Breves
Correa enfrenta parlamento
A polémica entre o presidente do Equador, Rafael Correa, e o parlamento do país, dominado pela direita, conheceu, esta semana, novos desenvolvimentos.
Em causa está a rejeição no hemiciclo de um pacote legislativo apresentado pelo chefe do governo de Quito onde se propõem medidas apertadas de fiscalização das finanças públicas, dos serviços e o reforço das sanções contra indivíduos envolvidos em tráfico de combustíveis.
Após o veto, o presidente acusou os deputados de estarem ao serviço dos grandes interesses económicos e admite mesmo que após a eleição da Assembleia Constituinte a manutenção da actual representação parlamentar já não fará sentido, pelo que coloca como hipótese a sua dissolução.

AIEA em Pyongyang
A delegação da Agência Internacional de Energia Atómica chefiada por Olli Heinonen chegou, anteontem, a Pyongyang com o objectivo de avaliar conjuntamente junto das autoridades da RPD da Coreia as condições de encerramento do reactor nuclear de Yongbyon, a 90 quilómetros da capital.
Os norte-coreanos fizeram ainda saber que já se encontram em condições de cumprir a sua parte no acordo subscrito no âmbito das conversações para a desnuclearização da península coreana, uma vez que, informaram ainda fontes oficiais da RPD da Coreia, o processo relativo ao desbloqueamento das verbas retidas no Banco Delta Ásia de Macau está resolvido.

Alkatiri acusa Xanana de ilegalidades
O ex-primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, acusou Xanana Gusmão de ilegalidades durante a campanha para as legislativas em curso no país.
Alkatiri denunciou que o novo partido de Xanana, o Conselho Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), usa a mesma sigla do Conselho Nacional de Resistência Timorense, organização reconhecida pelo povo como fundamental na luta pela independência.
Acresce que nos materiais de propaganda eleitoral, o CNRT de Xanana usa símbolos da Fretilin e faz referências difamatórias ao partido e seus dirigentes.

Bombardeamentos da NATO matam mais 30
Os bombardeamentos da aviação ao serviço da NATO no Afeganistão mataram mais 33 civis e deixaram outros 70 feridos.
As autoridades paquistanesas, antigos aliados de peso dos EUA na região, protestaram veementemente contra os raides levados a cabo, domingo, pelas forças ocupantes na zona de fronteira com o Afeganistão.
Segundo Islamabad, as operações nas províncias de Waziristán do Norte e do Sul violaram a soberania territorial do Paquistão, situação que, a repetir-se, merecerá das forças militares locais a resposta adequada, ameaçaram.

Porta-aviões dos EUA avança para a Índia
O porta-aviões nuclear norte-americano USS Nimitz prepara-se para atracar, no próximo dia 1 de Julho, no porto de Chennai, no Sudoeste da Índia.
Apesar dos intensos protestos da oposição e das forças progressistas no país, o responsável pela pasta da Defesa de Nova Déli, A.K. Anthony, reafirmou a política de cooperação militar com os EUA e as restantes grandes potências, cujo objectivo é, admite o governo, alcançar uma plataforma de intercâmbio relativamente ao programa nuclear indiano.

Mercenários no Iraque
Segundo uma notícia publicada na edição do passado dia 16 do Washington Post, as empresas de segurança privada a operarem no Iraque estão a ser integradas em missões regulares contra a resistência à ocupação.
O Post afirma que existem centenas de empresas do género a realizarem missões ofensivas no Iraque, sobretudo norte-americanas e britânicas, as quais contam nas suas fileiras com cerca de 30 mil mercenários.
De acordo com o diário, a administração Bush prevê pagar, só em 2007, qualquer coisa como 1,5 mil milhões de dólares a companhias como a ArmorGroup.
Apesar do montante gasto, o número de vítimas e mutilados de guerra entre os soldados dos EUA não pára de aumentar. Depois de uma série de explosões, segunda-feira, contra esquadras da polícia e de uma emboscada da resistência a uma patrulha dos EUA, o número de mortos elevou-se a 3563.