Na semana santa de 2008

Reencontro com os dois Méxicos

Miguel Urbano Rodrigues
Uma tensão que se adivinhava nos olhares das pessoas, nos silêncios que interrompiam conversas, no quotidiano ruidoso da maior cidade do mundo, flutuava, densa, na atmosfera quando cheguei ao México nos primeiros dias de Março. Nascia de escândalos políticos, endémicos no país, de protestos oriundos de múltiplos sectores sociais, do permanente descontentamento da multidão de trabalhadores insubmissos e párias, da convicção generalizada de que no futuro imediato nada iria melhorar e quase tudo piorar.
Dias antes, numa remota área da Amazónia equatoriana, a força aérea e o exército colombianos haviam executado uma matança de guerrilheiros das FARC ali acampados, próximo da fronteira. Na chacina haviam perecido também quatro estudantes universitários mexicanos de visita ao lugar. O assunto fora tema de manchetes e o silêncio do governo suscitava uma chuva de críticas. A indignação era legítima, mas a passividade oficial não surpreendia, inserindo-se na lógica do funcionamento do sistema de poder.
No México a direita sem máscara está encastelada no governo. Chegou com Vicente Fox e permanece ali com Felipe Carlderón, o actual presidente, eleito através de uma fraude inocultável.
O Partido Revolucionário Institucional (PRI) havia-se transformado numa organização corrupta e apodrecida quando, na transição do milénio, perdeu as eleições para o Partido de Acção Nacional (PAN). Mas, não obstante desenvolver uma política neoliberal, respeitava ainda, na sua relação com o mundo, os princípios de uma política externa independente.
Durante anos o México fora na América Latina a única ponte aérea com Cuba por se recusar a romper relações com a Ilha revolucionária.
Tudo isso acabou quando o PAN passou a controlar as alavancas do Estado.
Hoje, Calderon é, depois do colombiano Álvaro Uribe, o mais fiel e dócil aliado da administração Bush. A vassalagem política tornou-se complemento natural da colonização económica.
A pobreza aumenta de ano para ano na cintura de miséria da megalópolis mexicana, cuja população ultrapassou já os 20 milhões.
Quando caminho pela Avenida Insurgentes que atravessa a capital numa extensão de 60 quilómetros, sinto sempre o mal-estar nascido da percepção de que aquela urbe gigantesca é um mostruário dramático da obra destruidora do capitalismo no Terceiro Mundo.
O trânsito, caótico, piora de ano para ano. Os cinco milhões de carros que circulam pela grande México empestam o ar rarefeito do planalto de Anahuac e contribuem para fazer dela a capital mais poluída do mundo.
Mas os juízos globais sobre a metrópole tentacular são desaconselháveis. Coexistem nela o paraíso e o inferno, por vezes em transições bruscas. Voltei a viver a contradição em recantos da Avenida da Reforma, que paradoxalmente nos transportam à Europa, e em oásis de verdura como o Parque de Chapultepec e os canais labirínticos de Xoximilco, sobrevivência da laguna que envolvia a mágica Tenochtitlan azteca.
No Zocalo, a maior praça do continente americano, o choque de emoções antagónicas, sempre que revisito o México, também me projecta em viagens pelo tempo, em que o conflito de culturas me divide entre o fascínio e o horror. Ali sobem ainda para o céu do planalto as ruínas sombrias do antigo Templo Maior, arrasado por Hernan Cortés. Muito perto, contemplamos hoje a imponente catedral barroca onde os descendentes dos antigos tenochcas que veneravam Quetzalcoatl e Huitzilopochtli se ajoelham hoje frente aos altares onde Jesus, o Cristo dos cristãos, nos coloca perante a mudança de religiões incompatíveis. O gigantesco Palácio Nacional, o maior da América, é outra lição viva da história de dois povos que, transcorridos cinco séculos, resistem ainda à fusão. Basta subir as escadarias, e em cada mural de Diego Rivera sinto o movimento da história do México. Naqueles frescos, a conquista e o genocídio que a acompanhou, imortalizados pelo génio do pintor, facilitam o entendimento do caminhar sofrido da nação índia e mestiça cuja revolta gerou uma Revolução diferente de qualquer outra. Enquanto na América do Sul as lutas pela independência foram lideradas por descendentes de espanhóis como Miranda, Bolivar, San Martin e Martí, no México foram dois padres revolucionários, Hidalgo e Morelos, quem sublevando os oprimidos, levantaram os estandartes da rebelião contra a aristocracia crioula, aliada da Espanha imperial.
