Contra o encerramento do Hospital do Desterro
O Movimento dos Utentes do Serviço Público (MUSP) admitiu que os hospitais do Desterro, São José e dos Capuchos possam encerrar, mas só quando estiver construída de raiz uma unidade de saúde pública.
O MUSP reagia assim a um estudo universitário encomendado pelo Governo que aconselha que a construção do hospital de Todos os Santos, na zona oriental de Lisboa, deve ter prioridade sobre outras cinco unidades a construir em Portugal num regime de parcerias entre os sectores público e privado. Os autores do estudo defendem ainda que a construção deste hospital só se justifica caso sejam encerrados os hospitais de S. José, Capuchos, Desterro e Santa Marta, situados no centro de Lisboa.
«O encerramento destes hospitais só poderá acontecer quando houver uma unidade de saúde que reuna todas as condições necessárias para assegurar a qualidade do serviço aos utentes», disse à Lusa Carlos Braga, do MUSP.
Entretanto, o MUSP e a União dos Sindicatos de Lisboa realizaram, na passada semana, uma campanha junto aos hospitais do Centro Hospitalar de Lisboa (Desterro, Capuchos e São José) para alertar a população sobre as consequências do anunciado encerramento do hospital do Desterro.
«Nós não somos contra o encerramento do hospital do Desterro, que já têm uma centena de anos e algumas instalações degradadas, mas têm de ser salvaguardados os interesses dos utentes», reafirmou Carlos Braga, que está sim contra a construção de um hospital público- privado. «O novo hospital deverá ser criado no sector público administrativo para parar o negócio da saúde à custa dos utentes», frisou.
Para o MUSP, o eventual encerramento do Desterro irá «piorar os cuidados de saúde» dos outros hospitais que fazem parte do Centro Hospitalar de Lisboa e que já têm elevadas taxas de ocupação com doentes em macas nos corredores.
Rio Tinto
Honório Novo visita Centro de Saúde
A população de Rio Tinto desde há muito que ansiava por um Centro de Saúde que funcionasse num espaço físico que oferecesse as mais básicas e necessárias condições condignas de atendimento, o que não acontecia no anterior centro de saúde. Foi com satisfação e também graças à denúncia permanente da CDU, que o novo Centro de Saúde de Rio Tinto foi construído e colocado em funcionamento em Maio de 2005.
No entanto, a existência de um espaço físico adequado não permite só por si a prestação de cuidados de saúde em condições de qualidade aos riotintenses. Após uma visita àquela unidade de saúde, que se realizou segunda-feira, Honório Novo, deputado do PCP na Assembleia da República, denunciou a existência de vários problemas e avançou com as suas soluções.
Em nota de imprensa, a CDU defende «que seja garantido o preenchimento de um quadro de pessoal (médico e auxiliar) de forma a dar resposta às necessidade de saúde da população de Rio Tinto», «que se criem condições para acabar com o sistema “terceiromundista” que obriga os utentes a ter de ir para o médico de madrugada sem saber se têm consulta» e «que se tomem medidas de despoluição e desentubamento do rio Tinto onde ainda é possível, medida desde há muito defendida pela CDU, e que permitirá a eliminação dos riscos ambientais e de saúde pública que a actual situação propicia».
Razões para lutar!
Portugal debate-se com enormes carências na área da saúde. Para além da falta de médicos, o Governo prepara-se para encerrar inúmeras urgências dos centros de saúde. A ideia inicial do Ministério da Saúde era fechar os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) que recebessem menos de dez utentes por noite.
No entanto, face à luta e reivindicação dos utentes da saúde, essa intenção foi adiada. Na região Centro, por exemplo, o plano inicial implicaria o encerramento de grande parte dos serviços hoje a funcionar.
Entretanto, contra a decisão de encerrar diversos centros de saúde, urgências dos centros de saúde e mesmo a maternidade que serve o distrito, foi criada a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu. Esta comissão entregou, recentemente, ao ministro da Saúde um abaixo-assinado com 2223 assinaturas. Na altura, Helena Neves prometeu que, «caso as unidades de saúde venham mesmo a ser encerradas», a comissão irá desenvolver todas as acções de luta que estejam ao seu alcance, «envolvendo as pessoas e alertando-as para o facto de ficarem sem acesso a serviços que até agora existiam».
Na Guarda, um movimento de cidadãos pôs, de igual forma, a circular um documento contra o encerramento da maternidade do Hospital Distrital.
Também a Sul à razões para lutar. Um grupo de moradores de Silves entregou, recentemente, um abaixo-assinado, na Administração Regional de Saúde do Algarve, com 2300 assinaturas, em protesto contra o fecho do centro de saúde local durante a madrugada.
Utentes prejudicados
De lamentar, entre outras, é a situação na Azambuja. Rui Marroni, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, denunciou que os utentes foram prejudicados porque, sempre que necessitem de atendimento, terão de se deslocar aos hospitais de Vila Franca de Xira ou Santarém.
