Descobrir os rios e os lagos
Nasceu em Mora uma das maiores obras municipais feitas algum vez em Portugal. Quem não ouviu falar do Fluviário?
Ali poderá ver com os seus próprios olhos uma excelente exposição de habitats de água doce, cujas principais atracções são a flora e fauna do Alentejo.
A visita ao Fluviário corresponde a uma viagem desde os picos da montanha até às orlas do reino oceânico, com paragem em vários pontos de interesse. Ao longo do percurso, à medida que vamos imergindo no seu meio de água doce, somos presenteados com a intensa actividade de vários animais e é-nos dado a conhecer a importância histórica e cultural dos cursos de água e a crescente influência do homem nos mesmos.
Mais de cem mil pessoas já visitaram o Fluviário de Mora
Ao entrarmos na galeria de exposições principal - que logo pela manhã se mostrava «inundada» de gente - a visita iniciou-se na nascente do rio, a fazer lembrar as nascente de montanha, que descem em cascata para a primeira exposição viva, a ribeira.
Esta apresenta-nos aos pequenos peixes nativos e a outras espécies aquáticas que habitam nos frescos e transparentes regatos de montanha.
À medida que avançamos deparamo-nos com os pegos. Por entre as folhas flutuantes dos nenúfares e outras plantas aquáticas, vislumbramos peixes e invertebrados típicos das águas mais repousadas. Junto a esta exposição encontramos ainda vários pequenos micro-habitats, os quais revelam um vasto número de insectos, répteis e anfíbios coloridos que frequentam a borda ribeirinha.
Em seguida encontramos as margens lamacentas e rochosas de um grande afluente onde se observam tartarugas mediterrânicas.
Deixando estes bichos para trás, começamos a observar o riacho. Aqui, podemos ver espécies típicas da pesca desportiva, como a truta e o salmão.
Um mundo debaixo de água
Ao virar da esquina, de um lado temos a barragem, do outro, uma cascata. Dentro da barragem, observamos vários peixes de maior porte, tais como os barbos e os lúcios. No lado contrário, podemos ver a tenca e a verdemã, sacudidas entre as rochas pelas águas turbulentas e oxigenadas.
Mais à frente encontramos as espécies migradoras, tais como a enguia, a lampreia, o sável, entre outras. Descobrimos depois as espécies exóticas, um dos mais profundos impactos do homem nos cursos de água. Achamos aqui a perca, a carpa e o achigã, acompanhados por outros vestígios recentes da influência humana.
A partir daqui começámos a sentir a influência da proximidade do mar. Surge perante nós a fascinante zona de transição do estuário, com activos peixes de águas salobras, como o fundulo e o muge, a viver numa exposição de fundo vasoso.
Emergimos na costa, numa atraente praia de areia, com raias a nadar, numa exposição de águas rasas e fundo arenoso.
No habitat das lontras, um dos mais requisitados, podemos observar estes elegantes animais e apreciarmos as suas brincadeiras, quer à superfície quer debaixo de água.
Muitos animais exóticos
No Fluviário, que ambiciona ser um destino turístico de referência a nível nacional e internacional, o visitante pode ainda ver uma interessante variedade de espécies exóticas, da Bacia Amazónica, como o pirapitinga, o peixe-gato de cauda vermelha, a tartaruga mata-mata, o aruanã-prateado e várias outras espécies.
Existe ainda a piranha vermelha, o peixe faca, as altamente mortíferas rãs-seta-venenosa e uma anaconda.
Encontramos ainda os ciclídeos, um grupo de peixes provenientes dos grandes lagos africanos, que se diversificaram rapidamente ao longo da sua evolução. As exposições complementares dão destaque aos outros habitantes da região, como o peixe-casulo, o bagre respirador de ar e o peixe elefante.
Um projecto inovador
A cerca de uma hora do bulício de Lisboa e a meia hora de Évora fica o concelho de Mora, acenando fraternalmente ao Ribatejo vizinho. Porta aberta do Alentejo, estende uma área de 445 quilómetros quadrados pelas suas quatro freguesias – Brotas, Cabeção, Mora e Pavia (que integra a pequena localidade da Malarranha) -, todas elas orgulhosas de ilustres pergaminhos, confirmados por forais régios.
Em Mora vivem e trabalham cerca de seis mil pessoas, cuja a hospitalidade tem atraído novos moradores em busca da regeneradora calma alentejana, seduzidos também pela incomparável beleza preservada do património natural, por um importante conjunto de monumentos, alguns classificados, e por uma cozinha tradicional sabiamente preparada e feita de mil aromas.
Apresentando a maior densidade florestal a Sul do Tejo, o concelho de Mora tem na Ribeira da Raia uma inegável fonte de vida e de lazer. A sua Pista Internacional de Pesca, considerada uma das melhores da Europa, tem acolhido, com reconhecido êxito, provas internacionais ao mais alto nível.