Em cada palácio colonial do Zocalo, em cada pedra do Templo Maior somos tocados por capítulos de uma história na qual a violência esteve omnipresente na corrente dos séculos e no desencontro das culturas.
Por ali passaram também os grandes caudilhos Zapata e Pancho Villa, os heróis quase míticos da primeira grande revolução moderna do século XX na América Latina.
Transcorrido quase um século, o sonho de um México livre e democrático pelo qual eles se bateram (ambos morreriam assassinados) não se concretizou.
A vida mudou. Em pleno Zocalo, estações do melhor Metro da América Latina aparecem como marcas da modernidade de um país riquíssimo cujo sector avançado produz hoje quase tudo o que está associado à imagem de progresso dos EUA, do Japão, da Europa Ocidental.
Mas no espectáculo da própria multidão compacta que, pela densidade, quase se atropela na grande Praça e nas ruas que nela desembocam, reencontro, quase imóvel, o outro México, ancorado no Terceiro Mundo.
E essa dualidade antagónica é identificável, em graus diferentes, de Norte a Sul do país, com mais de 105 milhões de habitantes, mal distribuídos por uma área vinte vezes superior à de Portugal.
Carlos Slim, o magnata das telecomunicações, é mexicano. Amassou já uma fortuna superior à do americano Bill Gates, da Microsoft. Mas no casario misérrimo que sobe pelos cerros pardacentos e fétidos que fecham o Vale do México vegeta uma população que pelas carências lembra a das piores favelas do Rio de Janeiro e das aldeias que brotam como cogumelos na África Subsahariana.

De Taxco a Acapulco

Aproveitei esta visita para percorrer terras do Sudoeste mexicano. Foi uma viagem de reencontro e descobrimento. Voltei a Taxco e Acapulco, conheci praias belíssimas no litoral do Pacifico, estive em Oaxaca, tudo numa correia de 2000 quilómetros marcada por emoções fortes de encanto, amargura e esperança.
Estávamos na Semana Santa e a capital despejara milhões de pessoas nos estados que a envolvem. O México do trabalho quase parou naquela estranha semana de feriados.
A hierarquia da igreja católica, estimulada pela oratória reaccionária do Vaticano, utiliza a quadra da Páscoa para estimular no sentimento religioso de certas camadas da população as tendências mais obscurantistas.
As procissões, que durante décadas não podiam por lei ultrapassar o adro dos templos, voltaram a sair às ruas em desfiles acompanhados por milhares de fieis. Num país onde o sincretismo dos crentes transforma os rituais católicos para introduzir neles a fome de violência herdada de tradições pré-colombianas, a flagelação é rotineira em cerimónias da Semana Santa.
Em algumas cidades a crucificação de voluntários perdura, enraizada em tradições seculares. Tudo acontece, porém, em atmosfera de festas em que a alegria e o culto da morte se fundem num amálgama perturbador.
Em Taxco, uma das mais belas cidades coloniais da América, filha da riqueza de minas fabulosas de ouro e prata, mal consegui caminhar no centro histórico. Um mercado anual que serpenteava pelas ruelas seculares, ocupando todos os espaços, sobrepunha-se ali ao fervor religioso. Os aromas, as cores, as plantas, as comidas, mesmo o formigueiro humano fizeram-me evocar a descrição que Bernal Diaz del Castillo nos deixou do «Mercado de Tlatelolco», tal como o viu então, maior do que toda a cidade de Salamanca. Transcorreram cinco séculos, mas o México antigo sobrevive no nascido da Conquista, fecundando-o numa perturbadora mescla.
