«Estado de urgência» no Peru
Aos protestos de dois milhões de trabalhadores contra a política económica e social, Toledo respondeu, na semana passada, com o «estado de urgência».
«Assim iniciam a sua marcha os governos autoritários»
A medida, imposta alegadamente para restaurar a «lei e a ordem no país», gerou a legítima revolta do povo, que saiu à rua para contestar a suspensão das liberdades individuais e colectivas, entre as quais o direito à greve e à manifestação.
Acusando o executivo do presidente Alejandro Toledo de optar «pela política do garrote e da prepotência do poder», o Partido Comunista do Peru lembra que «a crise não é da responsabilidade dos professores e demais trabalhadores em luta», que «a democracia não tem espaço onde viceja a pobreza, enquanto se protegem privilégios para poucos», e reafirma que «não haverá estabilidade nem governabilidade com os tanques dominando as ruas, nem desenvolvimento com um modelo como o actual, que conduz a economia à ruína e o povo à miséria».
Em relação aos confrontos registrados após o decreto presidencial, os comunistas peruanos denunciam que «o governo usou como desculpa a acção de sectores provocadores e divisionistas para, dessa forma, preparar o terreno da repressão e declarar a greve ilegal», e realçam que «a força, o autoritarismo, a repressão, são os meios que restam para se manter no poder».
«Assim iniciam a sua marcha os governos autoritários, o único tipo de governo que agrada à direita e ao oportunismo político», afirma o PC do Peru, sublinhando que a declaração de emergência nacional mostra «um governo débil, isolado, incapaz de resolver os grandes problemas do país».
A violenta campanha levada a cabo pela polícia e pelo exército demonstra que a repressão é a resposta do governo à greve geral decretada pelos sindicatos dos professores, agricultores, funcionários judiciais e da segurança social que, um pouco por todo o país, mobilizou milhares de trabalhadores em protesto contra a política económica e social seguida pelo executivo.
As intervenções policiais provocaram já a morte de duas pessoas e a detenção de 95 activistas sindicais e populares.
Em Puno, a 130 quilómetros da capital, Lima, as forças policiais abriram fogo sobre um grupo de estudantes que ocupara as instalações da universidade local, repetindo-se o mesmo cenário em diversas cidades, onde carregaram sobre os manifestantes com bombas de gás lacrimogéneo e canhões de jacto de água.
Os professores anunciaram, apesar da onda repressiva, a sua disposição para continuar a luta e manter a greve até que as suas reivindicações sejam ouvidas.
Acusando o executivo do presidente Alejandro Toledo de optar «pela política do garrote e da prepotência do poder», o Partido Comunista do Peru lembra que «a crise não é da responsabilidade dos professores e demais trabalhadores em luta», que «a democracia não tem espaço onde viceja a pobreza, enquanto se protegem privilégios para poucos», e reafirma que «não haverá estabilidade nem governabilidade com os tanques dominando as ruas, nem desenvolvimento com um modelo como o actual, que conduz a economia à ruína e o povo à miséria».
Em relação aos confrontos registrados após o decreto presidencial, os comunistas peruanos denunciam que «o governo usou como desculpa a acção de sectores provocadores e divisionistas para, dessa forma, preparar o terreno da repressão e declarar a greve ilegal», e realçam que «a força, o autoritarismo, a repressão, são os meios que restam para se manter no poder».
«Assim iniciam a sua marcha os governos autoritários, o único tipo de governo que agrada à direita e ao oportunismo político», afirma o PC do Peru, sublinhando que a declaração de emergência nacional mostra «um governo débil, isolado, incapaz de resolver os grandes problemas do país».
A violenta campanha levada a cabo pela polícia e pelo exército demonstra que a repressão é a resposta do governo à greve geral decretada pelos sindicatos dos professores, agricultores, funcionários judiciais e da segurança social que, um pouco por todo o país, mobilizou milhares de trabalhadores em protesto contra a política económica e social seguida pelo executivo.
As intervenções policiais provocaram já a morte de duas pessoas e a detenção de 95 activistas sindicais e populares.
Em Puno, a 130 quilómetros da capital, Lima, as forças policiais abriram fogo sobre um grupo de estudantes que ocupara as instalações da universidade local, repetindo-se o mesmo cenário em diversas cidades, onde carregaram sobre os manifestantes com bombas de gás lacrimogéneo e canhões de jacto de água.
Os professores anunciaram, apesar da onda repressiva, a sua disposição para continuar a luta e manter a greve até que as suas reivindicações sejam ouvidas.