O PCP vai à luta. E não vai sozinho
Têm razão aqueles poucos que nos declaram guerra e que assestam as baterias mediáticas contra a Festa do Avante! – tentando, à força de mentiras e reles invenções que pedem meças aos mais obscuros escribas do fascismo, condicionar a opinião das massas sobre a grandiosidade e fraternidade, a qualidade e o empenho, a solidariedade e a participação que envolve a maior iniciativa político-cultural do País.
Têm razão porque, como diria o Miguel Esteves Cardoso, a Festa faz medo. A quem? Aos que usam o seu poder contra o povo e o País. Aos que estão do outro lado da barreira e vivem, com os seus lacaios, da exploração dos trabalhadores e da miséria das populações. Quem estiver pela democracia, pela liberdade, pelos direitos conquistados em décadas de luta e defendidos nas décadas que se seguiram do 25 de Abril, saúda e participa e lamenta não poder lá ir. Quem é pelo bem-estar social, pela cultura, pelo desenvolvimento e pela soberania nacional, pela solidariedade com os povos do mundo, está connosco, independentemente da sua opção ideológica e da camisola que episodicamente vista.
A ferocidade dos ataques ao PCP e à sua Festa do Avante! radica no temor de que mais e mais milhares de pessoas, que connosco convivem, se juntem às lutas pela justiça, pelos direitos e liberdades democráticas.
Imaginemos mesmo que a Festa do Avante! fosse apenas um largo e abrangente convívio de comunistas, de trabalhadores e de democratas. Continuaria, na mente perversa dos políticos de direita, dos seus patrões e dos escribas da comunicação serviçal, a ser um perigo maior na sua estratégia obscurantista e exploradora. Lembramo-nos, aliás, de como a palavra convívio e, por maior força de razão, a sua prática, ter sido, nos tempos do fascismo, um conceito subversivo, acusado de levar os seus praticantes ao pecado da rebeldia e à aspiração da liberdade.
Entretanto, e ainda por cima, a Festa é lugar e tempo de mensagem política, de análise e de debate, de projectos e de propostas, de gente unida preparando a luta contra a política de direita.
Luta que não se faz esperar. Porque as agressões e as injustiças por parte do capital e do Governo contra os trabalhadores e as populações também não faz pausa. Nem quando as imagens nos mostram Sócrates no seu jogging na Casa Branca pretendem esconder a gravidade dos seus acordos com o imperialismo.
Ancorado nas suas alianças internacionais, na União Europeia e nos Estados Unidos e, internamente, nos serviços que presta ao capital monopolista que ajuda a consolidar-se, o Governo do PS prossegue na ofensiva. Por seu lado, o PCP, como força mais consequente nas batalhas contra a política de direita, vai à luta. E não vai sozinho. Com ele estão as massas de trabalhadores ameaçados com a «flexigurança» e com a revisão do Código do Trabalho. As populações que protestam contra a destruição do Serviço Nacional de Saúde. Os agricultores que erguem as suas vozes contra esta PAC cozinhada pelos grandes da União Europeia. Os jovens trabalhadores que corajosamente lutam contra a precariedade. Os jovens estudantes que se batem por um Ensino limpo de exploradores privados, contra a elitização, contra o processo de Bolonha. As mulheres que exigem igualdade. Todos exigem justiça.
Uma semana não tinha passado sobre o lançamento, na Festa, da campanha nacional do PCP contra a «flexigurança», a precariedade e o desemprego, e já ela estava na rua, denunciando que, mais de trinta anos de política de direita sujeitaram Portugal ao atraso, à exploração e às injustiças sociais e que todos estes problemas são agravados com o Governo do PS/Sócrates. Basta de injustiças!, exigem os comunistas. E com eles todos os que sentem quotidianamente os malefícios da política de direita.
Dias depois da Festa, os agricultores, aos milhares, manifestam-se no Porto exigindo aos ministros da agricultura da União Europeia, reunidos na cidade, uma outra Política Agrícola Comum. No passado sábado, Jerónimo de Sousa reúne-se com as comissões de utentes de saúde, no Seixal, um exemplo entre os numerosos que, pelo País, resistem com o seu protesto à destruição do SNS empreendida pelo Governo do PS que pretende entregar aos privados a gestão e o lucro dos cuidados de saúde no País. Ao mesmo tempo, os militantes comunistas empenham-se junto dos trabalhadores, na mobilização para a manifestação convocada pela CGTP-IN, marcada para 18 de Outubro.
O espaço não chegaria para enumerar sequer todas as iniciativas que exigem dos comunistas um permanente e acrescido esforço para resistir à ofensiva do Governo. E também para demonstrar ao povo português que existe uma alternativa à actual política de direita, uma alternativa necessária, que passa pela ruptura com a política de agravamento dos problemas económicos e sociais e de declínio nacional. Nesse projecto de futuro se insere a preparação da Conferência Nacional do PCP sobre questões económicas e sociais, que definirá Outro Rumo e a exigência de uma Nova Política ao Serviço do Povo e do País. Em resultado de numerosas e participadas iniciativas, o anteprojecto do texto-base da Conferência será analisado e debatido pelo Comité Central, no próximo domingo, e publicado depois em separata na edição seguinte do Avante!.
