Defender a escola
Os estudantes do ensino básico e secundário de todo o País vão promover durante os dias 21 e 24 de Abril, «a semana pela democracia nas escolas».
Tentativa de acabar com o que resta da democracia nas escolas
Esta iniciativa, pensada e organizada durante o Encontro Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário, que se realizou em Fevereiro, tem como objectivo exigir «uma maior participação dos estudantes na vida da escola», «o fim dos atropelos aos direitos das Associações de Estudantes» e «o fim do Estatuto do Aluno e do Diploma de Autonomia das Escolas».
«Temos assistido, com particular agravo neste último ano lectivo, à limitação de direitos e ao atropelo à democracia nas escolas secundárias», afirma, em nota de imprensa, a Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário, acusando o Governo de querer «fazer crer que nas escolas se vive um “clima de guerra”, que todos os estudantes são criminosos em potência, para assim justificar perante a opinião pública a aplicação de medidas como o Estatuto do Estudante ou o Diploma de Autonomia e Gestão das Escolas».
Para os alunos, estas medidas «não são mais que uma tentativa de acabar com o que resta da democracia nas escolas, de uma gestão participada, também pelos estudantes, da escola».
«Com a estrada em vigor destas duas leis, fica mais fácil excluir estudantes do sistema de ensino; o poder disciplinar, assim como o logístico e o financeiro fica a cargo de uma só pessoa que deixa de ser eleita; aos estudantes cabe o papel apenas de estar na escola», alertam os estudantes, sublinhando, por outro lado, que «são cada vez mais os casos de associações de estudantes que não lhes é permitido a realização de Reuniões Gerais de Alunos (como previsto na lei), de intromissão nos processos eleitorais, estudantes identificados pela polícia em dias de luta, manifestações impedidas pelos conselhos executivos ou memso pela polícia».
Tudo isto acontece, acrescentam, «com a conivência, ou mesmo o estímulo, por parte do Governo e do Ministério da Educação».
Abaixo-assinado em todo o País
PS não ouve estudantes
Entre os dias 4 e 9 de Maio, os estudantes do ensino básico e secundário vão lançar, a nível nacional, um abaixo-assinado para reivindicar «a revogação do Estatuto do Aluno e o reconhecimento dos estudantes como parte integrante e fundamental do sistema educativo», «uma maior participação dos estudantes nos órgãos de gestão da escola e o fim dos atropelos aos direitos das associações de estudantes», «educação sexual nas escolas», «o fim das privatizações das escolas», «o fim dos exames nacionais», «um investimento sério nas escolas degradadas» e «um ensino profissionalizante digno e em igualdade de oportunidades com o ensino geral».
Esta subscrição tem como meta as 50 mil assinaturas. «Apesar das várias lutas desde o início do ano, o Governo tem feito ouvidos moucos às reivindicações dos estudantes, impondo políticas contrárias à escola que defendemos: pública, gratuita, de qualidade e democrática», acentuam os alunos.
«Temos assistido, com particular agravo neste último ano lectivo, à limitação de direitos e ao atropelo à democracia nas escolas secundárias», afirma, em nota de imprensa, a Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário, acusando o Governo de querer «fazer crer que nas escolas se vive um “clima de guerra”, que todos os estudantes são criminosos em potência, para assim justificar perante a opinião pública a aplicação de medidas como o Estatuto do Estudante ou o Diploma de Autonomia e Gestão das Escolas».
Para os alunos, estas medidas «não são mais que uma tentativa de acabar com o que resta da democracia nas escolas, de uma gestão participada, também pelos estudantes, da escola».
«Com a estrada em vigor destas duas leis, fica mais fácil excluir estudantes do sistema de ensino; o poder disciplinar, assim como o logístico e o financeiro fica a cargo de uma só pessoa que deixa de ser eleita; aos estudantes cabe o papel apenas de estar na escola», alertam os estudantes, sublinhando, por outro lado, que «são cada vez mais os casos de associações de estudantes que não lhes é permitido a realização de Reuniões Gerais de Alunos (como previsto na lei), de intromissão nos processos eleitorais, estudantes identificados pela polícia em dias de luta, manifestações impedidas pelos conselhos executivos ou memso pela polícia».
Tudo isto acontece, acrescentam, «com a conivência, ou mesmo o estímulo, por parte do Governo e do Ministério da Educação».
Abaixo-assinado em todo o País
PS não ouve estudantes
Entre os dias 4 e 9 de Maio, os estudantes do ensino básico e secundário vão lançar, a nível nacional, um abaixo-assinado para reivindicar «a revogação do Estatuto do Aluno e o reconhecimento dos estudantes como parte integrante e fundamental do sistema educativo», «uma maior participação dos estudantes nos órgãos de gestão da escola e o fim dos atropelos aos direitos das associações de estudantes», «educação sexual nas escolas», «o fim das privatizações das escolas», «o fim dos exames nacionais», «um investimento sério nas escolas degradadas» e «um ensino profissionalizante digno e em igualdade de oportunidades com o ensino geral».
Esta subscrição tem como meta as 50 mil assinaturas. «Apesar das várias lutas desde o início do ano, o Governo tem feito ouvidos moucos às reivindicações dos estudantes, impondo políticas contrárias à escola que defendemos: pública, gratuita, de qualidade e democrática», acentuam os alunos.