UMA CERTA MANEIRA DE LUTAR
«Intervir nas lutas de todos os dias tendo sempre o socialismo no horizonte»
Comemorando o 90º aniversário da Revolução de Outubro, os militantes comunistas têm vindo a concretizar, por todo o País, dezenas de iniciativas de diverso tipo – com destaque para a sessão realizada na Casa do Alentejo, com o camarada Jerónimo de Sousa.
Ao contrário do que por aí é dito, não se trata de «manifestações saudosistas» de gente que «vive presa ao passado»: comemorar a Revolução de Outubro - referência essencial e permanente na vida, na actividade e na luta do PCP – constitui, para os comunistas portugueses, uma certa maneira de lutar: ir às raízes do seu sonho e dos seus objectivos transformadores e intervir nas lutas de todos os dias, olhando para o futuro, «tendo sempre o socialismo no horizonte».
Assim, ao mesmo tempo que comemoravam esse acontecimento maior da História Universal, os militantes comunistas, de Norte a Sul do País, ocupavam o lugar de vanguarda que lhes compete nas múltiplas pequenas, médias e grandes lutas desenvolvidas pelas populações e pelos trabalhadores de todas as áreas e sectores de actividade - contra a política de direita e pela resolução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País. Assim, ocuparão esse mesmo lugar nas lutas que se perspectivam – designadamente no processo de preparação da greve geral da Administração Pública de 30 de Novembro – lutas que se querem cada vez maiores, mais fortes e mais participadas.
São vastas as razões e os objectivos dessas lutas, sendo certo que todas elas procuram dar a resposta adequada à política do Governo e às suas consequências: pelo direito humano ao trabalho com direitos – e contra a política anti-social do Governo; pelos direitos dos reformados e pensionistas – e contra a política que trata esta importante camada da sociedade de forma humilhante e desumana; pelos direitos dos jovens, das mulheres, dos portadores de deficiência, dos emigrantes, dos imigrantes, dos micro, pequenos e médios empresários – enfim, pelos direitos a que todo o ser humano, pelo simples facto de existir, tem direito, e que lhes são negados todos os dias pela política que o PS e o PSD vêm praticando há mais de três décadas.
Uma luta que é também, e cada vez de forma mais acentuada, pela democracia e pelas liberdades, pela independência e soberania nacional – conquistas marcantes da Revolução de Abril e postas em causa pelos atropelos democráticos e pelas posturas antinacionais dos governos de política de direita.
Esta luta de massas – força motriz essencial no combate à política do Governo – é complementada e interliga-se, no que diz respeito à intervenção dos comunistas, com a igualmente importante luta travada nas instituições.
Nos últimos dias, no decorrer do debate sobre o Orçamento de Estado, a intervenção do Grupo Parlamentar do PCP mais uma vez assumiu características singulares no quadro parlamentar português: ela foi a voz inequívoca da defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Como se previa o debate foi, de um lado, aquela recorrência típica das últimas décadas, com os que fingem ser oposição a atacarem os que estão no Governo, utilizando os mesmos argumentos com que, antes, foram visados – e, do outro lado, também como se previa, foram os deputados comunistas a demonstrar o que era necessário demonstrar, designadamente: que este OE não vai resolver nenhum dos graves problemas do País; que o Governo não deu uma única resposta satisfatória às questões essenciais que lhe foram colocadas; que este OE é mais do mesmo, ou pior do que isso, em matéria de desemprego, de precariedade e de afundamento dos salários reais dos trabalhadores; que o agravamento da injustiça fiscal vai continuar (o Governo assobia para o lado no que toca à mais do que necessária baixa da taxa do IVA e só considerará essa questão lá para 2009, quando abrir a caça ao voto); que este OE vai continuar a flagelar Portugal e os portugueses – ao mesmo tempo que serve os interesses do grande capital e eleva ao grau máximo a subordinação do poder político ao poder económico.
Na véspera, os média dominantes informaram: iríamos assistir a um «duelo entre Sócrates e Santana», cada um tentando «encostar às cordas» o outro; «os pequenos partidos» iriam «tentar evitar o eclipse» provocado pelo fulgor desse «duelo» - objectivo que o CDS/PP e o BE atingiriam: o primeiro porque tinha várias medidas espectaculares para apresentar; o segundo porque, antecipando-se ao debate, até já apresentara as suas medidas espectaculares.
Com isto queriam dizer que a intervenção dos deputados comunistas iria ser silenciada. Como de facto foi.
E lá apareceu o primeiro-ministro – gémeo dos seus antecessores mas para pior - a repetir a velha cassette de que os comunistas estão sempre, sempre, contra.
Como se estar, em palavras e em actos, contra a monstruosidade que é este OE não fosse um dever indeclinável para um partido que é da classe operária e de todos os trabalhadores.
De tudo isto, ressalta a evidência de que, no plano social, a primeira linha da oposição de facto aos desmandos do Governo se situa na luta organizada dos trabalhadores - e de que, plano político, a oposição de facto à política de direita reside na intervenção do PCP.
