Resistir à ofensiva
Em Lisboa, no Porto, em Setúbal e em Aveiro decorreram, na semana passada, reuniões distritais de dirigentes e delegados sindicais e membros de comissões de trabalhadores, afirmando a determinação de resistir e lutar.
Sindicatos e CTs empenham-se em esclarecer e mobilizar
O Plenário Nacional de Sindicatos, convocado para dia 30 e que assinala também os 35 anos da fundação da Intersindical, deverá desenvolver a análise da situação social e laboral, bem como a resposta dos trabalhadores à ofensiva contra os seus direitos e interesses, designadamente no que respeita à pressão para conter os salários.
Em Lisboa, no dia 15, mais de 250 representantes dos trabalhadores do distrito aprovaram uma resolução que aponta para que se realize, «desde já, o maior número de plenário e contactos com os trabalhadores, com vista a exigirem o aumento real dos salários». Entre os objectivos da mobilização e luta dos trabalhadores estão igualmente a defesa e melhoria dos direitos e das convenções colectivas, o cumprimento das promessas feitas pelo PS quanto à revogação das normas gravosas do Código do Trabalho, o combate ao encerramento de empresas, ao desemprego e à precariedade.
Por cumprir, entre outras, está a promessa de reabertura da Bombardier/Sorefame. «O desemprego real atinge mais de 100 mil trabalhadores no distrito, e os 150 mil empregos prometidos não passam de retórica», protesta-se na resolução, que repisa a necessidade de dar rápida solução à dívida, «superior a 81 milhões de euros» que não foram ainda pagos a trabalhadores que perderam o emprego devido a falências e encerramentos de empresas.
Quanto ao Código, o plenário recorda que o PS «na oposição, prometeu que revogava algumas normas gravosas», mas «depois de chegar ao Governo, não só não revogou, como piorou o que já existia».
O aumento dos salários e das pensões, em contraposição a quaisquer restrições acrescidas no Orçamento de Estado para 2006, «é um imperativo nacional» para uma mais justa distribuição do rendimento.
Ao apelar à participação no plenário distrital, convocado para hoje, a direcção da União dos Sindicatos de Setúbal prevê que «os próximos meses vão ser marcados pela revisão do Código do Trabalho, contratação colectiva, o Orçamento de Estado para 2006, as políticas do Governo de destruição da Administração Pública, as propostas do Governo no plano geral, o agravamento do custo de vida».
A USS/CGTP-IN propõe-se levar a cabo «uma acção global de esclarecimento, junto dos trabalhadores do sector privado e das populações, com vista a dar a conhecer os objectivos do Governo no ataque aos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, que se insere numa ofensiva mais geral», a par da acção reivindicativa nos sectores e empresas.
Sobre as eleições
«Não cabendo à USL e à CIL dar indicação expressa de voto», as estruturas distritais da CGTP-IN e do movimento das comissões de trabalhadores, na resolução de dia 15, alertam os trabalhadores «para, ao exercerem o seu direito cívico, terem em consideração a importância da sua opção, relativamente à oportunidade da construção de alternativas políticas que efectivamente garantam a abertura de novos horizontes de progresso e desenvolvimento social».
Relativamente às autárquicas, «importa identificar e responsabilizar os que, durante os últimos 29 anos, estiveram na primeira linha do ataque aos direitos sociais dos trabalhadores e na senda das privatizações de importantes serviços públicos, e apoiar os que, de forma coerente, em todos os momentos, reclamaram a implementação da regionalização e estiveram e estão com os trabalhadores em todas as suas lutas».
Quanto às presidenciais, a USL e a CIL «consideram fundamental que, no campo da esquerda, se afirmem propostas que combatam o previsível candidato da direita, promovam a ruptura com as políticas seguidas e se assumam como alternativas de esquerda, que valorizem o trabalho e os trabalhadores e tragam esperança e motivação aos portugueses».
Em Lisboa, no dia 15, mais de 250 representantes dos trabalhadores do distrito aprovaram uma resolução que aponta para que se realize, «desde já, o maior número de plenário e contactos com os trabalhadores, com vista a exigirem o aumento real dos salários». Entre os objectivos da mobilização e luta dos trabalhadores estão igualmente a defesa e melhoria dos direitos e das convenções colectivas, o cumprimento das promessas feitas pelo PS quanto à revogação das normas gravosas do Código do Trabalho, o combate ao encerramento de empresas, ao desemprego e à precariedade.
Por cumprir, entre outras, está a promessa de reabertura da Bombardier/Sorefame. «O desemprego real atinge mais de 100 mil trabalhadores no distrito, e os 150 mil empregos prometidos não passam de retórica», protesta-se na resolução, que repisa a necessidade de dar rápida solução à dívida, «superior a 81 milhões de euros» que não foram ainda pagos a trabalhadores que perderam o emprego devido a falências e encerramentos de empresas.
Quanto ao Código, o plenário recorda que o PS «na oposição, prometeu que revogava algumas normas gravosas», mas «depois de chegar ao Governo, não só não revogou, como piorou o que já existia».
O aumento dos salários e das pensões, em contraposição a quaisquer restrições acrescidas no Orçamento de Estado para 2006, «é um imperativo nacional» para uma mais justa distribuição do rendimento.
Ao apelar à participação no plenário distrital, convocado para hoje, a direcção da União dos Sindicatos de Setúbal prevê que «os próximos meses vão ser marcados pela revisão do Código do Trabalho, contratação colectiva, o Orçamento de Estado para 2006, as políticas do Governo de destruição da Administração Pública, as propostas do Governo no plano geral, o agravamento do custo de vida».
A USS/CGTP-IN propõe-se levar a cabo «uma acção global de esclarecimento, junto dos trabalhadores do sector privado e das populações, com vista a dar a conhecer os objectivos do Governo no ataque aos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, que se insere numa ofensiva mais geral», a par da acção reivindicativa nos sectores e empresas.
Sobre as eleições
«Não cabendo à USL e à CIL dar indicação expressa de voto», as estruturas distritais da CGTP-IN e do movimento das comissões de trabalhadores, na resolução de dia 15, alertam os trabalhadores «para, ao exercerem o seu direito cívico, terem em consideração a importância da sua opção, relativamente à oportunidade da construção de alternativas políticas que efectivamente garantam a abertura de novos horizontes de progresso e desenvolvimento social».
Relativamente às autárquicas, «importa identificar e responsabilizar os que, durante os últimos 29 anos, estiveram na primeira linha do ataque aos direitos sociais dos trabalhadores e na senda das privatizações de importantes serviços públicos, e apoiar os que, de forma coerente, em todos os momentos, reclamaram a implementação da regionalização e estiveram e estão com os trabalhadores em todas as suas lutas».
Quanto às presidenciais, a USL e a CIL «consideram fundamental que, no campo da esquerda, se afirmem propostas que combatam o previsível candidato da direita, promovam a ruptura com as políticas seguidas e se assumam como alternativas de esquerda, que valorizem o trabalho e os trabalhadores e tragam esperança e motivação aos portugueses».