a apresentação de propostas de resolução dos problemas e de caminhos para essa resolução. E sempre com a afirmação inequívoca da disponibilidade de empenhamento dos comunistas na luta para alcançar tal objectivo.
E há que reconhecer que tudo isto configura, para os grandes beneficiários da política de direita – que são, recorde-se, os donos da comunicação social dominante – um perigo grande: o perigo de a intensa e esclarecedora intervenção do PCP, atrair à luta por uma política de esquerda importantes segmentos das massas trabalhadoras e populares – que são, recorde-se, as grandes vítimas da política de direita.
Daí, então, esse silenciamento e (ou) menorização da actividade do PCP por parte de uma comunicação social que, complementarmente, finge fazer do problema das injustiças sociais uma frente de combate, dedicando parte grande do seu espaço e do seu tempo à divulgação de empolgadas declarações sobre a matéria - desde que tais declarações não sejam produzidas por comunistas…
É óbvio que à comunicação social dominante não interessa nada que a abordagem da questão das desigualdades sociais seja feita na perspectiva de as combater e superar – como é o caso da intervenção do PCP; e que lhe interessa muito o habitual blá-blá-blá, sempre sacado de emergência quando o descontentamento popular ameaça a política de direita, por pessoas que, pela sua prática ao longo de décadas, têm as maiores responsabilidades nas desigualdades sociais existentes actualmente – um blá-blá-blá que tem como maior preocupação fazer com que tudo continue como era para que tudo fique como está.
Porque não lhe interessa, por razões óbvias, ver aumentar a influência da força política que mais e mais coerentemente tem combatido a política de direita, geradora dessas injustiças e desigualdades sociais.
Assim se explica o quase total apagamento mediático da deslocação do secretário-geral do PCP à região do Vale do Ave, no passado fim-de-semana: é que, na sua passagem por diversas localidades daquela região – Serzedelo, Oliveira S. Mateus, Pedome, Gondar, Pevidém – e, à tarde, em Guimarães, no comício com cerca de mil pessoas, Jerónimo de Sousa abordou as questões essenciais que estão na origem do desemprego, do trabalho precário, dos baixos salários existentes, das desigualdades sociais; denunciou que «as grandes fortunas, os banqueiros, os grandes grupos económicos, nunca ganharam tanto dinheiro como agora»; caracterizou o conteúdo de classe da política do Governo – e apresentou a luta dos trabalhadores e das populações como único caminho para alterar esta situação e provocar uma ruptura de esquerda com a política do Governo.
Ou seja: o prosseguimento e a intensificação da luta dos trabalhadores e das populações que, por todo o País, em todas áreas de actividade do sector público e do privado e em centenas de localidades, tem vindo a expressar o amplo e profundo descontentamento provocado pela política de direita na maioria dos portugueses.
Luta que, hoje mesmo, prosseguirá em Lisboa com muitos e muitos milhares de trabalhadores vindos de todo o País ao apelo da sua Central Sindical – a CGTP-IN – a desfilar pela Avenida da Liberdade – e a garantir que, amanhã, a luta continuará.
Todos conscientes da gravidade dos perigos que pesam sobre os seus direitos, designadamente o direito ao trabalho com direitos, alvo essencial do Código do Capital.
Todos conscientes da possibilidade real de, através da luta, defenderem esses direitos – tal como, através da luta, os conquistaram.
Todos conscientes das enormes dificuldades colocadas à sua luta pelo poder do grande capital, de que o Governo PS/José Sócrates é o mais fiel representante.
Todos conscientes da importância determinante da luta e de a prosseguir sempre, sejam quais forem as circunstâncias, sejam quais forem os obstáculos que se lhes deparem.
Todos com a sólida consciência, feita das mil experiências da luta de classes, de que, como afirmou Jerónimo de Sousa no Vale do Ave, «quando se luta nem sempre se ganha, mas quando não se luta perde-se sempre».