E é nesta complementaridade que reside a verdadeira oposição à política de direita e a luta por uma alternativa de esquerda. Nesta - e não naquela «oposição» de conveniência que os média dominantes situam no PSD, fingindo desconhecer que a política agora praticada pelo Governo do PS é, no essencial, a mesma que os anteriores governos PSD (e PS) praticaram.
Ao contrário do que por aí é dito, não se trata de «manifestações saudosistas» de gente que «vive presa ao passado»: comemorar a Revolução de Outubro - referência essencial e permanente na vida, na actividade e na luta do PCP – constitui, para os comunistas portugueses, uma certa maneira de lutar: ir às raízes do seu sonho e dos seus objectivos transformadores e intervir nas lutas de todos os dias, olhando para o futuro, «tendo sempre o socialismo no horizonte».
Assim, ao mesmo tempo que comemoravam esse acontecimento maior da História Universal, os militantes comunistas, de Norte a Sul do País, ocupavam o lugar de vanguarda que lhes compete nas múltiplas pequenas, médias e grandes lutas desenvolvidas pelas populações e pelos trabalhadores de todas as áreas e sectores de actividade - contra a política de direita e pela resolução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País. Assim, ocuparão esse mesmo lugar nas lutas que se perspectivam – designadamente no processo de preparação da greve geral da Administração Pública de 30 de Novembro – lutas que se querem cada vez maiores, mais fortes e mais participadas.
São vastas as razões e os objectivos dessas lutas, sendo certo que todas elas procuram dar a resposta adequada à política do Governo e às suas consequências: pelo direito humano ao trabalho com direitos – e contra a política anti-social do Governo; pelos direitos dos reformados e pensionistas – e contra a política que trata esta importante camada da sociedade de forma humilhante e desumana; pelos direitos dos jovens, das mulheres, dos portadores de deficiência, dos emigrantes, dos imigrantes, dos micro, pequenos e médios empresários – enfim, pelos direitos a que todo o ser humano, pelo simples facto de existir, tem direito, e que lhes são negados todos os dias pela política que o PS e o PSD vêm praticando há mais de três décadas.
Uma luta que é também, e cada vez de forma mais acentuada, pela democracia e pelas liberdades, pela independência e soberania nacional – conquistas marcantes da Revolução de Abril e postas em causa pelos atropelos democráticos e pelas posturas antinacionais dos governos de política de direita.
Esta luta de massas – força motriz essencial no combate à política do Governo – é complementada e interliga-se, no que diz respeito à intervenção dos comunistas, com a igualmente importante luta travada nas instituições.
Nos últimos dias, no decorrer do debate sobre o Orçamento de Estado, a intervenção do Grupo Parlamentar do PCP mais uma vez assumiu características singulares no quadro parlamentar português: ela foi a voz inequívoca da defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Como se previa o debate foi, de um lado, aquela recorrência típica das últimas décadas, com os que fingem ser oposição a atacarem os que estão no Governo, utilizando os mesmos argumentos com que, antes, foram visados – e, do outro lado, também como se previa, foram os deputados comunistas a demonstrar o que era necessário demonstrar, designadamente: que este OE não vai resolver nenhum dos graves problemas do País; que o Governo não deu uma única resposta satisfatória às questões essenciais que lhe foram colocadas; que este OE é mais do mesmo, ou pior do que isso, em matéria de desemprego, de precariedade e de afundamento dos salários reais dos trabalhadores; que o agravamento da injustiça fiscal vai continuar (o Governo assobia para o lado no que toca à mais do que necessária baixa da taxa do IVA e só considerará essa questão lá para 2009, quando abrir a caça ao voto); que este OE vai continuar a flagelar Portugal e os portugueses – ao mesmo tempo que serve os interesses do grande capital e eleva ao grau máximo a subordinação do poder político ao poder económico.
Na véspera, os média dominantes informaram: iríamos assistir a um «duelo entre Sócrates e Santana», cada um tentando «encostar às cordas» o outro; «os pequenos partidos» iriam «tentar evitar o eclipse» provocado pelo fulgor desse «duelo» - objectivo que o CDS/PP e o BE atingiriam: o primeiro porque tinha várias medidas espectaculares para apresentar; o segundo porque, antecipando-se ao debate, até já apresentara as suas medidas espectaculares.
Com isto queriam dizer que a intervenção dos deputados comunistas iria ser silenciada. Como de facto foi.
E lá apareceu o primeiro-ministro – gémeo dos seus antecessores mas para pior - a repetir a velha cassette de que os comunistas estão sempre, sempre, contra.
Como se estar, em palavras e em actos, contra a monstruosidade que é este OE não fosse um dever indeclinável para um partido que é da classe operária e de todos os trabalhadores.
De tudo isto, ressalta a evidência de que, no plano social, a primeira linha da oposição de facto aos desmandos do Governo se situa na luta organizada dos trabalhadores - e de que, plano político, a oposição de facto à política de direita reside na intervenção do PCP.
E é nesta complementaridade que reside a verdadeira oposição à política de direita e a luta por uma alternativa de esquerda. Nesta - e não naquela «oposição» de conveniência que os média dominantes situam no PSD, fingindo desconhecer que a política agora praticada pelo Governo do PS é, no essencial, a mesma que os anteriores governos PSD (e PS) praticaram.