Breves
VISEU
Bandeiras negras vêm a Lisboa
O deputado do PCP Bruno Dias participou, no dia 18 de Junho, num plenário de trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio, que apontou novas formas de luta pela obtenção do rastreio e acompanhamento médico e a equiparação de todos os ex-trabalhadores a trabalhadores de fundo de mina.
O deputado, que esteve presente a convite da Comissão dos ex-Trabalhadores da ENU, lembrou as várias iniciativas legislativas do PCP para a concretização daqueles direitos, nomeadamente os requerimentos de Jerónimo de Sousa e, mais tarde, de Bernardino Soares e Miguel Tiago sobre o assunto. Também Ilda Figueiredo levantou a questão no Parlamento Europeu.
Entretanto, os trabalhadores decidiram deslocar-se a Lisboa com as suas famílias, no próximo dia 1 de Julho, quando da abertura da Presidência Portuguesa da UE, transportando bandeiras pretas em memória das dezenas de ex-trabalhadores que já morreram desde o encerramento da mina, em consequência directa da falta de rastreio e tratamento adequado à sua exposição aos materiais radioactivos

ESGUEIRA
População protesta
A população de Esgueira protestou, no passado dia 16, contra o impasse em que se encontra a rectificação da Ponte das Agras. Respondeu assim a um apelo da Comissão de Freguesia de Esgueira do PCP, que recusa continuar a «ver e ouvir as trapalhadas» dos responsáveis pela situação – a Câmara Municipal e a REFER – e exige a rápida resolução do problema.

COIMBRA
Defender Ramal da Lousã
A Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP comemorou os cem anos do Ramal da Lousã com uma jornada de esclarecimento, que incluiu um encontro com representantes do sector ferroviário e uma viagem entre o apeadeiro da Lousã e a Estação de Coimbra-Parque. A iniciativa, em que participou o deputado Bruno Dias, permitiu constatar a necessidade de continuar a defender o Ramal da Lousã, «linha ainda muito útil para as populações da Lousã, de Miranda do Corvo e de muitas outras localidades, como aliás a delegação do PCP teve oportunidade de confirmar durante a viagem que fez.

ALGARVE
ICNB ignora alertas
O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade recusou o prolongamento do prazo de apreciação e discussão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, que o PCP havia proposto.
Esta posição do ICNB é «inaceitável» para a Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP que, tendo alertado para um conjunto de deficiências daquele Plano, teme as consequências que dele podem resultar para a sobrevivência de quantos dependem da Ria.

VENDAS NOVAS
Tribunal dá razão à população
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, no passado dia 14, ao suspender a medida do Governo de encerramento do SAP de Vendas Novas, deu razão à população, que tem vindo a lutar pela sua reabertura.
A Comissão Nacional do PCP para as Questões da Saúde considera mesmo que esta decisão e a sua fundamentação reforçam a exigência do PCP para que se pare imediatamente com todo o processo de reestruturação das urgências no País, se reabra tudo o que foi encerrado e a partir daí se criem as condições para realizar uma verdadeira reforma destes serviços com a participação dos profissionais do sector, das populações e seus representantes. Uma reforma «integrada num processo mais vasto de reestruturação dos Serviços de Saúde orientada para a defesa do seu carácter público» e que «tenha em conta as realidades e as aspirações de desenvolvimento das diversas regiões, assegurando uma efectiva articulação dos diversos níveis de cuidados».

QUINTA DO CONDE
Feira Festa foi um êxito
Este ano a organização da Feira Festa da Quinta do Conde, que se realiza desde 1991, foi finalmente devolvida ao movimento associativo, congratula-se a Comissão de Freguesia de Vila do Conde do PCP.
«As associações e os empresários esmeraram-se para mostrar o que de melhor produzem; a segurança foi completa; no palco houve lugar para os quintacondenses; o programa conteve momentos de grande qualidade; houve mais pistas de divertimento; o fogo de artifício final foi o melhor de sempre», diz o PCP, que admite, entretanto, a existência de «ligeiros percalços». Não subscreve, contudo, a «teoria do caos», embora reconheça a necessidade de maior investimento por parte das autarquias locais, Câmara Municipal incluída. Condena ainda «o insólito alheamento da Junta de Freguesia da Quinta do Conde» relativamente ao maior evento social da localidade.

PÓVOA DO LANHOSO
Em defesa da água
Em carta aberta à população, a Comissão Concelhia de Póvoa do Lanhoso do PCP estranha que os responsáveis pela privatização da água do concelho em 2003 sejam os mesmos que agora «esgrimem argumentos descabidos» a propósito dos aumentos da água. De facto, há quatro anos, foi a Câmara Socialista que, com o apoio do PSD, entregou a exploração da água à empresa «Águas do Ave». Então, a água manteve um preço fictício para «não levantar poeira» mas, na realidade, o seu preço real aumentou logo na altura, na medida em que o consumidor continuou a pagar esse aumento através dos impostos.
Agora, o PS, julgando a população esquecida, denuncia uma situação de que ele próprio é responsável, enquanto o actual Executivo PSD vai avisando os consumidores de que o preço da água irá subir cerca de 73% e, através da Internet, apelando à população para que poupe água, como se Câmara não fosse o menos poupado dos consumidores.
A água é de facto um bem precioso, diz o PCP, e essa a razão porque os comunistas continuam a defender que seja o Estado a manter o seu controlo e exploração.

VIANA DO CASTELO
Não ao encerramento de escolas
A Direcção Regional de Viana do Castelo do PCP está contra o anunciado encerramento das escolas das freguesias de Merufe e de Riba de Mouro, que obrigaria as crianças a sair de casa cedo, a percorrer muitos quilómetros e a regressar a casa já noite, deixando-as sem qualquer espaço para o convívio familiar e o estudo. Para além de que uma tal medida contribuiria para acelerar ainda mais a desertificação destas freguesias.
Aliás, qualquer decisão, a ser tomada, deve resultar sempre de uma discussão que envolva as autarquias locais, os encarregados de educação, os professores e as populações, defende o PCP, denunciando mais esta medida «economicista» do Governo PS.