Viragem à direita na Bélgica
Os democratas-cristãos flamengos (CDV), na oposição há oito anos, venceram as eleições legislativas realizadas, no domingo, 10, na Bélgica, com 30 por cento dos votos.
Embora a formação do novo governo dependa de negociações que se prevêem prolongadas, os resultados eleitorais marcam o fim do ciclo da coligação entre liberais e socialistas flamengos, encabeçada por Guy Verhofstadt, que governou a Bélgica desde 1999.
Na Flandres (norte), a viragem à direita do eleitorado é sublinhada pela subida dos independentistas de extrema-direita do Vlaams Belang, que se afirmaram como a segunda força política recolhendo cerca de 19 por cento dos votos.
Também na Valónia, região francófona (sul), a direita liberal do Movimento Reformador (MR) conseguiu pela primeira vez desde 1946 tornar-se no partido mais votado, desalojando os socialistas, liderados por Elio di Rupo, que foram sancionados por vários escândalos de corrupção.
Os 23 deputados do MR somados aos 18 eleitos dos liberais flamengos (VLD) formam a bancada mais numerosa do futuro parlamento com 41 lugares, superando os 40 deputados eleitos pelos democratas cristãos (CDV).
Como vencedor das eleições, o líder dos cristãos-democratas, Yves Leterme, deverá ser chamado a formar governo, embora não disponha da maioria necessária para concretizar o seu projecto confederal que prevê a total autonomia da rica Flandres em matéria económica e social.
Embora a formação do novo governo dependa de negociações que se prevêem prolongadas, os resultados eleitorais marcam o fim do ciclo da coligação entre liberais e socialistas flamengos, encabeçada por Guy Verhofstadt, que governou a Bélgica desde 1999.
Na Flandres (norte), a viragem à direita do eleitorado é sublinhada pela subida dos independentistas de extrema-direita do Vlaams Belang, que se afirmaram como a segunda força política recolhendo cerca de 19 por cento dos votos.
Também na Valónia, região francófona (sul), a direita liberal do Movimento Reformador (MR) conseguiu pela primeira vez desde 1946 tornar-se no partido mais votado, desalojando os socialistas, liderados por Elio di Rupo, que foram sancionados por vários escândalos de corrupção.
Os 23 deputados do MR somados aos 18 eleitos dos liberais flamengos (VLD) formam a bancada mais numerosa do futuro parlamento com 41 lugares, superando os 40 deputados eleitos pelos democratas cristãos (CDV).
Como vencedor das eleições, o líder dos cristãos-democratas, Yves Leterme, deverá ser chamado a formar governo, embora não disponha da maioria necessária para concretizar o seu projecto confederal que prevê a total autonomia da rica Flandres em matéria económica e social.