CGTP-IN reivindica

Mais 5,8% no salário mínimo

A CGTP-IN reivindicou em conferência de Imprensa um aumento de 5,8% para o salário mínimo nacional em 2008, indicando que os aumentos para a generalidade dos trabalhadores devem ser próximos dos que se venham a obter neste salário mínimo.

CGTP reclama 403 euros de salário mínimo a partir de Janeiro próximo

Após decisão em Conselho Nacional, a CGTP-IN apresentou em conferência de Imprensa, pela voz do seu secretário-geral, Carvalho da Silva, as suas linhas de política reivindicativa para o próximo ano de 2008, onde se destaca a reclamação de se fixar o Salário Mínimo Nacional nos 403 euros em Janeiro próximo, o que corresponde a 5,8% de aumento. Prevê-se, também, que o valor do salário mínimo seja de 450 euros em 2009 e de 500 euros em 2011, conforme o compromisso assumido pelo Governo de José Sócrates, no ano passado.
Carvalho da Silva justificou a reivindicação com a necessidade de se aumentar substancialmente os salários mais baixos do País e fazer cumprir o acordo relativo ao salário mínimo.
Embora sem especificar o referencial exacto de aumentos para os restantes salários – que a central sindical deixa ao critério dos seus sindicatos que, ao nível da contratação colectiva, conhecem melhor as condições de cada sector -, o secretário-geral da CGTP-IN frisou que «não deixa de haver referencial» para os aumentos salariais, visto que «grande parte dos portugueses ganham salários muito baixos, por isso devem ter um aumento muito próximo do aumento que o salário mínimo venha a ter».
O Conselho Nacional da CGTP-IN definiu que a melhoria dos salários em 2008 deve basear-se numa repartição mais equilibrada do rendimento entre o trabalho e o capital, devendo assegurar o crescimento real dos salários tendo em conta o agravamento do custo de vida, a produtividade e a aproximação à União Europeia dos Quinze.
«Não será possível ter um País desenvolvido não se assegurarem as condições de vida dos trabalhadores, e para isso os salários são fundamentais», sublinhou Carvalho da Silva.
As reivindicações da CGTP-IN para 2008 prevêem também a revisão das normas gravosas do Código do Trabalho, o combate ao desemprego e à precariedade, a aplicação do direito à formação, o respeito pelos direitos dos trabalhadores, a melhoria da Segurança Social, da Saúde, da Educação e da justiça fiscal.
Carvalho da Silva disse aos jornalistas que o caderno reivindicativo apresentado é reduzido porque a central sindical pretende aprovar uma «Carta Reivindicativa» mais alargada e global no seu XI Congresso, que se realizará a 15 e 16 de Fevereiro de 2008.


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