- Nº 1666 (2005/11/3)
Ensino superior

Manif em Lisboa na quarta-feira

Juventude
Quarta-feira é dia de manifestação conjunta dos estudantes do ensino superior, pelas ruas da capital. O Governo e as suas políticas para o sector são os grandes visados.

Na próxima quarta-feira, dia 9, os estudantes do ensino superior organizam uma manifestação conjunta em Lisboa. O objectivo é protestar contra as medidas do Governo, em particular o aumento das propinas e os cortes orçamentais nas universidades e institutos politécnicos.
Os alunos contestam ainda os cortes na Acção Social Escolar (o que inclui as bolsas de estudo e os preços nas cantinas, bares e residências) e o regime de prescrições.
O tradicional «Cortejo da Latada», em Coimbra, foi marcado pela crítica ao Governo. Os milhares de participantes do desfile – que se realizou na semana passada – contestaram medidas como as propinas, aos cortes orçamentais às universidades e a venda de medicamentos fora das farmácias.
Os estudantes da Escola Superior Agrária apresentavam uma pergunta a José Sócrates: «Se o Ecoturismo é um risco, porque fazes safáris no Quénia?» A questão surge no seguimento de declarações do presidente do Instituto Português de Turismo, que considerou «um risco» ingressar no curso superior de Ecoturismo devido às reduzidas possibilidades de emprego em Portugal nesta área. A AE da Escola Superior de Enfermagem Ângelo da Fonseca exigiu a reposição do direito aos subsídios de alimentação e deslocação, recentemente retirado.

Licenciados em Arquitectura contra Ordem

Licenciados em Arquitectura manifestaram-se na sexta-feira, em Lisboa, contra as regras de admissão à Ordem dos Arquitectos. Em causa está a distinção estabelecida pela OA entre os cursos de arquitectura «reconhecidos» e os cursos «acreditados»
Os licenciados dos cursos considerados «acreditados» tem apenas de fazer o estágio para serem admitidos na ordem, enquanto nos cursos «reconhecidos» é necessária a realização do estágio e de uma prova final.
Na quinta-feira, o provedor de Justiça, José Nascimento Rodrigues, recomendou que «sejam prontamente avaliados os cursos de arquitectura leccionados em Portugal e que ainda estão em falta» e que «cesse a aplicação das normas que lhes têm vedado o acesso» à Ordem dos Arquitectos.