A LUTA É O CAMINHO
«Desta luta de classes os trabalhadores serão os vencedores»
O grande acontecimento da semana que passou foi, indubitavelmente, a grandiosa manifestação convocada pela CGTP-IN para o Parque das Nações.
Por várias razões: porque foi uma das maiores manifestações de sempre, contra a política de direita, realizadas no nosso País; porque foi uma afirmação inequívoca da unidade e da força organizada dos trabalhadores e da confiança nos seus sindicatos de classe; porque foi uma iniludível resposta aos serventuários do capitalismo que, ali ao lado, davam mais um passo em frente na construção de uma Europa do grande capital; porque foi, igualmente, uma resposta poderosa aos golpes e manobras de estruturas que, dizendo-se representativas dos trabalhadores, funcionam e agem, de facto, como correias de transmissão do grande capital, cujos interesses têm como tarefa principal defender; porque nela participaram novos e importantes segmentos das massas trabalhadoras, particularmente jovens - indiciando fortes potencialidades de intensificação e alargamento da luta; porque confirmou a elevada consciência política, social e sindical dos trabalhadores portugueses que, manifestando-se em massa, derrotaram a vaga de pressões, chantagens, ameaças, represálias com que o Governo, violando a Constituição, tem vindo a flagelar todos os que, exercendo um direito constitucional, contestam e rejeitam de forma activa a política de direita.
N um tempo em que os cidadãos são empurrados, pelo poder dominante, para a apatia, para o conformismo e para a passividade - e remetidos para o acto de votar como exclusiva forma de participação democrática; em que o Governo desfere um furioso ataque aos sindicatos, tentando abrir fracturas entre estes e os trabalhadores que representam; em que a democracia de Abril é todos os dias empobrecida no seu conteúdo democrático; em que os partidos da política de direita desferem mais uma machadada brutal na independência e na soberania nacional – o «porreiro, pá!», trocado entre dois representantes desses partidos, ecoa como uma machadada no 25 de Abril (e vale a pena lembrar que por menos do que isso foi Miguel de Vasconcelos defenestrado em 1640); num tempo em que os direitos de quem trabalha e vive do seu trabalho são desprezados e espezinhados – a manifestação de 18 de Outubro, constituiu uma importante vitória dos trabalhadores, do seu Movimento Sindical Unitário e das forças que persistem na luta contra a política do Governo e por uma alternativa de esquerda.
A os trabalhadores que estiveram no Parque das Nações, juntar-se-ão no futuro muitos e muitos outros. Porque os que ali foram regressaram convictos de que valeu a pena; de que é possível vencer o medo; de que têm um importante papel a desempenhar na conquista de uma solução democrática, justa e patriótica para a dramática situação a que os sucessivos governos do PS e do PSD conduziram Portugal; de que juntos e organizados constituem uma força invencível.
Com efeito, da manifestação emerge, como dado da maior relevância, a assumida disponibilidade de luta dos trabalhadores portugueses. E também a consciência de que as circunstâncias e os objectivos da luta exigem uma inteligente diversificação das formas de luta: as grandes acções de massas decorrem, sempre, de muitas e muitas pequenas e médias lutas, as quais, nos locais de trabalho, nos locais de residência, em todo o lado onde os direitos dos cidadãos são postos em causa, constituem imprescindíveis jornadas de luta do dia-a-dia – e que assumem, assim, uma importância dupla: dar resposta imediata aos problemas locais e contribuir decisivamente para que cada grande jornada de luta seja cada vez maior e mais expressiva.
A luta é o caminho: sabem-no os trabalhadores e, por isso, procuram intensificá-la e ampliá-la; sabem-no os representantes do grande capital e, por isso, procuram impedi-la, através de todos os muitos meios ao seu alcance.
Desta luta de classes, os trabalhadores serão os vencedores.
O silenciamento a que a generalidade dos média nacionais (com raras excepções) remeteu a manifestação, é bem elucidativo da importância que ela teve – e não há-de ter sido por acaso que nos restantes países da Europa apenas um jornal – um! - fez referência à manifestação do Parque das Nações.
De registar, também, o facto de a generalidade dos analistas de serviço (com raras excepções) ter assobiado para o lado, fingindo ignorar a manifestação e procedendo a desbragados e ridículos panegíricos à chamada «presidência portuguesa» e ao «tratado» que constitui mais um ataque à soberania e à independência nacional.
Percebe-se essa opção por parte dos media propriedade do grande capital: com efeito, as centenas de milhares de manifestantes, colocando de forma clara - com grande consciência política e de classe - a exigência de uma mudança de rumo, trataram o Governo, a sua política, o «tratado» e os serventuários do capital, como merecem ser tratados. E essa é uma realidade que não cabe nos critérios informativos da comunicação social dominante.
O PCP saúda os trabalhadores em luta – os que estiveram no Parque das Nações e os que, por condicionalismos vários, lá não estiveram fisicamente. E saúda os militantes comunistas, que de Norte a Sul do País ocuparam as primeiras filas em todo o processo preparatório desta manifestação, contribuindo, assim, para o seu êxito - confirmando o papel insubstituível do PCP e a necessidade imperiosa do seu reforço orgânico, interventivo, social, eleitoral e político.
