Norte-americanos sem férias

Segundo um estudo realizado nos EUA e citado pela Lusa, os trabalhadores norte-americanos são os que menos tempo de férias usufruem entre os congéneres dos países considerados desenvolvidos.
Para os norte-americanos, conseguir que o patrão lhes conceda duas semanas de férias é considerado um benefício «extraordinário». Quando tal acontece ou quando o patrão permite um período mais alargado de descanso aos seus trabalhadores, raros são os casos em que estes o gozam na totalidade, uma vez que as férias não são pagas. Na hipótese do contrato prever um «período de descanso», nele estão incluídas as faltas por doença ou assistência à família.
De acordo com John de Graaf, da associação «Recupere o seu Tempo», esta é uma batalha muito difícil de travar, não só pela debilidade do movimento sindical nos EUA em comparação com o poder das grandes companhias junto do governo, mas também porque um projecto de lei nesse sentido nunca foi levado a sério pelos representantes eleitos nos órgão legislativos da nação.
Dados do Instituto para a Família e Trabalho afirmam que, em média, cada norte-americano tira por ano somente entre quatro e seis dias de férias. Estatísticas homólogas dizem ainda que tais facto se reflectem na produtividade do trabalho, muito maior, por exemplo, na Noruega e em França, países onde os trabalhadores têm garantidos períodos de férias. A Universidade de Harvard sustenta que cada norte-americano trabalha mais de 46 horas por semana.


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