«Verdes» apelam

Transportes públicos são mais ecológicos

«Os Verdes» distribuíram mil bilhetes para o Metro e Carris na Rua Augusta, em Lisboa, na semana passada, numa iniciativa integrada na campanha mundial de partidos verdes sobre o fenómeno das alterações climáticas. O objectivo era sensibilizar os cidadãos para a utilização dos transportes públicos colectivos e pressionar os Estados Unidos a assinar o Protocolo de Quioto. Para isso, quem passava pela rua era convidado pelos ecologistas a assinar um postal dirigido ao Governo português e à embaixada dos EUA em Lisboa.
Portugal será o país com maior emissão de gases com efeito de estufa em 2012 da Europa a 25, de acordo com os dados fornecidos recentemente pela União Europeia. «Não esperaríamos outra conclusão, quando a inércia dos sucessivos governos tem sido vergonhosa no que respeita aos compromissos do acordo de partilha de responsabilidades com vista ao cumprimento do Protocolo de Quioto», comentam «Os Verdes», em comunicado.
O sector dos transportes corresponde a mais de 30 por cento da responsabilidade total pelas emissões de dióxido de carbono e Portugal foi o país da União Europeia que, desde 1990, mais aumentou as suas emissões neste sector.
Para os ecologistas, isto «significa que a política de transportes não tem correspondido às exigências de Quioto, designadamente quando o investimento no transporte colectivo fica muito aquém do necessário para inverter o aumento do automóvel particular como a maior opção nos movimentos pendulares diários dos cidadãos».
«Os Verdes» ainda que, no Orçamento de Estado para 2006, a única resposta que o Governo dá em relação ao Protocolo de Quioto é a criação de um fundo de carbono dotado com 6 milhões de euros, «o que representa apenas um “cheirinho” do que o erário público vai ter que gastar daqui para a frente com a compra de quotas de emissão ao estrangeiro e com a implementação de mecanismos de desenvolvimento limpo».

Para quê o relatório da PSP?

Durante a acção de rua, um agente da PSP requereu a identificação dos promotores da iniciativa, alegando que teria de incluir estas informações num relatório. A deputada Heloísa Apolónia apresentou um requerimento na Assembleia da República, lembrando que o Governo Civil de Lisboa foi devidamente informado sobre a distribuição e pedindo explicações ao Ministério da Administração Interna.
«Afinal, para que servem os ditos relatórios da PSP sobre estas acções de rua? A quem se destinam? Qual o critério da sua elaboração?», questiona a deputada, pedindo o envio de uma cópia do relatório para o seu partido.

Contra os produtos transgénicos

O cultivo de variedades geneticamente modificadas – os produtos transgénicos – foram debatidos na semana passada na Assembleia da República por iniciativa d’«Os Verdes», que entregaram um conjunto de propostas de alteração ao actual decreto lei.
Para «Os Verdes», as medidas previstas neste diplomam violam o direito à liberdade de opção dos agricultores e dos consumidores por não garantirem a não contaminação entre culturas, tanto nas distâncias mínimas de segurança como no regime de fiscalização.
Os ecologistas consideram ainda que o decreto lei deixa por regulamentar questões as zonas livres de transgénicos e o fundo de compensação para suportar eventuais danos de contaminação de campos agrícolas.


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