Intervir mais e melhor
A 2.ª Assembleia Concelhia de Loulé do PCP reuniu no dia 14 de Junho, no Salão da Junta de Freguesia de Quarteira, 20 anos após a realização da sua 1.ª Assembleia, mercê de um grande esforço e empenhamento de alguns militantes.
Loulé é um dos concelhos algarvios de menor densidade populacional
A Assembleia analisou a reorganização e estruturação orgânica do PCP em Loulé, com vista a reforçar a sua intervenção e influência, e elegeu por unanimidade uma nova Comissão Concelhia, agora constituída por sete elementos.
Como indica o tempo que medeia as duas assembleias de organização, existem em Loulé deficiências de trabalho e insuficiências internas, agravadas pelas dificuldades resultantes da deterioração da situação nacional e internacional que, aliás, comportam hoje perigos enormes para o mundo, para o regime democrático português e para o próprio Partido, ao qual se impõe, agora mais que nunca, uma maior mobilização e intervenção.
Os 26 delegados presentes na Assembleia, após um debate vivo e muito participado, concluíram, porém, que é possível reforçar a organização do Partido, melhorar a sua ligação aos trabalhadores e às massas populares e, naturalmente, reforçar a sua intervenção e aumentar a sua influência no concelho.
O projecto de Resolução Política, aprovado por unanimidade, começa por fazer a caracterização do concelho de Loulé que, acolhendo cerca de 14% da população algarvia e sendo o segundo concelho em termos demográficos, é um dos concelhos com menor densidade populacional devido ao fraco povoamento da área da serra e à sua grande extensão territorial.
Inverter a situação
Analisando outros aspectos do concelho, a Assembleia considerou, em relação à agricultura, que as políticas de direita levaram à desertificação do interior, ao abandono de frutos de sequeiro como a alfarroba e a amêndoa, sendo que a zona do Barrocal, essencialmente vocacionada para a laranja e a tangerina, foi muito afectada com a integração de Portugal na CE. Defende, por isso, a necessidade de um maior apoio às organizações dos agricultores, seja esse apoio em termos técnicos, de planos de escoamento e mesmo de apoios subsidiados. Também as pescas, devido às políticas comunitárias atravessam graves dificuldades, sendo que à política indiscriminada de abates de embarcações não correspondeu a renovação e modernização da frota.
O turismo e as indústrias e a ele ligadas - construção civil, hotelaria e até o próprio comércio - pesam de forma determinante na economia da Região algarvia e do concelho. Só os hotéis, por exemplo, asseguram 6.000 postos de trabalho.
O emprego na região é, contudo, sazonal, sem qualidade, com baixos salários e sem direitos e o recurso a mão de obra barata obriga trabalhadores qualificados a procurar trabalho noutros sectores de actividade. É, ainda, um emprego sem carreira ou profissão e, às vezes, clandestino e ilegal, como no caso da construção civil.
A nível da Saúde, existe apenas um Centro de Saúde em Loulé, degradado e apenas com 8 camas, e nove extensões, uma das quais - Querença - tem um médico uma vez por semana.
A questão das autarquias mereceu também uma análise crítica por parte da Assembleia que, tendo embora em linha de conta o facto de o PCP e seus aliados terem vindo, desde as primeiras eleições autárquicas, a perder posições - não detém neste momento qualquer posição nas autarquias de Loulé -, se propõe, a partir de agora, criar condições para alterar o quadro político eleitoral do Partido.
O documento analisa, ainda, questões ligadas à rede viária e transportes públicos, educação, cultura e habitação no concelho, apontando medidas para a superação das deficiências detectadas em todos estes sectores.
José Neto, membro da Comissão Política que participou na Assembleia Concelhia de Loulé, encerrou os trabalhos com uma intervenção onde abordou os problemas de organização e intervenção do Partido, questões da política nacional e tarefas que neste momento se colocam aos comunistas.
Como indica o tempo que medeia as duas assembleias de organização, existem em Loulé deficiências de trabalho e insuficiências internas, agravadas pelas dificuldades resultantes da deterioração da situação nacional e internacional que, aliás, comportam hoje perigos enormes para o mundo, para o regime democrático português e para o próprio Partido, ao qual se impõe, agora mais que nunca, uma maior mobilização e intervenção.
Os 26 delegados presentes na Assembleia, após um debate vivo e muito participado, concluíram, porém, que é possível reforçar a organização do Partido, melhorar a sua ligação aos trabalhadores e às massas populares e, naturalmente, reforçar a sua intervenção e aumentar a sua influência no concelho.
O projecto de Resolução Política, aprovado por unanimidade, começa por fazer a caracterização do concelho de Loulé que, acolhendo cerca de 14% da população algarvia e sendo o segundo concelho em termos demográficos, é um dos concelhos com menor densidade populacional devido ao fraco povoamento da área da serra e à sua grande extensão territorial.
Inverter a situação
Analisando outros aspectos do concelho, a Assembleia considerou, em relação à agricultura, que as políticas de direita levaram à desertificação do interior, ao abandono de frutos de sequeiro como a alfarroba e a amêndoa, sendo que a zona do Barrocal, essencialmente vocacionada para a laranja e a tangerina, foi muito afectada com a integração de Portugal na CE. Defende, por isso, a necessidade de um maior apoio às organizações dos agricultores, seja esse apoio em termos técnicos, de planos de escoamento e mesmo de apoios subsidiados. Também as pescas, devido às políticas comunitárias atravessam graves dificuldades, sendo que à política indiscriminada de abates de embarcações não correspondeu a renovação e modernização da frota.
O turismo e as indústrias e a ele ligadas - construção civil, hotelaria e até o próprio comércio - pesam de forma determinante na economia da Região algarvia e do concelho. Só os hotéis, por exemplo, asseguram 6.000 postos de trabalho.
O emprego na região é, contudo, sazonal, sem qualidade, com baixos salários e sem direitos e o recurso a mão de obra barata obriga trabalhadores qualificados a procurar trabalho noutros sectores de actividade. É, ainda, um emprego sem carreira ou profissão e, às vezes, clandestino e ilegal, como no caso da construção civil.
A nível da Saúde, existe apenas um Centro de Saúde em Loulé, degradado e apenas com 8 camas, e nove extensões, uma das quais - Querença - tem um médico uma vez por semana.
A questão das autarquias mereceu também uma análise crítica por parte da Assembleia que, tendo embora em linha de conta o facto de o PCP e seus aliados terem vindo, desde as primeiras eleições autárquicas, a perder posições - não detém neste momento qualquer posição nas autarquias de Loulé -, se propõe, a partir de agora, criar condições para alterar o quadro político eleitoral do Partido.
O documento analisa, ainda, questões ligadas à rede viária e transportes públicos, educação, cultura e habitação no concelho, apontando medidas para a superação das deficiências detectadas em todos estes sectores.
José Neto, membro da Comissão Política que participou na Assembleia Concelhia de Loulé, encerrou os trabalhos com uma intervenção onde abordou os problemas de organização e intervenção do Partido, questões da política nacional e tarefas que neste momento se colocam aos comunistas.