Em Beja o Serviço de Atendimento Permanente também encerrou. O SAP daquela cidade, que prestava cuidados de saúde primários às populações de seis concelhos do distrito 24 horas por dia, passou a fechar às 00h00 e a reabrir às 08h00.
«O encerramento destes hospitais só poderá acontecer quando houver uma unidade de saúde que reuna todas as condições necessárias para assegurar a qualidade do serviço aos utentes», disse à Lusa Carlos Braga, do MUSP.
Entretanto, o MUSP e a União dos Sindicatos de Lisboa realizaram, na passada semana, uma campanha junto aos hospitais do Centro Hospitalar de Lisboa (Desterro, Capuchos e São José) para alertar a população sobre as consequências do anunciado encerramento do hospital do Desterro.
«Nós não somos contra o encerramento do hospital do Desterro, que já têm uma centena de anos e algumas instalações degradadas, mas têm de ser salvaguardados os interesses dos utentes», reafirmou Carlos Braga, que está sim contra a construção de um hospital público- privado. «O novo hospital deverá ser criado no sector público administrativo para parar o negócio da saúde à custa dos utentes», frisou.
Para o MUSP, o eventual encerramento do Desterro irá «piorar os cuidados de saúde» dos outros hospitais que fazem parte do Centro Hospitalar de Lisboa e que já têm elevadas taxas de ocupação com doentes em macas nos corredores.
Rio Tinto
Honório Novo visita Centro de Saúde
A população de Rio Tinto desde há muito que ansiava por um Centro de Saúde que funcionasse num espaço físico que oferecesse as mais básicas e necessárias condições condignas de atendimento, o que não acontecia no anterior centro de saúde. Foi com satisfação e também graças à denúncia permanente da CDU, que o novo Centro de Saúde de Rio Tinto foi construído e colocado em funcionamento em Maio de 2005.
No entanto, a existência de um espaço físico adequado não permite só por si a prestação de cuidados de saúde em condições de qualidade aos riotintenses. Após uma visita àquela unidade de saúde, que se realizou segunda-feira, Honório Novo, deputado do PCP na Assembleia da República, denunciou a existência de vários problemas e avançou com as suas soluções.
Em nota de imprensa, a CDU defende «que seja garantido o preenchimento de um quadro de pessoal (médico e auxiliar) de forma a dar resposta às necessidade de saúde da população de Rio Tinto», «que se criem condições para acabar com o sistema “terceiromundista” que obriga os utentes a ter de ir para o médico de madrugada sem saber se têm consulta» e «que se tomem medidas de despoluição e desentubamento do rio Tinto onde ainda é possível, medida desde há muito defendida pela CDU, e que permitirá a eliminação dos riscos ambientais e de saúde pública que a actual situação propicia».
Razões para lutar!
Portugal debate-se com enormes carências na área da saúde. Para além da falta de médicos, o Governo prepara-se para encerrar inúmeras urgências dos centros de saúde. A ideia inicial do Ministério da Saúde era fechar os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) que recebessem menos de dez utentes por noite.
No entanto, face à luta e reivindicação dos utentes da saúde, essa intenção foi adiada. Na região Centro, por exemplo, o plano inicial implicaria o encerramento de grande parte dos serviços hoje a funcionar.
Entretanto, contra a decisão de encerrar diversos centros de saúde, urgências dos centros de saúde e mesmo a maternidade que serve o distrito, foi criada a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu. Esta comissão entregou, recentemente, ao ministro da Saúde um abaixo-assinado com 2223 assinaturas. Na altura, Helena Neves prometeu que, «caso as unidades de saúde venham mesmo a ser encerradas», a comissão irá desenvolver todas as acções de luta que estejam ao seu alcance, «envolvendo as pessoas e alertando-as para o facto de ficarem sem acesso a serviços que até agora existiam».
Na Guarda, um movimento de cidadãos pôs, de igual forma, a circular um documento contra o encerramento da maternidade do Hospital Distrital.
Também a Sul à razões para lutar. Um grupo de moradores de Silves entregou, recentemente, um abaixo-assinado, na Administração Regional de Saúde do Algarve, com 2300 assinaturas, em protesto contra o fecho do centro de saúde local durante a madrugada.
Utentes prejudicados
De lamentar, entre outras, é a situação na Azambuja. Rui Marroni, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, denunciou que os utentes foram prejudicados porque, sempre que necessitem de atendimento, terão de se deslocar aos hospitais de Vila Franca de Xira ou Santarém.
Em Beja o Serviço de Atendimento Permanente também encerrou. O SAP daquela cidade, que prestava cuidados de saúde primários às populações de seis concelhos do distrito 24 horas por dia, passou a fechar às 00h00 e a reabrir às 08h00.