Manifestação nacional dia 3 de Fevereiro

Protesto justificado

A Frente Comum dos Sindicatos decidiu realizar no próximo no dia 3 de Fevereiro, uma manifestação nacional de trabalhadores da Administração Pública, em protesto contra a posição do Governo na negociação salarial.

O Governo impõe nova perda de poder de compra

«A reunião realizada no âmbito do processo de negociação suplementar, entre a Frente Comum e o Governo, no passado dia 13 de Janeiro, veio confirmar as intenções do Executivo de impor um aumento de 1,5 por cento, no quadro de uma ofensiva mais global e prolongada contra os trabalhadores da Administração Pública», protesta a estrutura representativa da grande maioria dos trabalhadores do Estado.
A Frente Comum refere que, na reunião, o ministro das Finanças «disse que nada tinha sofrido alteração, relativamente a 28 de Dezembro». Os sindicatos baixaram a sua proposta, de 6,5 para 5 por cento, mas, «numa atitude de total irredutibilidade», o ministro das Finanças desvalorizou essa posição «e recusou, inclusivamente a possibilidade de se verificar um arredondamento do subsídio de refeição para 4 euros», que antes admitira.
Para ontem à tarde estava convocado um plenário nacional de dirigentes e delegados sindicais, que faria o ponto da situação do processo reivindicativo e reafirmaria as acções de luta imediatas, com destaque para a manifestação de 3 de Fevereiro. Estava ainda prevista a deslocação dos participantes no plenário ao Ministério das Finanças, para manifestarem «o seu protesto pelas posições até agora assumidas pelo Governo».

Cordão no Porto

«E se lhe tirassem 115 euros por mês, como regiria?» - perguntava o STAL/CGTP-IN nos folhetos em que apelava à solidariedade da população para com a luta dos trabalhadores da limpeza da Câmara Municipal do Porto, que anteontem à tarde veio para as ruas da cidade, num cordão humano que ligou a sede da autarquia ao Governo Civil, «para unir as duas pontas do problema e da solução».
Desde Novembro, os cerca de 600 trabalhadores deixaram de receber o «prémio de trabalho nocturno», por um relatório preliminar da IGAT o considerar ilegal, já que o decreto que o autoriza não foi ainda regulamentado. Os trabalhadores desencadearam várias acções de luta, com recurso à greve, e na semana passada deslocaram-se ao parlamento, onde obtiveram do PCP o compromisso de apresentar uma proposta que permita resolver esta falta. «Mas não abrandaremos a luta», garantiu um dirigente do sindicato durante a luta de anteontem.


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