A FESTA MAIOR
«A Festa continua: cada vez maior, cada vez mais bonita, cada vez mais jovem»
«Bem vindos, camaradas e amigos, à 29ª Festa do Avante. Construímos a Festa em festa e partimos agora para três dias de solidariedade, de diversão, de cultura, de amizade, de debate. Na Quinta da Atalaia, terra de Abril, os jovens deram, também, o seu contributo para a construção da terra do sonho, da liberdade, da democracia, do socialismo e do comunismo. Viva a Festa do Avante. Viva a JCP. Viva o Partido Comunista Português»: com estas palavras, proferidas por um jovem com um amplo sorriso no rosto – o camarada Valter Ferreira, membro da Direcção Nacional da JCP - e que, dito isto, passou a palavra ao Secretário geral do PCP, foi dado o pontapé de saída para o início da Festa. E a Festa começou desde logo com a intervenção do camarada Jerónimo de Sousa, entrecortada de aplausos que pontuavam, com apurada sensibilidade política, os momentos mais importantes do discurso. Ali foi recordado, com profunda emoção, o camarada Álvaro Cunhal, o seu papel na construção e na defesa deste Partido que é o nosso, o seu exemplo de militante comunista a demonstrar, em todos os momentos e em todas as situações da sua vida, que a luta continua.
Depois, a Festa espraiou-se por todo o amplo recinto, onde os visitantes chegavam em vagas, e escolhiam a iniciativa que mais lhes agradava. E tinham muito por onde escolher.
Que a 29ª Festa do Avante! seria a mais bonita de todas as que, até agora, se realizaram, sabia-se antes mesmo de ela ocorrer. Do mesmo modo que se sabe, já hoje, que a do próximo ano será ainda mais bonita... Este saber é pertença dos milhares de militantes e simpatizantes comunistas que constróem a Festa e dos muitos mais milhares que a visitam durante os três dias que ela dura – os primeiros porque sabem, todos os anos, que estão a construir, com o seu trabalho voluntário, a sua sensibilidade, a sua dedicação, a sua entrega, o maior acontecimento político, cultural, artístico, convivial que se realiza no nosso País; os segundos porque, com a sua presença, são parte integrante desse acontecimento e vivem-no e sentem-no como seu.
O que não se sabia (embora se pressentisse...) é que esta seria a maior de todas as festas até agora realizadas no espaço da Quinta da Atalaia. Mas foi. Como viu quem lá esteve e quis ver. O mar de gente que, a partir das 18 horas de sexta-feira, desaguou na Festa, foi o mais caudaloso de sempre naquele espaço. Era gente e mais gente, gente de condições várias e de todas as idades – embora com uma predominância visível de jovens, aliás, na linha da evolução que tem vindo a verificar-se de ano para ano - cada um (ou cada grupo) correndo ao encontro do que mais lhe interessava ver, num mapa de ofertas culturais, artísticas, de debate, de convívio, como não há outro no nosso País.
Sublinhemos três aspectos marcantes da Festa: são cada vez mais os jovens que participam na construção da Festa; são em número crescente os jovens que assumem responsabilidades na execução das tarefas durante os três dias da Festa; a percentagem de jovens entre os visitantes é cada vez mais elevada. Destas três realidades emerge uma conclusão óbvia: a de que a Festa do Avante! é, cada vez mais, a Festa da Juventude. E esta não é uma questão menor, como é fácil de ver. Para além do que significa em termos de quebra de preconceitos e de aproximação ao Partido de consideráveis massas juvenis, trata-se, também, de ver confirmado e garantido o futuro da Festa.
Isto apesar das arremetidas que contra ela continuam – que são, naturalmente, da família das que visam o Partido. As leis anticonstitucionais, antidemocráticas, fascizantes, feitas pelos partidos da política de direita, tendo em mira o PCP e a Festa do Avante!, constituem um outro capítulo da ofensiva anticomunista iniciada pelo fascismo salazarista. Ofensiva a que respondemos da mesma forma que responderemos a estas leis iníquas: resistindo, lutando. E sabendo que, como afirmou o camarada Jerónimo de Sousa, no gigantesco comício de Domingo, «resistir é vencer».
Uma última observação, esta respeitante à forma como a imprensa tratou a Festa. Se se disser que a Festa – esta, a do Avante, que, recorde-se mais uma vez, é, tão-somente, entre outras coisas, o maior acontecimento político, cultural, artístico, convivial do País – não foi notícia de primeira página em nenhum dos quatro diários nacionais de grande tiragem, ficar-se-á muito aquém do que foi o tratamento dado ao acontecimento por estes jornais de referência. Quem os tenha folheado, todavia, ter-se-á apercebido de outras bizarrias bem elucidativas dos seus critérios informativos. Eis a visão da Festa difundida por um desses jornais, na sua edição de Domingo: num texto de página inteira, intitulado «A romaria vermelha», uma repórter de serviço, em subtítulo, resume assim: «A Festa do Avante! é um festival de música cheio de velhos, uma organização do PCP onde se vendem livros de Marcelo; um comício partidário com gente a dormir na relva; uma romaria em que se debate a questão palestiniana»... Mais palavras para quê?: foi isto que a repórter viu, foi isto que lhe encomendaram que visse, foi esta melhor forma que encontrou de expressar o seu colaboracionismo com as leis iníquas acima referidas (isto anda tudo ligado, como se sabe), foi esta a forma mais inteligente que encontrou de tomar os desejos encomendados por realidades desejadas…
Terão que ter paciência, conformar-se, aceitar a inevitabilidade: a Festa continua: cada vez maior, cada vez mais bonita, cada vez mais jovem.