Já em Acapulco, no Estado de Guerrero, transportas as serranias que separam o planalto do Oceano Pacífico, é um contraditório mundo moderno que envolve o forasteiro vindo da Europa.
Conheci Acapulco há quase um quarto de século e não a reconheci. Tudo se transformou para pior. Cresceram ali desmesuradamente a riqueza e a pobreza. A cidade-praia ocupou todos os espaços em volta da concha que a celebrizou como estância turística de fama mundial. Hoje a sua população ultrapassa 1 200 000 residentes e, apertada, a urbe sobe em desordem pelos morros que a fechavam.
Duas Acapulcos, convivendo, reflectem imagens diferentes e olhares sobre o mundo, ideias e aspirações incompatíveis. Uma é a Acapulco dos multimilionários estrangeiros e nacionais, dos hotéis de luxo, das praias privadas, das mansões sumptuosas incrustadas em jardins do paraíso, o balneário de gente do jet set internacional, fútil e arrogante.
A outra, onde passei uma tarde e uma noite, é a Acapulca mexicana, multiclassista, mas onde a pequena burguesia predomina contígua a ilhas de pobreza.
Na praia onde descansei umas horas para contemplar e sentir o espectáculo da vida, milhares de pessoas, concentradas num areal situado na extremidade oriental da grande baía-concha, tomavam sol e banhavam-se. Tive a sensação de que a Caparica em domingos de Agosto é um deserto comparada com aquilo. Em alguns lugares havia uma pessoa em cada dois metros quadrados. E no labirinto dos banhistas movia-se, gritando, um enxame de ambulantes vendendo bebidas, comida, gelados, roupas, rádios, telemóveis, electrodomésticos, gadgets baratos.
Foi numa terça-feira, não havia uma só nuvem no azul forte do céu e a multidão transmitia uma mensagem muda de bem-estar e felicidade relativa.
No dia seguinte, descendo para o Sul, mergulhei no trópico húmido. Nas planuras costeiras, lagunas de águas paradas que na lonjura comunicam com o mar, surgem num panorama de bananais. Os cactos gigantes – planta tão mexicana que a vemos indissociável do panteão dos deuses míticos – desaparecem, cedendo o lugar a bananais e matas de coqueiros e mangueiras.
Puerto Escondido é nessa orla marítima uma de muitas praias.
Os feriados religiosos também tinham atraído ali milhares de turistas. Mas os estrangeiros visíveis eram poucos na bela avenida marginal, onde hotéis acolhedores, restaurantes, cafés, livrarias, bancos e lojas de roupas e artesanato se inserem numa ruidosa e ininterrupta cortina comercial voltada para a extensa praia que começa do outro lado da rua.
No areal há restaurantes típicos com tectos de palma. Comemos num, entre coqueiros, numa noite morna de lua cheia.
Quis saber se era permanente aquele cenário idílico.
Logo moradores do lugar esclareceram que Puerto Escondido, como outros balneários da região, somente exibe o rosto de cidade-praia estuante de vida durante a Páscoa, as festas do Natal e algumas semanas do Verão.
Fora desses períodos é uma cidade quase parada, onde a vida transcorre monótona, numa sucessão de dias iguais.
Subir para o planalto é um tormento. Fizemos a experiência no dia seguinte. Gastámos quase seis horas a percorrer três centenas de quilómetros, rumo a Oaxaca, a capital do Estado. Uma estreita e sinuosa estrada de montanha com curvas fechadas que marginam precipícios atravessa sucessivos espinhaços da Sierra Madre Ocidental. Florestas húmidas de pinheiros e árvores para mim desconhecidas alternam em mutações bruscas com escarpas cobertas de um mato rasteiro, queimado pelo sol. A sinalização é quase inexistente e só de longe em longe, em terreiros abertos em encostas abruptas, aparecem caserios com meia dúzia de fogos. Ali se movem pessoas num isolamento do mundo que só a rádio e a passagem dos carros rompe.
