Congresso da FNAM
O reforço da organização e intervenção sindical é um dos objectivos constantes do Plano de Acção da Federação Nacional dos Médicos para o triénio 2003- 2006. Aprovado no 5.º Congresso – que decorreu sábado e domingo, em Coimbra, com a participação de Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP – o documento aponta ainda a melhoria de eficácia de funcionamento dos cuidados primários, considerados como pilar do Serviço Nacional de Saúde.
No documento, citado pela Agência Lusa, a FNAM revela-se «disponível e empenhada» em assegurar a acessibilidade dos utentes aos serviços de saúde e contribuir para uma gestão eficiente dos recursos, mas recusa a «mercantilização e fragmentação» do SNS.
A FNAM recorda que o actual ministro da Saúde é oriundo «directamente de um grupo económico com importantes negócios neste sector» e acusa-o de desenvolver uma política «de integral destruição do SNS e de promoção da privatização dos serviços públicos de saúde». A federação salienta que, «apesar de todas as dificuldades e deficiências», o Serviço Nacional de Saúde, no que concerne ao índice de desempenho global, «encontra-se em 12.º lugar, a nível mundial, enquanto os modelos privados da Grã-Bretanha e EUA estão, respectivamente, no 24.º e 37.º lugares».
Quaisquer medidas «que aligeirem a responsabilidade do Estado em matéria de Saúde e que simplesmente sirvam para canalizar lucros para grandes grupos financeiros» são liminarmente rejeitadas pela federação.
No congresso foi criticado o falado aumento das taxas moderadoras. Em vez de um segundo imposto para cobrir a desresponsabilização do Estado, que iria sobrecarregar os contribuintes-trabalhadores que já pagam a Saúde, foram exigidas medidas de efectivo combate à fuga aos impostos e para uma justa política fiscal.
No documento, citado pela Agência Lusa, a FNAM revela-se «disponível e empenhada» em assegurar a acessibilidade dos utentes aos serviços de saúde e contribuir para uma gestão eficiente dos recursos, mas recusa a «mercantilização e fragmentação» do SNS.
A FNAM recorda que o actual ministro da Saúde é oriundo «directamente de um grupo económico com importantes negócios neste sector» e acusa-o de desenvolver uma política «de integral destruição do SNS e de promoção da privatização dos serviços públicos de saúde». A federação salienta que, «apesar de todas as dificuldades e deficiências», o Serviço Nacional de Saúde, no que concerne ao índice de desempenho global, «encontra-se em 12.º lugar, a nível mundial, enquanto os modelos privados da Grã-Bretanha e EUA estão, respectivamente, no 24.º e 37.º lugares».
Quaisquer medidas «que aligeirem a responsabilidade do Estado em matéria de Saúde e que simplesmente sirvam para canalizar lucros para grandes grupos financeiros» são liminarmente rejeitadas pela federação.
No congresso foi criticado o falado aumento das taxas moderadoras. Em vez de um segundo imposto para cobrir a desresponsabilização do Estado, que iria sobrecarregar os contribuintes-trabalhadores que já pagam a Saúde, foram exigidas medidas de efectivo combate à fuga aos impostos e para uma justa política fiscal.