Neste imenso esforço militante – a que a Festa dá ânimo e vigor – é necessário persistir no trabalho de reforço do PCP. Certos de que só um Partido mais forte e decidido, mais ligado aos trabalhadores e ao povo, pode garantir o êxito das lutas que aí vêm.
Têm razão porque, como diria o Miguel Esteves Cardoso, a Festa faz medo. A quem? Aos que usam o seu poder contra o povo e o País. Aos que estão do outro lado da barreira e vivem, com os seus lacaios, da exploração dos trabalhadores e da miséria das populações. Quem estiver pela democracia, pela liberdade, pelos direitos conquistados em décadas de luta e defendidos nas décadas que se seguiram do 25 de Abril, saúda e participa e lamenta não poder lá ir. Quem é pelo bem-estar social, pela cultura, pelo desenvolvimento e pela soberania nacional, pela solidariedade com os povos do mundo, está connosco, independentemente da sua opção ideológica e da camisola que episodicamente vista.
A ferocidade dos ataques ao PCP e à sua Festa do Avante! radica no temor de que mais e mais milhares de pessoas, que connosco convivem, se juntem às lutas pela justiça, pelos direitos e liberdades democráticas.
Imaginemos mesmo que a Festa do Avante! fosse apenas um largo e abrangente convívio de comunistas, de trabalhadores e de democratas. Continuaria, na mente perversa dos políticos de direita, dos seus patrões e dos escribas da comunicação serviçal, a ser um perigo maior na sua estratégia obscurantista e exploradora. Lembramo-nos, aliás, de como a palavra convívio e, por maior força de razão, a sua prática, ter sido, nos tempos do fascismo, um conceito subversivo, acusado de levar os seus praticantes ao pecado da rebeldia e à aspiração da liberdade.
Entretanto, e ainda por cima, a Festa é lugar e tempo de mensagem política, de análise e de debate, de projectos e de propostas, de gente unida preparando a luta contra a política de direita.
Luta que não se faz esperar. Porque as agressões e as injustiças por parte do capital e do Governo contra os trabalhadores e as populações também não faz pausa. Nem quando as imagens nos mostram Sócrates no seu jogging na Casa Branca pretendem esconder a gravidade dos seus acordos com o imperialismo.
Ancorado nas suas alianças internacionais, na União Europeia e nos Estados Unidos e, internamente, nos serviços que presta ao capital monopolista que ajuda a consolidar-se, o Governo do PS prossegue na ofensiva. Por seu lado, o PCP, como força mais consequente nas batalhas contra a política de direita, vai à luta. E não vai sozinho. Com ele estão as massas de trabalhadores ameaçados com a «flexigurança» e com a revisão do Código do Trabalho. As populações que protestam contra a destruição do Serviço Nacional de Saúde. Os agricultores que erguem as suas vozes contra esta PAC cozinhada pelos grandes da União Europeia. Os jovens trabalhadores que corajosamente lutam contra a precariedade. Os jovens estudantes que se batem por um Ensino limpo de exploradores privados, contra a elitização, contra o processo de Bolonha. As mulheres que exigem igualdade. Todos exigem justiça.
Uma semana não tinha passado sobre o lançamento, na Festa, da campanha nacional do PCP contra a «flexigurança», a precariedade e o desemprego, e já ela estava na rua, denunciando que, mais de trinta anos de política de direita sujeitaram Portugal ao atraso, à exploração e às injustiças sociais e que todos estes problemas são agravados com o Governo do PS/Sócrates. Basta de injustiças!, exigem os comunistas. E com eles todos os que sentem quotidianamente os malefícios da política de direita.
Dias depois da Festa, os agricultores, aos milhares, manifestam-se no Porto exigindo aos ministros da agricultura da União Europeia, reunidos na cidade, uma outra Política Agrícola Comum. No passado sábado, Jerónimo de Sousa reúne-se com as comissões de utentes de saúde, no Seixal, um exemplo entre os numerosos que, pelo País, resistem com o seu protesto à destruição do SNS empreendida pelo Governo do PS que pretende entregar aos privados a gestão e o lucro dos cuidados de saúde no País. Ao mesmo tempo, os militantes comunistas empenham-se junto dos trabalhadores, na mobilização para a manifestação convocada pela CGTP-IN, marcada para 18 de Outubro.
O espaço não chegaria para enumerar sequer todas as iniciativas que exigem dos comunistas um permanente e acrescido esforço para resistir à ofensiva do Governo. E também para demonstrar ao povo português que existe uma alternativa à actual política de direita, uma alternativa necessária, que passa pela ruptura com a política de agravamento dos problemas económicos e sociais e de declínio nacional. Nesse projecto de futuro se insere a preparação da Conferência Nacional do PCP sobre questões económicas e sociais, que definirá Outro Rumo e a exigência de uma Nova Política ao Serviço do Povo e do País. Em resultado de numerosas e participadas iniciativas, o anteprojecto do texto-base da Conferência será analisado e debatido pelo Comité Central, no próximo domingo, e publicado depois em separata na edição seguinte do Avante!.
Neste imenso esforço militante – a que a Festa dá ânimo e vigor – é necessário persistir no trabalho de reforço do PCP. Certos de que só um Partido mais forte e decidido, mais ligado aos trabalhadores e ao povo, pode garantir o êxito das lutas que aí vêm.