Contra-revolução na Bolívia

As conversações entre o presidente boliviano, Evo Morales, e representantes da oposição sobre a fórmula de votação na Assembleia Constituinte terminou, na madrugada de segunda-feira, sem que as partes tenham chegado a um entendimento. Morales defende que só o texto global da nova constituição deve ser submetido a aprovação por maioria de dois terços, ao passo que os representantes da direita no plenário e os governadores de algumas províncias defendem aquela fórmula de votação para todas as reformas legislativas.
As províncias de Santa Cruz, Beni e Sucre ameaçam continuar os protestos dos últimos dias – entre os quais uma greve de fome -, mas os apoiantes do presidente acusam a oposição de só pretender impedir a aprovação de medidas em benefício da maioria da população.
Enquanto a contra-revolução sobe de tom, Morales aprovou, domingo, mesmo antes da reunião com os sectores conservadores, o decreto que oficializa a propriedade estatal sobre os recursos energéticos do país.
Noutro plano mas na mesma linha de reformas progressistas, o vice-presidente, Álvaro Linera, entregou, quinta-feira da semana passada, os primeiros títulos de propriedade de terra a membros de uma comunidade indígena, acto simbólico ocorrido dois dias depois do governo ter promulgado a Lei da Reforma Agrária.


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