Abstenção merece atenção particular
Reafirmando a sua firme e inabalável determinação em continuar a lutar pelas justas aspirações e reivindicações das comunidades portugueses, a DOE do PCP acusa o PS pela eleição, à primeira volta, de Cavaco Silva para Presidente da República.
Esta eleição vai estimular os sectores mais conservadores da direita
Terminada a votação para o Presidente da República, a Direcção da Organização na Emigração (DOE) do PCP analisou os resultados dessas eleições. Na emigração, segundo um comunicado enviada esta semana ao Avante!, o factor mais relevante continua a ser o da forte abstenção, sendo que votaram apenas 19 mil eleitores, ou seja, dez por cento dos inscritos no conjunto dos círculos eleitorais das comunidades portuguesas.
Na emigração, Cavaco Silva também ganhou à primeira volta, no entanto, à que sublinhar os sinais contraditórios entre os resultados da Europa e dos outros continentes e mesmo entre países.
«Enquanto na Europa Cavaco Silva não consegue obter a maioria absoluta, nos restantes continentes obtém mais de 65 por cento», informa o comunicado da DOE do PCP, dando alguns exemplos: 36,3 por cento na Bélgica, 40,2 por cento na Holanda e 43,7 por cento na Suíça.
«Com a vitória de Cavaco Silva não foi o País que ganhou em estabilidade mas sim a política de direita e as condições para ser prosseguida», continua o documento, sublinhando que esta eleição «vai estimular os sectores mais conservadores da direita e do grande capital a abocanhar ainda mais os recursos e a riqueza nacional, tornando, assim, mais exigente e complexa a luta por uma ruptura democrática e de esquerda tão coerentemente defendida por Jerónimo de Sousa na sua campanha eleitoral».
Relativamente ao candidato do PCP, a DOE ressalva que, também na emigração, pelos resultados obtidos, confirma-se a justeza desta candidatura e da sua ida às urnas.
«Os resultados mostram claramente que se tivesse havido, por parte do PS, a mesma determinação da candidatura apresentada pelo PCP, muito provavelmente Cavaco Silva não teria obtido a maioria de 50,6 por cento que lhe permitiu ser eleito à primeira volta», demonstram os comunistas, informando ainda que Jerónimo de Sousa «registou 4,6 por cento no conjunto dos dois círculos da emigração, uma subida em relação ao candidato do PCP nas eleições presidenciais de 2001, o mesmo acontecendo em relação às últimas eleições legislativas nas quais a CDU obteve 3 por cento».
Hesitações do PS
Na Europa, o resultado foi mais expressivo. Jerónimo de Sousa obteve 7,6 por cento, enquanto nas legislativas a CDU registou 4,1 por cento. A destacar são os resultados obtidos pelo candidato comunista na Bélgica (15,5 por cento), na Holanda (13,4 por cento), na Inglaterra, Suíça e Angola (10 por cento). O resultado obtido na Alemanha (7,6 por cento) constitui o valor mais elevado obtido neste país, desde sempre, pelo PCP.
Neste sentido, continua o documento, a Direcção da Organização na Emigração do PCP «saúda todos aqueles - militantes do PCP, outros democratas independentes e apoiantes doutras forças políticas - que, com a sua acção e o seu apoio, deram força a esta candidatura apresentada pelo PCP, nomeadamente quando da deslocação de Jerónimo de Sousa à Alemanha e à Bélgica».
«Contrastando com a vitalidade da campanha de Jerónimo de Sousa, no PS reinou as hesitações e ambiguidades que mais não fizeram do que ampliar as possibilidades eleitorais de Cavaco Silva. Os dois candidatos da área do PS obtiveram 27,5 por cento (total da emigração), muito aquém dos 44,1 por cento obtidos pelo PS nas eleições legislativas», terminam os comunistas.
Na emigração, Cavaco Silva também ganhou à primeira volta, no entanto, à que sublinhar os sinais contraditórios entre os resultados da Europa e dos outros continentes e mesmo entre países.
«Enquanto na Europa Cavaco Silva não consegue obter a maioria absoluta, nos restantes continentes obtém mais de 65 por cento», informa o comunicado da DOE do PCP, dando alguns exemplos: 36,3 por cento na Bélgica, 40,2 por cento na Holanda e 43,7 por cento na Suíça.
«Com a vitória de Cavaco Silva não foi o País que ganhou em estabilidade mas sim a política de direita e as condições para ser prosseguida», continua o documento, sublinhando que esta eleição «vai estimular os sectores mais conservadores da direita e do grande capital a abocanhar ainda mais os recursos e a riqueza nacional, tornando, assim, mais exigente e complexa a luta por uma ruptura democrática e de esquerda tão coerentemente defendida por Jerónimo de Sousa na sua campanha eleitoral».
Relativamente ao candidato do PCP, a DOE ressalva que, também na emigração, pelos resultados obtidos, confirma-se a justeza desta candidatura e da sua ida às urnas.
«Os resultados mostram claramente que se tivesse havido, por parte do PS, a mesma determinação da candidatura apresentada pelo PCP, muito provavelmente Cavaco Silva não teria obtido a maioria de 50,6 por cento que lhe permitiu ser eleito à primeira volta», demonstram os comunistas, informando ainda que Jerónimo de Sousa «registou 4,6 por cento no conjunto dos dois círculos da emigração, uma subida em relação ao candidato do PCP nas eleições presidenciais de 2001, o mesmo acontecendo em relação às últimas eleições legislativas nas quais a CDU obteve 3 por cento».
Hesitações do PS
Na Europa, o resultado foi mais expressivo. Jerónimo de Sousa obteve 7,6 por cento, enquanto nas legislativas a CDU registou 4,1 por cento. A destacar são os resultados obtidos pelo candidato comunista na Bélgica (15,5 por cento), na Holanda (13,4 por cento), na Inglaterra, Suíça e Angola (10 por cento). O resultado obtido na Alemanha (7,6 por cento) constitui o valor mais elevado obtido neste país, desde sempre, pelo PCP.
Neste sentido, continua o documento, a Direcção da Organização na Emigração do PCP «saúda todos aqueles - militantes do PCP, outros democratas independentes e apoiantes doutras forças políticas - que, com a sua acção e o seu apoio, deram força a esta candidatura apresentada pelo PCP, nomeadamente quando da deslocação de Jerónimo de Sousa à Alemanha e à Bélgica».
«Contrastando com a vitalidade da campanha de Jerónimo de Sousa, no PS reinou as hesitações e ambiguidades que mais não fizeram do que ampliar as possibilidades eleitorais de Cavaco Silva. Os dois candidatos da área do PS obtiveram 27,5 por cento (total da emigração), muito aquém dos 44,1 por cento obtidos pelo PS nas eleições legislativas», terminam os comunistas.