- Nº 1756 (2007/07/26)

Defender o direito à greve geral

Trabalhadores

Os trabalhadores da Transtejo iniciaram segunda-feira, por tempo indeterminado, uma greve às horas extraordinárias, protestando contra a decisão da administração, que marcou faltas injustificadas e não pagou o prémio de assiduidade, punindo assim a participação na greve geral de 30 de Maio, que teve adesão total. A empresa alega que fez os descontos apenas a quem não cumpriu os serviços mínimos, mas os sindicatos contrapõem que os trabalhadores notificados foram mais do que os 20 por cento previstos na lei, ficando apenas de fora quem estava de folga ou os delegados sindicais – como referiu Frederico Pereira à agência Lusa. Este dirigente lembrou que os representantes dos trabalhadores exigem, em tribunal, que sejam retiradas as faltas e que seja feito o reembolso do prémio.
Em plenários realizados no dia 20, sexta-feira, os trabalhadores da Somincor e das Pirites Alentejanas reafirmaram o seu apoio ao Sindicato dos Mineiros, que desde o início do mês quer ser recebido pela Inspecção do Trabalho de Beja, que ainda não actuou, após ter sido denunciada a retaliação da administração contra os trabalhadores que participaram na greve geral. O sindicato contesta o não pagamento dos prémios mensais de produção e exige a reposição da legalidade.
A base de dados sobre greves na Administração Pública, accionada pelo Governo na greve geral de 30 de Maio, é ilegal, reafirmou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, reagindo à decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, segunda-feira. Apesar de este não ter dado razão à providência cautelar interposta pelo STFPSA, «o processo não terminou aqui », disse o dirigente.