Num tosco bar com fumaças de restaurante falei com os proprietários, um casal jovem. Criticaram o governo, responsabilizando-o pelos males do país e pela fatalidade que modela existências como as deles por falta de oportunidades. Tinham ambos fome de falar. De qualquer coisa, desde as frutas que crescem na serra até guerras longínquas, passando pelo futebol.
Perguntaram quais as nacionalidades dos membros do nosso grupo – um mexicano, um russo, uma venezuelana, uma filipina e dois portugueses – e a todos dirigiram perguntas. A mim tocou-me um comentário sobre Ronaldo, emblema de Portugal naquelas montanhas da Sierra Madre.
Transpirava deles a amabilidade mexicana, desconhecida de europeus e norte-americanos ignorantes para os quais a pátria de Zapata pouco mais é do que uma terra de cactos, violência, bandoleirismo e droga.
Ao despedir-me, recordei que a taxa de criminalidade não reflecte a imagem dos povos. Nas grandes cidades dos países ditos avançados todo o desconhecido é em princípio, quando te aborda, olhado como inimigo potencial. Para aquele casal, dividido entre a sociedade arcaica e o mundo moderno, tal como para o cidadão mexicano comum, ocorre o contrário. O desconhecido é atendido e visto como alguém que merece ser tratado com atenção e simpatia, no respeito de uma tradição secular de fraternidade.
No Brasil e em Cuba a atitude é similar.

Oaxaca, a rebelde

A actual Oaxaca foi fundada pouco após a destruição de Tenochtitlán, quando os espanhóis desceram para o Sul, rumo às terras maias.
O lugar, um vale fértil emoldurado por montanhas cujos píncaros ultrapassam os 3500 metros, seduziu os conquistadores.
A decisão do imperador Carlos V de atribuir a Hernan Cortés o titulo de Marquês del Valle, entregando-lhe o Senhorio de Oaxaca contribuiu para o rápido crescimento do burgo colonial, sede de um feudo maior do que muitas monarquias europeias da época.
Hoje Oaxaca é património da humanidade e os seus moradores orgulham-se de a cidade e a região envolvente terem adquirido prestígio mundial graças aos seus maravilhosos monumentos pré-colombianos e da época colonial.
Cheguei ali ao entardecer e era tamanha a multidão no centro histórico para acompanhar a festa religiosa que somente ao romper da madrugada de sexta-feira santa, ainda sob um luar que se despedia, pude passear com tranquilidade pelas ruas e praças do casco colonial, então deserto e silencioso.
O que ali impressiona não é tanto a originalidade do estilo da catedral barroca ou deste ou daquele templo, mas o conjunto dos edifícios religiosos, dos palácios, e ruas onde as fachadas das residências setecentistas nos transportam ao passado, permitindo imaginar a atmosfera do burgo colonial na época borbónica. Na igreja de Santo Domingo, o ouro dos altares e das capelas laterais sufoca pelo excesso, recordando a riqueza das minas donde era extraído por milhares de escravos.
A actual Oaxaca é filha de séculos de violência, de opressão, da lenta, dolorosa, fusão dos vencidos com os vencedores.
No período das guerras da independência foi cenário de grandes batalhas quando José Maria Morelos libertou a região, contígua a Chiapas. Essa tradição de luta dos povos oaxaquenhos permaneceu latente para despertar durante a Revolução de 1910.
Berço de Benito Juarez, o presidente índio que derrotou o exército invasor de Napoleão III, Oaxaca projectou o nome no mundo quando em Maio de 2006 o povo da cidade e do Estado se levantou em defesa de direitos espezinhados. O protesto dos professores locais evoluiu para uma insurreição quando a população pegou em armas, solidária com os seus maestros. E aconteceu o inimaginável. Durante meses Oaxaca foi alvo de uma repressão feroz. As barricadas da chamada Comuna de Oaxaca resistiram às cargas da polícia local e do exército enviado a pedido do governador Ulisses Ruiz, do PRI, quando a situação se tornou incontrolável. O saldo da repressão foi pesado: dezenas de mortos, desaparecidos e encarcerados em presídios estaduais e federais.
