Governo hipoteca saúde dos portugueses
O Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde (MUSS) manifestou-se, em carta aberta ao ministro da tutela, contra «as políticas neoliberais preconizadas pelo Governo» para este sector.
Autêntica implosão do Serviço Nacional de Saúde
Em causa está o encerramento de maternidades, centros de saúde, serviços de atendimento permanente, a criação de taxas moderadoras, agora aumentadas e alargadas a análises clínicas, consultas de especialidade e exames complementares de diagnóstico, o aumento do preço dos medicamentos e a diminuição da comparticipação em muitos deles, inclusive os destinados aos utentes que sofrem de doença crónica.
O MUSS está ainda contra a intenção anunciada do pagamento pelos utentes dos actos médicos nos hospitais, tais como as cirurgias do ambulatório e os internamentos, «como se fossem os utentes a decidir por sua recriação esses actos. Enfim todo um programa de acção que, na prática, prejudica os utentes, nomeadamente os de menos recursos, que são a grande maioria, os desempregados, os reformados e os pensionistas.»
«O Sr. Ministro da Saúde não vive numa qualquer “república das bananas” e sabe, como todos sabemos, que no nosso País, infelizmente, existem hoje, em pleno século XXI e com um Governo dito socialista de que faz parte, 500 mil desempregados, 200 mil compatriotas com dificuldades alimentares e dois milhões vivendo no limiar da pobreza», lê-se no documento, enviado pelo MUSS.
Para o movimento, as medidas até agora postas em prática, «configurando uma autêntica “implosão” do Serviço Nacional de Saúde, seguramente não vão no sentido de melhorar a vida dos portugueses, especialmente os de menores possibilidades e os mais vulneráveis».
O MUSS está ainda contra a intenção anunciada do pagamento pelos utentes dos actos médicos nos hospitais, tais como as cirurgias do ambulatório e os internamentos, «como se fossem os utentes a decidir por sua recriação esses actos. Enfim todo um programa de acção que, na prática, prejudica os utentes, nomeadamente os de menos recursos, que são a grande maioria, os desempregados, os reformados e os pensionistas.»
«O Sr. Ministro da Saúde não vive numa qualquer “república das bananas” e sabe, como todos sabemos, que no nosso País, infelizmente, existem hoje, em pleno século XXI e com um Governo dito socialista de que faz parte, 500 mil desempregados, 200 mil compatriotas com dificuldades alimentares e dois milhões vivendo no limiar da pobreza», lê-se no documento, enviado pelo MUSS.
Para o movimento, as medidas até agora postas em prática, «configurando uma autêntica “implosão” do Serviço Nacional de Saúde, seguramente não vão no sentido de melhorar a vida dos portugueses, especialmente os de menores possibilidades e os mais vulneráveis».