«Os festivais têm um papel fundamental na luta pela paz»
Iniciam-se hoje as comemorações dos 60 anos do movimento do Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, numa iniciativa promovida na Venezuela pela Federação Mundial da Juventude Democrática. Antes de partir para Caracas integrando a representação portuguesa, Carina Castro, dirigente da JCP, falou ao Avante!.
O último festival foi um grande reforço do movimento dos festivais
- Porquê comemorar o 60.º aniversário do movimento do Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes?
- Em primeiro lugar, esta iniciativa é uma forma de reforçar os festivais. Hoje – quando as contradições do capitalismo se acentuam, quando as condições de vida pioram e quando a agressão imperialista se agrava –, estas actividades têm uma importância muito grande como resposta das organizações de resistência, de luta e de transformação.
Está confirmada a presença de cerca de 150 representantes internacionais, fora os participantes venezuelanos. É de destacar importantes presenças africanas e o facto de o programa estar pronto há bastante tempo. Estes são passos que mostram o reforço da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD).
O facto de se realizar na Venezuela naturalmente tem uma importância política, na medida em que se trata de uma expressão de solidariedade com o processo revolucionário daquele país, mas também uma afirmação de que é possível outra sociedade e que só com a luta podemos alterar este quadro de injustiças.
- Porque se realiza na Venezuela?
- Primeiro, porque foi expressão da vontade da Juventude Comunista da Venezuela e do Instituto Nacional de Juventude da Venezuela. Depois, porque foi o último país a acolher o festival, em 2005. A situação política no país reveste as actividades do espírito da declaração do festival, por isso faz todo o sentido que celebremos lá este aniversário.
- Que impacto tem o movimento dos festivais e o carácter pacifista, numa época marcada por diversas agressões militares e pela corrida armamentista?
- Os festivais são a maior iniciativa de massas de juventude, em termos de eventos político-culturais, no mundo. O encontro das organizações permite aprofundar o conhecimento e a troca de expressão de solidariedade contra a guerra e contra o imperialismo. O movimento dos festivais tem, de facto, um papel fundamental na luta pela paz. Muitas vezes, a própria localização do festival é inseparável da expressão da solidariedade com aqueles países. Basta ver o 16.º Festival, realizado na Venezuela, um acto solidário com a revolução bolivariana. Todo o processo preparatório que antecipa o festival nos vários países permite também a solidariedade e a luta pela paz no mundo.
- Dois anos depois da realização do último festival, qual a importância desta comemoração?
- O último festival foi, de facto, um grande reforço do movimento dos festivais, pela expressão de massas, pela organização e pela declaração política final. Esta iniciativa de comemoração dos 60 anos materializa a continuação e o reforço do movimento dos festivais. Será feito um balanço da aplicação prática da declaração política, mas também da declaração política da Assembleia Geral da FMJD. De olhos postos no futuro, vamos também tratar da próxima edição do festival.
- Como está a decorrer a preparação da próxima edição do festival?
- A data prevista é 2009. Houve uma reunião consultiva na Assembleia Geral da FMJD e vai haver uma reunião preparatória internacional na Venezuela. Por agora, não é possível adiantar muito. O facto de termos esta reunião preparatória tão pouco tempo depois da reunião consultiva é um passo enorme e mostra que estamos adiantados na discussão. O que sair daqui vai ser um grande avanço.
Aplicar a declaração do último festival
- Como está a ser aplicada em cada país a declaração política da edição de 2005 do festival?
- A FMJD está a ter um papel fundamental nisso. O festival não é uma iniciativa da federação, mas a federação está mandatada pelo Comité Internacional do Festival para pôr em prática as orientações e iniciar o processo de discussão da próxima edição. As iniciativas da federação são também uma materialização desta declaração. Do ponto de vista político, as discussões sobre educação, emprego e militarização que teremos neste encontro comemorativo permitirão avaliar como é que a declaração do festival está a ser posta em prática e como decorre a luta dos jovens em cada país.
- E a aplicação em Portugal?
- Há uma ideia fundamental na declaração política: o reforço e a aplicação destas orientações far-se-á pelo reforço da luta da juventude nos seus países. Nisto, a JCP, sendo a organização revolucionária da juventude portuguesa, tem um papel insubstituível. Isto reflecte-se também em iniciativas de solidariedade internacional, como a campanha contra a ilegalização da União da Juventude Comunista da República Checa (KSM) ou a campanha de solidariedade com o Líbano e com a Palestina. Mas é fundamental a ideia de que o reforço da luta dos jovens é a materialização destas orientações.