Ou, dito de outra maneira: Não passarão!
Depois, a Festa espraiou-se por todo o amplo recinto, onde os visitantes chegavam em vagas, e escolhiam a iniciativa que mais lhes agradava. E tinham muito por onde escolher.
Que a 29ª Festa do Avante! seria a mais bonita de todas as que, até agora, se realizaram, sabia-se antes mesmo de ela ocorrer. Do mesmo modo que se sabe, já hoje, que a do próximo ano será ainda mais bonita... Este saber é pertença dos milhares de militantes e simpatizantes comunistas que constróem a Festa e dos muitos mais milhares que a visitam durante os três dias que ela dura – os primeiros porque sabem, todos os anos, que estão a construir, com o seu trabalho voluntário, a sua sensibilidade, a sua dedicação, a sua entrega, o maior acontecimento político, cultural, artístico, convivial que se realiza no nosso País; os segundos porque, com a sua presença, são parte integrante desse acontecimento e vivem-no e sentem-no como seu.
O que não se sabia (embora se pressentisse...) é que esta seria a maior de todas as festas até agora realizadas no espaço da Quinta da Atalaia. Mas foi. Como viu quem lá esteve e quis ver. O mar de gente que, a partir das 18 horas de sexta-feira, desaguou na Festa, foi o mais caudaloso de sempre naquele espaço. Era gente e mais gente, gente de condições várias e de todas as idades – embora com uma predominância visível de jovens, aliás, na linha da evolução que tem vindo a verificar-se de ano para ano - cada um (ou cada grupo) correndo ao encontro do que mais lhe interessava ver, num mapa de ofertas culturais, artísticas, de debate, de convívio, como não há outro no nosso País.
Sublinhemos três aspectos marcantes da Festa: são cada vez mais os jovens que participam na construção da Festa; são em número crescente os jovens que assumem responsabilidades na execução das tarefas durante os três dias da Festa; a percentagem de jovens entre os visitantes é cada vez mais elevada. Destas três realidades emerge uma conclusão óbvia: a de que a Festa do Avante! é, cada vez mais, a Festa da Juventude. E esta não é uma questão menor, como é fácil de ver. Para além do que significa em termos de quebra de preconceitos e de aproximação ao Partido de consideráveis massas juvenis, trata-se, também, de ver confirmado e garantido o futuro da Festa.
Isto apesar das arremetidas que contra ela continuam – que são, naturalmente, da família das que visam o Partido. As leis anticonstitucionais, antidemocráticas, fascizantes, feitas pelos partidos da política de direita, tendo em mira o PCP e a Festa do Avante!, constituem um outro capítulo da ofensiva anticomunista iniciada pelo fascismo salazarista. Ofensiva a que respondemos da mesma forma que responderemos a estas leis iníquas: resistindo, lutando. E sabendo que, como afirmou o camarada Jerónimo de Sousa, no gigantesco comício de Domingo, «resistir é vencer».
Uma última observação, esta respeitante à forma como a imprensa tratou a Festa. Se se disser que a Festa – esta, a do Avante, que, recorde-se mais uma vez, é, tão-somente, entre outras coisas, o maior acontecimento político, cultural, artístico, convivial do País – não foi notícia de primeira página em nenhum dos quatro diários nacionais de grande tiragem, ficar-se-á muito aquém do que foi o tratamento dado ao acontecimento por estes jornais de referência. Quem os tenha folheado, todavia, ter-se-á apercebido de outras bizarrias bem elucidativas dos seus critérios informativos. Eis a visão da Festa difundida por um desses jornais, na sua edição de Domingo: num texto de página inteira, intitulado «A romaria vermelha», uma repórter de serviço, em subtítulo, resume assim: «A Festa do Avante! é um festival de música cheio de velhos, uma organização do PCP onde se vendem livros de Marcelo; um comício partidário com gente a dormir na relva; uma romaria em que se debate a questão palestiniana»... Mais palavras para quê?: foi isto que a repórter viu, foi isto que lhe encomendaram que visse, foi esta melhor forma que encontrou de expressar o seu colaboracionismo com as leis iníquas acima referidas (isto anda tudo ligado, como se sabe), foi esta a forma mais inteligente que encontrou de tomar os desejos encomendados por realidades desejadas…
Terão que ter paciência, conformar-se, aceitar a inevitabilidade: a Festa continua: cada vez maior, cada vez mais bonita, cada vez mais jovem.
Ou, dito de outra maneira: Não passarão!