Patrões julgados
«Os responsáveis pelos dramas sociais vividos na Marinha Grande pelos operários da Manuel Pereira Roldão e suas famílias irão prestar contas à Justiça», congratula-se, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira, da CGTP. O julgamento de Carlos Antero e Azevedo Coutinho, patrões da fábrica em 1994, quando se travaram as lutas contra os salários em atraso, inicia-se a 23 de Janeiro do próximo ano, sendo os réus acusados de apropriação indevida e ilegítima de valores pertencentes à empresa, que ascendem a cerca de um milhão de euros, no período entre 1991 e 1994. O sindicato recorda, porém, que os trabalhadores da extinta fábrica ainda não foram ressarcidos dos danos causados pelo encerramento da empresa e pela perda dos seus postos de trabalho. O STIV considera que os «factos cometidos pelos responsáveis desta empresa provocaram consequências irreparáveis em muitas famílias de trabalhadores que ali laboraram e não só contribuíram para uma maior desestabilização do sector como fomentaram no seu exterior motivos de descrédito».