
- Nº 1712 (2006/09/21)
Santo Tirso
Falta investimento
PCP
O Concelho de Santo Tirso ocupa o 306.º lugar entre os 308 municípios do País, segundo um estudo sobre o indicador de Desenvolvimento Municipal realizado pela Municípia, e, de acordo com dados recentes sobre a «evolução da população na Grande Área Metropolitana do Porto», está a sofrer uma considerável perda de população, denuncia publicamente a Comissão Concelhia de Santo Tirso do PCP. Tudo isto, afirma, em resultado da política de direita de sucessivos governos relativamente ao concelho.
De facto, todas as dificuldades das populações desta zona, já de si «deprimida», são agravadas pelo crescente desemprego – que atinge quase 20% da população activa –, pela falta de investimentos da Administração Central no concelho, pelo encerramento de serviços públicos, como aconteceu com as Finanças na Vila das Aves, a maternidade e a residência de estudantes da Escola Agrícola.
Mas também o executivo camarário do PS tem responsabilidades na situação, acusa o PCP, quer pela sua manifesta incapacidade em atrair investimentos para o concelho, quer pela indiferença que revela face ao encerramento de serviços públicos.
É fundamental «contrariar a política de baixos salários e do trabalho precário e apostar na indústria têxtil, nomeadamente com a criação e divulgação de marcas próprias e apoios à internacional», defendem os comunistas. Mas, para isso, afirmam, é necessário atrair investimentos e «criar condições que favoreçam a fixação de empresas que gerem emprego de qualidade», coisa que o executivo camarário de Castro Fernandes, como já se disse, tem sido manifestamente incapaz de fazer.
Poluição preocupante
Ainda em Santo Tirso, é frequente registarem-se valores bastante elevados de poluição. No dia 5 de Setembro, as medições dos índices de ozono nas estações da rede de medição da qualidade do ar instalada no concelho, que serve de referência para o Vale do Ave, atingiram «valores alarmantes»: 269 microgramas por metro cúbico, quando o limiar de alerta à população está fixado nos 240 e o limiar de informação nos 180! Entretanto, é sabido que o ozono – tóxico a nível do chão – provoca tosse, dores de cabeça, náuseas, dores peitorais e falta de ar quando a sua concentração se torna perigosa.
A Câmara mantém, porém, uma «passividade» condenável na prevenção da ocorrência destes episódios. Mais, continua sem criar mecanismos eficazes de alerta à população em situação de perigo, acusa a Concelhia de Santo Tirso, preocupada com a degradação da qualidade de vida no concelho.
Para o PCP, é pois urgente que a Câmara promova acções de esclarecimento, informação e sensibilização da população e que, ela própria, comece por dar o exemplo, desde logo com a promoção de alternativas energéticas e utilização de combustíveis menos poluentes nas suas viaturas.