Por várias razões: porque foi uma das maiores manifestações de sempre, contra a política de direita, realizadas no nosso País; porque foi uma afirmação inequívoca da unidade e da força organizada dos trabalhadores e da confiança nos seus sindicatos de classe; porque foi uma iniludível resposta aos serventuários do capitalismo que, ali ao lado, davam mais um passo em frente na construção de uma Europa do grande capital; porque foi, igualmente, uma resposta poderosa aos golpes e manobras de estruturas que, dizendo-se representativas dos trabalhadores, funcionam e agem, de facto, como correias de transmissão do grande capital, cujos interesses têm como tarefa principal defender; porque nela participaram novos e importantes segmentos das massas trabalhadoras, particularmente jovens - indiciando fortes potencialidades de intensificação e alargamento da luta; porque confirmou a elevada consciência política, social e sindical dos trabalhadores portugueses que, manifestando-se em massa, derrotaram a vaga de pressões, chantagens, ameaças, represálias com que o Governo, violando a Constituição, tem vindo a flagelar todos os que, exercendo um direito constitucional, contestam e rejeitam de forma activa a política de direita.
N um tempo em que os cidadãos são empurrados, pelo poder dominante, para a apatia, para o conformismo e para a passividade - e remetidos para o acto de votar como exclusiva forma de participação democrática; em que o Governo desfere um furioso ataque aos sindicatos, tentando abrir fracturas entre estes e os trabalhadores que representam; em que a democracia de Abril é todos os dias empobrecida no seu conteúdo democrático; em que os partidos da política de direita desferem mais uma machadada brutal na independência e na soberania nacional – o «porreiro, pá!», trocado entre dois representantes desses partidos, ecoa como uma machadada no 25 de Abril (e vale a pena lembrar que por menos do que isso foi Miguel de Vasconcelos defenestrado em 1640); num tempo em que os direitos de quem trabalha e vive do seu trabalho são desprezados e espezinhados – a manifestação de 18 de Outubro, constituiu uma importante vitória dos trabalhadores, do seu Movimento Sindical Unitário e das forças que persistem na luta contra a política do Governo e por uma alternativa de esquerda.
A os trabalhadores que estiveram no Parque das Nações, juntar-se-ão no futuro muitos e muitos outros. Porque os que ali foram regressaram convictos de que valeu a pena; de que é possível vencer o medo; de que têm um importante papel a desempenhar na conquista de uma solução democrática, justa e patriótica para a dramática situação a que os sucessivos governos do PS e do PSD conduziram Portugal; de que juntos e organizados constituem uma força invencível.
Com efeito, da manifestação emerge, como dado da maior relevância, a assumida disponibilidade de luta dos trabalhadores portugueses. E também a consciência de que as circunstâncias e os objectivos da luta exigem uma inteligente diversificação das formas de luta: as grandes acções de massas decorrem, sempre, de muitas e muitas pequenas e médias lutas, as quais, nos locais de trabalho, nos locais de residência, em todo o lado onde os direitos dos cidadãos são postos em causa, constituem imprescindíveis jornadas de luta do dia-a-dia – e que assumem, assim, uma importância dupla: dar resposta imediata aos problemas locais e contribuir decisivamente para que cada grande jornada de luta seja cada vez maior e mais expressiva.
A luta é o caminho: sabem-no os trabalhadores e, por isso, procuram intensificá-la e ampliá-la; sabem-no os representantes do grande capital e, por isso, procuram impedi-la, através de todos os muitos meios ao seu alcance.
Desta luta de classes, os trabalhadores serão os vencedores.
O silenciamento a que a generalidade dos média nacionais (com raras excepções) remeteu a manifestação, é bem elucidativo da importância que ela teve – e não há-de ter sido por acaso que nos restantes países da Europa apenas um jornal – um! - fez referência à manifestação do Parque das Nações.
De registar, também, o facto de a generalidade dos analistas de serviço (com raras excepções) ter assobiado para o lado, fingindo ignorar a manifestação e procedendo a desbragados e ridículos panegíricos à chamada «presidência portuguesa» e ao «tratado» que constitui mais um ataque à soberania e à independência nacional.
Percebe-se essa opção por parte dos media propriedade do grande capital: com efeito, as centenas de milhares de manifestantes, colocando de forma clara - com grande consciência política e de classe - a exigência de uma mudança de rumo, trataram o Governo, a sua política, o «tratado» e os serventuários do capital, como merecem ser tratados. E essa é uma realidade que não cabe nos critérios informativos da comunicação social dominante.
O PCP saúda os trabalhadores em luta – os que estiveram no Parque das Nações e os que, por condicionalismos vários, lá não estiveram fisicamente. E saúda os militantes comunistas, que de Norte a Sul do País ocuparam as primeiras filas em todo o processo preparatório desta manifestação, contribuindo, assim, para o seu êxito - confirmando o papel insubstituível do PCP e a necessidade imperiosa do seu reforço orgânico, interventivo, social, eleitoral e político.