FMJD denuncia e apela

Solidariedade com os comunistas checos

A FMJD protesta contra a tentativa de ilegalizar a União da Juventude Comunista da República Checa e apela à solidariedade em todos os países.

A luta «não permitirá que o movimento juvenil seja oprimido ou silenciado»

O Conselho Coordenador da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) – organização actualmente presidida pela JCP – considera que a tentativa do governo da República Checa de ilegalizar a União da Juventude Comunista da República Checa (KSM) é «apenas o culminar de uma longa campanha anticomunista que aumentou a sua intensidade no decorrer deste ano».
A organização lançou uma campanha internacional com o objectivo de denunciar o ataque aos comunistas, consciencializar a juventude e demonstrar solidariedade para com todas as organizações que sofram esta ofensiva. A campanha desdobra-se em diversas iniciativas em inúmeros países através de petições, abaixo-assinados, protestos, actividades regionais e internacionais e visitas de solidariedade. Procura-se assim criar um movimento de massas na defesa da democracia, da liberdade e dos direitos da juventude, contra os ataques aos direitos civis e democráticos dos povos.
Em declaração pública, a federação expressa o seu protesto e preocupação perante a tentativa de ilegalização da KSM e afirma que a acção e a luta do movimento de juventude anti-imperialista, progressista e democrático por todo o mundo «não permitirá que nenhuma expressão do movimento juvenil seja oprimida ou silenciada».
«Exigimos o respeito pela liberdade e pela democracia, a cessação destas atitudes políticas provocatórias e expressamos a nossa comprometida solidariedade com as vítimas deste assalto antidemocrático e autocrático, convictos de que as forças capitalistas e imperialistas nunca vão conseguir travar a luta da juventude e dos povos pela liberdade», lê-se na declaração.

Campanha anticomunista

A FMJD sublinha que «a campanha anticomunista» ficou marcada por outras iniciativas, como a petição «Vamos abolir os comunistas», uma tentativa na República Checa de criminalizar as ideias comunistas, o movimento e mesmo a palavra «comunista». O texto foi aprovado pelo Senado do Parlamento da República Checa e aguarda discussão na Câmara de Deputados.
O Conselho Coordenador da FMJD refere ainda a moção apresentada a 24 de Janeiro, na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa com o título «Necessidade de condenação internacional sobre os crimes dos regimes comunistas totalitários», que «constitui uma flagrante violação de todos as liberdades democráticas e demonstra ser uma iniciativa de vingança do capitalismo, intentando prevenir as forças mais progressistas de agirem livremente e de propagarem as suas ideias e ideais».
Para a FMJD, «esta cruzada antidemocrática é uma clara violação dos mais elementares direitos e da liberdade dos cidadãos. Para perpetuar esta cruzada, tudo se considera admissível, desde a comparação de organizações progressistas e defensoras da paz, de trabalhadores, jovens e estudantes com acções terroristas ou crimes hediondos levados a cabo pelo nazi-fascismo, como aliás já aconteceu na República Checa e outros países.»
Recorde-se que, em Dezembro, o ministro do Interior da República Checa ordenou que a KSM teria de renunciar às suas posições políticas, à sua identidade comunista e aos seus princípios marxistas-leninistas. Caso contrário seria ilegalizada. O Governo da República Checa determinou o dia 31 de Dezembro como data limite para que a KSM alterasse as suas características e programa político, após o qual, caso assim não procedesse, seria declarada ilegal. Mais tarde, a data foi adiada para 3 de Março.

Protesto em Lisboa

A JCP promoveu uma acção simbólica de protesto contra a tentativa de ilegalização da União da Juventude Comunista da República Checa (KSM) no Rossio, em Lisboa, no passado dia 1.
«Pelo património que preservamos e valorizamos de história dos comunistas e das Juventudes Comunistas em Portugal, pela histórica luta que travámos contra a repressão e o fascismo, pela luta clandestina que os jovens comunistas de Portugal travaram contra o obscurantismo, a tortura, pela liberdade e a democracia, repudiamos qualquer tentativa que nos faça regressar aos tempos de ditadura fascista, quando a actividade dos movimentos progressistas e comunistas era ilegal. Não admitimos e não permitiremos estes recuos e ataques de cariz fascizante ao movimento juvenil comunista, em nenhum país do mundo», afirma o Secretariado da JCP.



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