- Nº 1668 (2005/11/17)

47 por cento

Breves Trabalhadores

Na Galp Energia a multinacional ENI, que lá se instalou pela mão de Pina Moura e António Guterres, nunca poderá ficar... com mais de 47 por cento do capital social, veio «garantir» o actual primeiro-ministro. Este «maior domínio da ENI, monstruosamente admitido, é inaceitável por razões patrióticas», contrapõe a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal, lembrando que «governantes actuais, antes de o serem, e vários deputados do PS puseram em causa a privatização» da empresa e defenderam a necessidade de pertencer ao sector empresarial do Estado. Face ao «manifesto menosprezo» de José Sócrates pelo facto de, com aquele limite, mais de 50 por cento da petrolífera ficar em mãos estrangeiras (a Iberdrola possuirá 4 por cento), a Comissão espera que nem a administração da Galp Energia, nem os «efectivos gestores profissionais» fiquem silêncio, tal como o secretário de Estado da tutela, que «na reunião realizada com a CCT tomou posição bem diferente da que surge como admitida pelo primeiro-ministro».