Vestígios da saga oaxaquenha permanecem em paredes onde slogans revolucionários não foram ainda apagados. Na semana da Páscoa, a cidade estava tranquila. Mas a memória da insurreição perdura. Falei com moradores que dela participaram. A luta, esclareceram, prossegue sem armas. Não obstante as ameaças de Ulises Ruiz e do poder central, a Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO) não se dissolveu e mantém contactos com organizações internacionais que promoveram a solidariedade com a Comuna.
A poucos quilómetros da cidade actual, fremente de vida, as ruínas de uma grande cidade morta levam o forasteiro a atravessar as paredes do tempo. Desconhece-se o nome que lhe deram os zapotecas que a fundaram no século III Antes da Nossa Era. Os espanhóis chamaram-lhe Monte Albán em homenagem ao encomendero daqueles paramos. Nas colinas da serra encontraram outras ruínas, as de Mitla, uma cidade construída pelos mixtecas.
Dominando o vale de Oaxaca, Monte Alban é também património da Humanidade. Estive ali. Sem a monumentalidade grandiosa de Teotihuacan, a capital zapoteca fascina pela harmonia, pela finura da cerâmica e das obras de ourivesaria que criou, e sobretudo pela originalidade da sua concepção arquitectónica. Abandonada pelos moradores no século VIII da Nossa Era por causas desconhecidas, talvez por esgotamento dos recursos naturais na região, Monte Alban foi a primeira cidade do continente americano edificada de acordo com um projecto de urbanismo concebido e executado com rigor científico.
Meditando sobre a sua história envolvida em mistério, caminhando pela grande praça central entre pirâmides, palácios e esculturas truncadas, senti angústia ao recordar a vaga de barbárie que aniquilou as civilizações da Mesoamerica.
Não há genocídio comparável. O do México pré-colombiano excedeu os de Gengis Khan e do Incário peruano. Antes da Conquista, no início do século XVI a população do México e da América Central deveria rondar os 25 milhões, superior às de França e de Espanha na época, somadas. Em 1532 as estimativas avaliam a do México Central em 16 800 000; em 1605, transcorridos 73 anos, caíra para 1 075 000 segundo o estudo mais rigoroso que se conhece (1). A hecatombe resultou das guerras de extermínio, das epidemias, sobretudo da varíola, dos efeitos do trabalho escravo nas minas e nos campos, e da destruição da velha estrutura económica e social.
A palavra tragédia define bem o crime da Conquista espanhola.
O México é hoje uma nação mestiça ainda em busca da identidade forjada pela fusão inacabada. O sofrimento acumulado não impediu que das duas culturas brotasse uma que é a síntese de ambas. Mas em qualquer cidade do país o forasteiro sente e percebe que o elemento autóctone prevalece sobre o hispânico numa contribuição decisiva para a construção do futuro.
Na excepcionalidade mexicana incluo a vitalidade das aspirações revolucionárias. Nestes anos em que os ideólogos da globalização capitalista proclamam que o comunismo morreu, no México cresce e batalha um pequeno-grande partido, o Partido dos Comunistas, cujos militantes, pela combatividade, modéstia, espírito fraterno e confiança inquebrantável no futuro, me trazem à memória os bolcheviques da geração de Outubro de 17 e da que salvou a humanidade do fascismo ao vencer e destruir o poder militar do Reich nazi.
Ao revisitar o México em Março, o reencontro com esses camaradas fortaleceu a minha convicção de que é com gente como eles que será assegurada a continuidade da história milenária do seu povo.

(1)- W.Borah e Sh. Cook, La despoblación de Mexico Central en el Siglo XVI , História Mexicana, Mexico, tomo XII, pág. 5


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