Projecto de êxito
O Fluviário veio trazer razões acrescidas para que cada vez mais pessoas venham conhecer Mora. Com pouco mais de quatro meses de existência, esta infra-estrutura já foi visitada por mais de cem mil pessoas, um número que Manuel Ribeiro Pinto, director do Fluviário, classificou de «êxito» monumental.
«Mais de cem mil pessoas é um marco importante para Mora, um concelho relativamente pequeno, que sofre todos os problemas da interioridade», afirmou, ao Avante!, acentuando que este sucesso se «deve, para além da forma, ao projecto, que apresenta várias valências a nível ambiental e cultural. Também não podemos esquecer o trabalho que foi feito pela Câmara Municipal, antes da sua abertura, e, agora, da equipa que aqui trabalha, que soube potenciar todas as valências que a infra-estrutura disponibiliza.»
O Fluviário tem um público bastante diversificado, no entanto, são os grupos escolares e os reformados que mais o visitam. «Somos, neste momento, o monumento mais visitado do Alentejo», acentuou, orgulhoso, Manuel Ribeiro Pinto, prometendo, «inovação e melhoria contínua» do espaço no futuro.
Outra das valências deste equipamento irá passar pela preservação das espécies em vias de extinção, nomeadamente o saramugo.
«São projectos inivadires como este que podem contribuir para fixar as populações e melhorar a sua qualidade de vida», acrescentou, dando conta que o Fluviário criou – directamente - 26 postos de trabalho.
É por todas estas razões que vale a pena visitar este equipamento. «Da mesma forma que visitamos o Oceanário de Lisboa devemos visitar o Fluviário de Mora, infra-estrutura que deu um contributo muito grande para o turismo ambiental da região», concluiu.
Um concelho de qualidade
Um dia José Manuel Manaia Sinogas, presidente da Câmara Municipal de Mora, teve um sonho: fazer um Fluviário no concelho. «Sonhei que vinha de Espanha em direcção a Portugal e, em Elvas, havia uma seta, na auto-estrada, que dizia Fluviário de Mora», revelou, em conversa com o Avante!.
Entre o sonho e a realidade tudo aconteceu. Foram sete – longos - anos, repletos de oposições e recusas. Não houve um único governo que tivesse ajudado na sua concretização, talvez porque este era um sonho de uma autarquia da CDU. Entretanto, no dia 21 de Março deste ano foi inaugurado o Fluviário de Mora, uma obra de responsabilidade municipal.
«Nós queríamos um projecto que fosse inovador, virado para o ambiente, e que nos trouxesse notoriedade e desenvolvimento», afirmou José Sinogas.
A ideia passou entretanto do papel para o terreno. «Conheci cinco ministros do Ambiente e cada vez que se mudava de ministro o projecto voltava à estaca zero. Foi uma luta terrível», frisou.
Depois de muito trabalho e perseverança, o Fluviário foi aprovado, financeiramente, pela União Europeia.
De seguida, a autarquia comunista mandou fazer um projecto preliminar ao Oceanário de Lisboa, «que custou três mil contos». «Sabíamos que só associados a eles [Oceanário] nos dariam credibilidade», revelou o autarca, lamentando não haver, em Portugal, biólogos fluviários.
O boicote do PS
Constitui-se uma comissão, fez-se uma lista do que se pretendia e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo aprovou o projecto. «Passado algum tempo alteraram o financiamento de 75 para 50 por cento», recordou José Sinogas, explicando que a comparticipação nacional, a cargo da Câmara de Mora, era inicialmente de 25 de por cento, passando então a ser de 50 por cento.
«Duas coisas podiam então acontecer. Ou acabava-se o sonho ou avançávamos com o projecto, mesmo com os entraves colocados», explicou o presidente.
Um pouco antes de o governo de Santana Lopes ter caído, o Fluviário foi aprovado em Concelho de Ministros.
Com a entrada do Executivo PS tudo se complicou. «Este Governo esteve-se nas “tintas” para os compromissos, entretanto, assumidos. Até à abertura do Fluviário só tivemos boicotes da parte do PS», acusou.
Preservar a natureza
Ainda hoje a Câmara de Mora não viu qualquer apoio governamental. A obra da autarquia comunista é, actualmente, um sucesso e uma mais valia para a região do Alentejo.
No mundo apenas existem três aquários de água doce: na Austrália, no Mississípi (EUA) e em Mora. De água salgada, como o Oceanário de Lisboa, existem muitos mais.
«Tenho a certeza de que o nosso aquário pode vir a ser muito mais importante que o Oceanário, até porque a fauna de água doce está quase extinta», alertou, dando conta que o Fluviário, em colaboração com outras entidades, vai começar «a criar espécies ameaçadas».
