Sida aumenta entre heterossexuais
Segundo dados divulgados pelo presidente da Comissão Nacional de Luta Contra a Sida, em entrevista à Agência Lusa, o número de indivíduos infectados pelo vírus está a aumentar entre os heterossexuais, cifrando-se já em 40% do número de casos totais registados entre 2002 e o final do passado mês de Maio.
Fernando Ventura sublinhou que, quando assumiu o cargo de coordenação daquele instituto, os toxicodependentes constituíam a maioria dos casos detectados, tendo o peso deste grupo sido reduzido a cerca de 30% do total.
As razões apontadas para a alteração deste cenário são a concertação da acção dos diversos organismos e projectos na área da dependência de estupefacientes pesados, nomeadamente a continuação do programa de troca de seringas nas farmácias.
Inversamente, o aumento do número de casos entre os heterossexuais poderá estar associado à imagem senso comunal de que o VIH é uma epidemia de «grupos de risco» como os toxicodependentes, as prostitutas e os homossexuais, levando à manutenção de comportamentos laxistas em relação às formas de transmissão da doença.
Assim, avança Fernando Ventura, o plano de combate à doença tem que se adequar às novas realidades, agindo sobretudo na educação dos mais jovens nas escolas, e na realização de campanhas de formação e informação sobre comportamentos sexuais entre os indivíduos divorciados na faixa etária dos 30 aos 40 anos, onde o cenário epidemológico se torna mais preocupante.
Apesar do número total de infectados ter vindo a reduzir-se, Portugal é o segundo país da Europa, atrás da Ucrânia, com maior número de casos registados.
Fernando Ventura sublinhou que, quando assumiu o cargo de coordenação daquele instituto, os toxicodependentes constituíam a maioria dos casos detectados, tendo o peso deste grupo sido reduzido a cerca de 30% do total.
As razões apontadas para a alteração deste cenário são a concertação da acção dos diversos organismos e projectos na área da dependência de estupefacientes pesados, nomeadamente a continuação do programa de troca de seringas nas farmácias.
Inversamente, o aumento do número de casos entre os heterossexuais poderá estar associado à imagem senso comunal de que o VIH é uma epidemia de «grupos de risco» como os toxicodependentes, as prostitutas e os homossexuais, levando à manutenção de comportamentos laxistas em relação às formas de transmissão da doença.
Assim, avança Fernando Ventura, o plano de combate à doença tem que se adequar às novas realidades, agindo sobretudo na educação dos mais jovens nas escolas, e na realização de campanhas de formação e informação sobre comportamentos sexuais entre os indivíduos divorciados na faixa etária dos 30 aos 40 anos, onde o cenário epidemológico se torna mais preocupante.
Apesar do número total de infectados ter vindo a reduzir-se, Portugal é o segundo país da Europa, atrás da Ucrânia, com maior número de casos registados.