- Em primeiro lugar, esta iniciativa é uma forma de reforçar os festivais. Hoje – quando as contradições do capitalismo se acentuam, quando as condições de vida pioram e quando a agressão imperialista se agrava –, estas actividades têm uma importância muito grande como resposta das organizações de resistência, de luta e de transformação.
Está confirmada a presença de cerca de 150 representantes internacionais, fora os participantes venezuelanos. É de destacar importantes presenças africanas e o facto de o programa estar pronto há bastante tempo. Estes são passos que mostram o reforço da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD).
O facto de se realizar na Venezuela naturalmente tem uma importância política, na medida em que se trata de uma expressão de solidariedade com o processo revolucionário daquele país, mas também uma afirmação de que é possível outra sociedade e que só com a luta podemos alterar este quadro de injustiças.
- Porque se realiza na Venezuela?
- Primeiro, porque foi expressão da vontade da Juventude Comunista da Venezuela e do Instituto Nacional de Juventude da Venezuela. Depois, porque foi o último país a acolher o festival, em 2005. A situação política no país reveste as actividades do espírito da declaração do festival, por isso faz todo o sentido que celebremos lá este aniversário.
- Que impacto tem o movimento dos festivais e o carácter pacifista, numa época marcada por diversas agressões militares e pela corrida armamentista?
- Os festivais são a maior iniciativa de massas de juventude, em termos de eventos político-culturais, no mundo. O encontro das organizações permite aprofundar o conhecimento e a troca de expressão de solidariedade contra a guerra e contra o imperialismo. O movimento dos festivais tem, de facto, um papel fundamental na luta pela paz. Muitas vezes, a própria localização do festival é inseparável da expressão da solidariedade com aqueles países. Basta ver o 16.º Festival, realizado na Venezuela, um acto solidário com a revolução bolivariana. Todo o processo preparatório que antecipa o festival nos vários países permite também a solidariedade e a luta pela paz no mundo.
- Dois anos depois da realização do último festival, qual a importância desta comemoração?
- O último festival foi, de facto, um grande reforço do movimento dos festivais, pela expressão de massas, pela organização e pela declaração política final. Esta iniciativa de comemoração dos 60 anos materializa a continuação e o reforço do movimento dos festivais. Será feito um balanço da aplicação prática da declaração política, mas também da declaração política da Assembleia Geral da FMJD. De olhos postos no futuro, vamos também tratar da próxima edição do festival.
- Como está a decorrer a preparação da próxima edição do festival?
- A data prevista é 2009. Houve uma reunião consultiva na Assembleia Geral da FMJD e vai haver uma reunião preparatória internacional na Venezuela. Por agora, não é possível adiantar muito. O facto de termos esta reunião preparatória tão pouco tempo depois da reunião consultiva é um passo enorme e mostra que estamos adiantados na discussão. O que sair daqui vai ser um grande avanço.
Aplicar a declaração do último festival
- Como está a ser aplicada em cada país a declaração política da edição de 2005 do festival?
- A FMJD está a ter um papel fundamental nisso. O festival não é uma iniciativa da federação, mas a federação está mandatada pelo Comité Internacional do Festival para pôr em prática as orientações e iniciar o processo de discussão da próxima edição. As iniciativas da federação são também uma materialização desta declaração. Do ponto de vista político, as discussões sobre educação, emprego e militarização que teremos neste encontro comemorativo permitirão avaliar como é que a declaração do festival está a ser posta em prática e como decorre a luta dos jovens em cada país.
- E a aplicação em Portugal?
- Há uma ideia fundamental na declaração política: o reforço e a aplicação destas orientações far-se-á pelo reforço da luta da juventude nos seus países. Nisto, a JCP, sendo a organização revolucionária da juventude portuguesa, tem um papel insubstituível. Isto reflecte-se também em iniciativas de solidariedade internacional, como a campanha contra a ilegalização da União da Juventude Comunista da República Checa (KSM) ou a campanha de solidariedade com o Líbano e com a Palestina. Mas é fundamental a ideia de que o reforço da luta dos jovens é a materialização destas orientações.