Os resultados desta importante obra não se reflectem apenas na obra em si. «A população tem orgulho nisto e as ruas estão sempre cheias de pessoas», sublinhou José Sinogas. Para além disso, adiantou, «é uma forma de criar emprego e fixar os mais jovens no concelho».
Sabia que...
• Os peixes nunca dormem?
• Os cágados são mais antigos que os dinausoauros?
• Se uma rã coaxa em pleno dia é sinal de chuva?
• Os peixes também vão à escola?
Esta apresenta-nos aos pequenos peixes nativos e a outras espécies aquáticas que habitam nos frescos e transparentes regatos de montanha.
À medida que avançamos deparamo-nos com os pegos. Por entre as folhas flutuantes dos nenúfares e outras plantas aquáticas, vislumbramos peixes e invertebrados típicos das águas mais repousadas. Junto a esta exposição encontramos ainda vários pequenos micro-habitats, os quais revelam um vasto número de insectos, répteis e anfíbios coloridos que frequentam a borda ribeirinha.
Em seguida encontramos as margens lamacentas e rochosas de um grande afluente onde se observam tartarugas mediterrânicas.
Deixando estes bichos para trás, começamos a observar o riacho. Aqui, podemos ver espécies típicas da pesca desportiva, como a truta e o salmão.
Um mundo debaixo de água
Ao virar da esquina, de um lado temos a barragem, do outro, uma cascata. Dentro da barragem, observamos vários peixes de maior porte, tais como os barbos e os lúcios. No lado contrário, podemos ver a tenca e a verdemã, sacudidas entre as rochas pelas águas turbulentas e oxigenadas.
Mais à frente encontramos as espécies migradoras, tais como a enguia, a lampreia, o sável, entre outras. Descobrimos depois as espécies exóticas, um dos mais profundos impactos do homem nos cursos de água. Achamos aqui a perca, a carpa e o achigã, acompanhados por outros vestígios recentes da influência humana.
A partir daqui começámos a sentir a influência da proximidade do mar. Surge perante nós a fascinante zona de transição do estuário, com activos peixes de águas salobras, como o fundulo e o muge, a viver numa exposição de fundo vasoso.
Emergimos na costa, numa atraente praia de areia, com raias a nadar, numa exposição de águas rasas e fundo arenoso.
No habitat das lontras, um dos mais requisitados, podemos observar estes elegantes animais e apreciarmos as suas brincadeiras, quer à superfície quer debaixo de água.
Muitos animais exóticos
No Fluviário, que ambiciona ser um destino turístico de referência a nível nacional e internacional, o visitante pode ainda ver uma interessante variedade de espécies exóticas, da Bacia Amazónica, como o pirapitinga, o peixe-gato de cauda vermelha, a tartaruga mata-mata, o aruanã-prateado e várias outras espécies.
Existe ainda a piranha vermelha, o peixe faca, as altamente mortíferas rãs-seta-venenosa e uma anaconda.
Encontramos ainda os ciclídeos, um grupo de peixes provenientes dos grandes lagos africanos, que se diversificaram rapidamente ao longo da sua evolução. As exposições complementares dão destaque aos outros habitantes da região, como o peixe-casulo, o bagre respirador de ar e o peixe elefante.
Um projecto inovador
A cerca de uma hora do bulício de Lisboa e a meia hora de Évora fica o concelho de Mora, acenando fraternalmente ao Ribatejo vizinho. Porta aberta do Alentejo, estende uma área de 445 quilómetros quadrados pelas suas quatro freguesias – Brotas, Cabeção, Mora e Pavia (que integra a pequena localidade da Malarranha) -, todas elas orgulhosas de ilustres pergaminhos, confirmados por forais régios.
Em Mora vivem e trabalham cerca de seis mil pessoas, cuja a hospitalidade tem atraído novos moradores em busca da regeneradora calma alentejana, seduzidos também pela incomparável beleza preservada do património natural, por um importante conjunto de monumentos, alguns classificados, e por uma cozinha tradicional sabiamente preparada e feita de mil aromas.
Apresentando a maior densidade florestal a Sul do Tejo, o concelho de Mora tem na Ribeira da Raia uma inegável fonte de vida e de lazer. A sua Pista Internacional de Pesca, considerada uma das melhores da Europa, tem acolhido, com reconhecido êxito, provas internacionais ao mais alto nível.
Projecto de êxito
O Fluviário veio trazer razões acrescidas para que cada vez mais pessoas venham conhecer Mora. Com pouco mais de quatro meses de existência, esta infra-estrutura já foi visitada por mais de cem mil pessoas, um número que Manuel Ribeiro Pinto, director do Fluviário, classificou de «êxito» monumental.
