Morte do Cónego Melo
PCP contra provocação a Abril
O Grupo Parlamentar do PCP votou contra um voto de pesar da autoria do CDS/PP pela morte do Cónego Melo. O deputado comunista Agostinho Lopes, justificando a posição da sua bancada, sem deixar de ressalvar não estar em causa a morte de uma pessoa e a dor dos seus familiares, considerou que a iniciativa tinha subjacente o propósito de aproveitar politicamente a morte daquele que «esteve do lado dos que tentaram pôr em causa a liberdade e a democracia reconquistadas» para no Parlamento «provocar a Revolução do 25 de Abril».
«Porque seria uma indignidade para esta Assembleia da República, que nasceu cm Abril, aprovar um voto por quem, num momento de ofensiva reaccionária e revanchista contra a jovem democracia portuguesa (...), esteve do lado dos que tudo fizeram e a tudo recorreram, inclusive o assalto a Centros de Trabalho do PCP e ao terrorismo bombista contra pessoas e bens, provocando vítimas mortais», sublinhou Agostinho Lopes numa declaração sobre o texto aprovado com os votos favoráveis do CDS-PP e do PSD, a abstenção da maioria dos deputados socialistas e o voto contra do PCP, BE e PEV.
O parlamentar comunista lembrou ainda que aquela figura «esteve do lado dos que se opunham ao fim do colonialismo e da guerra colonial», bem como dos que «tudo fizeram para inverter o rumo progressista e libertador da Revolução de Abril e fazer regressar o passado».
Razões de sobra, pois, para o voto contra do PCP. «Pela luta do povo português contra o fascismo. Pela memória das vítimas do terrorismo bombista de 75 e 76. Por Abril».


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