«Mais de cem mil pessoas é um marco importante para Mora, um concelho relativamente pequeno, que sofre todos os problemas da interioridade», afirmou, ao Avante!, acentuando que este sucesso se «deve, para além da forma, ao projecto, que apresenta várias valências a nível ambiental e cultural. Também não podemos esquecer o trabalho que foi feito pela Câmara Municipal, antes da sua abertura, e, agora, da equipa que aqui trabalha, que soube potenciar todas as valências que a infra-estrutura disponibiliza.»
O Fluviário tem um público bastante diversificado, no entanto, são os grupos escolares e os reformados que mais o visitam. «Somos, neste momento, o monumento mais visitado do Alentejo», acentuou, orgulhoso, Manuel Ribeiro Pinto, prometendo, «inovação e melhoria contínua» do espaço no futuro.
Outra das valências deste equipamento irá passar pela preservação das espécies em vias de extinção, nomeadamente o saramugo.
«São projectos inivadires como este que podem contribuir para fixar as populações e melhorar a sua qualidade de vida», acrescentou, dando conta que o Fluviário criou – directamente - 26 postos de trabalho.
É por todas estas razões que vale a pena visitar este equipamento. «Da mesma forma que visitamos o Oceanário de Lisboa devemos visitar o Fluviário de Mora, infra-estrutura que deu um contributo muito grande para o turismo ambiental da região», concluiu.
Um concelho de qualidade
Um dia José Manuel Manaia Sinogas, presidente da Câmara Municipal de Mora, teve um sonho: fazer um Fluviário no concelho. «Sonhei que vinha de Espanha em direcção a Portugal e, em Elvas, havia uma seta, na auto-estrada, que dizia Fluviário de Mora», revelou, em conversa com o Avante!.
Entre o sonho e a realidade tudo aconteceu. Foram sete – longos - anos, repletos de oposições e recusas. Não houve um único governo que tivesse ajudado na sua concretização, talvez porque este era um sonho de uma autarquia da CDU. Entretanto, no dia 21 de Março deste ano foi inaugurado o Fluviário de Mora, uma obra de responsabilidade municipal.
«Nós queríamos um projecto que fosse inovador, virado para o ambiente, e que nos trouxesse notoriedade e desenvolvimento», afirmou José Sinogas.
A ideia passou entretanto do papel para o terreno. «Conheci cinco ministros do Ambiente e cada vez que se mudava de ministro o projecto voltava à estaca zero. Foi uma luta terrível», frisou.
Depois de muito trabalho e perseverança, o Fluviário foi aprovado, financeiramente, pela União Europeia.
De seguida, a autarquia comunista mandou fazer um projecto preliminar ao Oceanário de Lisboa, «que custou três mil contos». «Sabíamos que só associados a eles [Oceanário] nos dariam credibilidade», revelou o autarca, lamentando não haver, em Portugal, biólogos fluviários.
O boicote do PS
Constitui-se uma comissão, fez-se uma lista do que se pretendia e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo aprovou o projecto. «Passado algum tempo alteraram o financiamento de 75 para 50 por cento», recordou José Sinogas, explicando que a comparticipação nacional, a cargo da Câmara de Mora, era inicialmente de 25 de por cento, passando então a ser de 50 por cento.
«Duas coisas podiam então acontecer. Ou acabava-se o sonho ou avançávamos com o projecto, mesmo com os entraves colocados», explicou o presidente.
Um pouco antes de o governo de Santana Lopes ter caído, o Fluviário foi aprovado em Concelho de Ministros.
Com a entrada do Executivo PS tudo se complicou. «Este Governo esteve-se nas “tintas” para os compromissos, entretanto, assumidos. Até à abertura do Fluviário só tivemos boicotes da parte do PS», acusou.
Preservar a natureza
Ainda hoje a Câmara de Mora não viu qualquer apoio governamental. A obra da autarquia comunista é, actualmente, um sucesso e uma mais valia para a região do Alentejo.
No mundo apenas existem três aquários de água doce: na Austrália, no Mississípi (EUA) e em Mora. De água salgada, como o Oceanário de Lisboa, existem muitos mais.
«Tenho a certeza de que o nosso aquário pode vir a ser muito mais importante que o Oceanário, até porque a fauna de água doce está quase extinta», alertou, dando conta que o Fluviário, em colaboração com outras entidades, vai começar «a criar espécies ameaçadas».
Os resultados desta importante obra não se reflectem apenas na obra em si. «A população tem orgulho nisto e as ruas estão sempre cheias de pessoas», sublinhou José Sinogas. Para além disso, adiantou, «é uma forma de criar emprego e fixar os mais jovens no concelho».
Sabia que...
• Os peixes nunca dormem?
• Os cágados são mais antigos que os dinausoauros?
• Se uma rã coaxa em pleno dia é sinal de chuva?
• Os peixes também vão à escola?